Industrialização no Brasil: Regiões Centro-Sul, Nordeste, Norte e Centro-Oeste


Rio de Janeiro

A indústria do Rio de Janeiro teve sua implantação já na época do Segundo Reinado. Região Metropolitana do Rio de Janeiro: A Região Metropolitana do Rio de Janeiro é também um complexo industrial, destacando-se a indústria têxtil, alimentícia e naval.

Volta Redonda: Em Volta Redonda (134 km do Rio) está situada a Companhia Siderúrgica Nacional, principal siderúrgica brasileira, que foi implantada nesse município por vários fatores, tais como:

Industrialização no Brasil

•    mão-de-obra abundante;
•    potencial hidráulico;
•    proximidade dos portos do Rio de Janeiro e Angra dos Reis;
•    disponibilidade de energia elétrica;
•    proximidade das jazidas do Quadrilátero Ferrífero;
•    proximidade dos grandes centros consumidores – São Paulo e Rio de Janeiro.

Outras Cidades

Petrópolis (66 km do Rio) e Nova Friburgo (150 km do Rio) são exemplos de cidades monoindustriais têxteis. Campos (279 km do Rio) é um grande centro de indústria açucareira. Em Itaguaí (73 km do Rio), está prevista a construção do 4o Polo Petro­químico Brasileiro.

Minas Gerais

Devido aos seus recursos mine­rais, Minas Gerais apresenta a maior concentração de siderúrgicas do país.

Zona Metalúrgica

É o conjunto de municípios situa­dos no Quadrilátero Ferrífero, onde existe grande concentração de usi­nas siderúrgicas e indústrias meta­lúrgicas.
As principais cidades da Zona Metalúrgica são: Itabira (99 km de Belo Horizonte), Ipatinga (217 km de Belo Horizonte), Coronel Fabriciano (211 km de Belo Horizonte), Sabará (25 km de Belo Horizonte) e João Monlevade (110 km de Belo Hori­zonte).

Região Metropolitana de Belo Horizonte

Além de possuir estabelecimen­tos industriais ligados à produção metalúrgica, é uma cidade industrial, tendo desenvolvido várias in­dústrias de bens de consumo durá­veis e não duráveis.

Contagem: Situada a 15 km de Belo Hori­zonte, na região metropolitana, apre­senta o Distrito Industrial com várias indústrias.
Betim: A 30 km de Belo Horizonte e situa­da na região metropolitana, apre­senta a Refinaria Gabriel Passos e a montadora FIAT.

Outras Cidades

Juiz de Fora (278 km de Belo Horizonte) é um grande centro in­dustrial têxtil e siderúrgico, além de contar com a montadora Mercedes-Benz.
Uberlândia (556 km de Belo Horizonte) e Uberaba (494 km de Belo Horizonte) apresentam várias indústrias ligadas ao setor alimentício.
A indústria gaúcha se instalou ao longo dos anos por meio de pequenos estabelecimentos de imigrantes ale­mães e italianos.

Região Metropolitana de Porto Alegre

É o principal centro industrial do Estado, juntamente com outras cidades situadas em sua Região Metropolita­na, como Canoas (19 km de Porto Alegre) e Esteio (27 km de Porto Alegre).

Pelotas: Situada a 271 km de Porto Alegre, é um grande cen­tro industrial. Caxias do Sul: Situada a 131 km de Porto Alegre, é um grande cen­tro com indústrias metalúrgicas, vinícolas e de vestuário.

Rio Grande: Situada a 330 km de Porto Alegre, apresenta indús­trias ligadas à pesca. Novo Hamburgo: Situada a 48 km de Porto Alegre, é o segundo maior pólo industrial de calçados do Brasil. Triunfo: Em Triunfo (101 km de Porto Alegre), situa-se o 3o Polo Petroquímico Brasileiro.

Santa Catarina

A indústria catarinense se desenvolveu apoiada na iniciativa de imigrantes alemães e italianos.

Joinville: Joinville (180 km de Florianópolis) é o maior centro industrial catarinense. Aí se situam importantes indús­trias do setor metal-mecânico e metalúrgico.
Blumenau: Blumenau (139 km de Florianó­polis) é um centro poliindustrial.
Jaraguá do Sul: Jaraguá do Sul (195 km de Flo­rianópolis) é um centro poliindustrial (têxtil e eletromecânico).
Criciúma: Criciúma (202 km de Florianópo­lis) é também um centro poliindus­trial, com indústrias ligadas à extra-ção e beneficiamento de carvão, ce­râmica e têxtil.

Várias outras cidades podem ser destacadas, como Itajaí (100 km de Florianópolis), Tubarão (144 km de Florianópolis), Concórdia (564 km de Florianópolis) e São Bento do Sul (249 km de Florianópolis).

Paraná

Desde o século XIX, o Paraná se destaca pela indústria madeireira e de seus derivados. A partir de 1970, a indústria paranaense se multipli­cou em vários municípios e, principalmente, em Curitiba com a instalação da Cidade industrial. Na atualidade (após 1995), novo impulso tem sido dado à industrialização com incentivos oferecidos às in­dústrias pelo governo do Estado. Como consequência, o Paraná é o 2o Polo Automo­bilístico do país, contando com 3 montadoras em atividaade – Volvo, Renault e Volkswagen (Audi).

Curitiba: É o maior centro industrial do Estado com indústrias dos mais variados ramos, instaladas principalmente na Cidade Industrial.
São José dos Pinhais: Em São José dos Pinhais (14 km de Curitiba), situ­am-se várias indústrias como Renault, Audi, Nutrimental, O Boticário, etc.

Campo Largo: Conhecida como a “Capital da Louça”, Campo Largo (28 km de Curitiba), além das indústrias cerâmicas e de cimento Portland, contava com a montadora Chrysler, que paralisou suas atividades a partir de março de 2001.
Ponta Grossa: Ponta Grossa (114 km de Curitiba) é um dos maiores centros industriais do Sul do país, com indústrias de beneficiamento de grãos, metalurgia, pneus, bebidas e ma­deira.
A cidade de Londrina (379 km de Curitiba) é um cen­tro de indústrias ligadas ao beneficiamento de grãos.

Outras Cidades
No Paraná se situam três importantes indústrias de papel e celulose nos municípios de:
•   Telêmaco Borba (245 km de Curitiba) – KLABIN;
•   Jaguariaíva (236 km de Curitiba) – PISA;
•   Arapoti (250 km de Curitiba) – INPACEL.

Em todo o interior do Estado, há indústrias ligadas a beneficiamento de grãos, principalmente por meio de cooperativas.

Centro-Oeste

Por ser considerada a grande re­serva para atividades agropastoris, aí não há grandes concentrações in­dustriais. São indústrias relacionadas com a agropecuária, tais como: curtumes, laticínios, frigoríficos, usinas de álcool e beneficiamento de grãos.

Nordeste

Aratu: Em Aratu (26 km de Salvador), localiza-se o Distrito Industrial, com várias indústrias instaladas.
Camaçari: Em Camaçari (44 km de Salvador), situa-se o 2? Pólo Petroquímico Bra­sileiro e está sendo instalada a nova planta da montadora FORD.
Outros estados e cidades podem ser citados como centros industriais do Nordeste, como Recife (PE), Fortaleza (CE), etc.

Tradicionalmente, o Nordeste conta com a indústria açucareira, a algodoeira e a têxtil. Com o surgimento da SUDENE (Superintendência do Desenvolvi­mento do Nordeste) em fins da dé­cada de 50, o Nordeste começou a receber várias indústrias do Centro-Sul e multinacionais, atraídas por incentivos fiscais, mão-de-obra barata e posição estratégica favorá­vel para a exportação a outros conti­nentes.

Na atualidade, o Nordeste surge como um novo polo de indústrias modernas, produto do planejamento governamental. Com instalação de montadoras na Bahia e muitas in­dústrias têxteis e alimentícias do Centro-Sul e petroquímica. As empresas mais importantes têm origem externa, em capitais do Sudeste ou investimentos estatais ou transnacionais. Um outro setor, tido na atualida­de como industrial, tem-se desenvol­vido no Nordeste: é o turismo – a indústria sem chaminés -, por meio de complexos turístico-hoteleiros. É uma indústria não poluente, que gera muitos empregos e divisas.

Norte

Uma das grandes dificuldades para a industrialização da Amazônia sem­pre foi a energia elétrica, aliada à distância dos grandes centros e vias de co­municação. Com a instalação de hidrelétricas, melhoria de embarcações e incentivos fiscais da SUDAM (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia) e SUFRAMA (Superintendência da Zona Franca de Manaus), várias indústrias se instalaram em Manaus.

Manaus

É o principal centro industrial da Amazônia, com várias indústrias de eletroeletrônicos, motos e bens duráveis. Na Região Metropolitana de Sal­vador, existem muitas indústrias. Nos últimos anos, várias montadoras instalaram-se no Brasil.

A indústria brasileira padece de males amplamente conhecidos e generalizados em todos os países que lu­tam para se desenvolver, ou seja:
•   falta de capital;
•   subordinação direta ou indireta de multinacionais;
•   burocracia governamental;
•   instabilidade política e econômica;
•   relacionamento patrão/empregado antagônico e ima­turo;
•   concorrência muitas vezes desleal de outros países.