Polarização Mundial, Paises Ricos (Desenvolvidos) e Pobres (Subdesenvolvidos)


Três polos

Na nova ordem mundial, três grandes potências ou cen­tros mundiais de poder econômico, tecnológico e político se estabelecem: Estados Unidos, Japão e União Europeia. Fica evidente no mundo de hoje que os Estados Unidos despon­tam com poder maior. Contudo, existe a possibilidade de surgimento de outros polos, como China e Índia.

Polarização Mundial

A nova ordem mundial difere profundamente da an­terior, o poder agora não são mais as armas. Os blocos são ao mesmo tempo rivais, disputando mercados, e as­sociados, pois existe uma crescente cooperação, uma interdependência entre eles, que têm interesses divergen­tes, mas também têm muitos interesses comuns.

Em vez de um mundo simples bipolar, tem-se agora uma realidade mais complexa, marcada por muitas oposições e tensões. A característica mais forte dessa nova or­dem é a disparidade, que aumenta ainda mais, entre países ricos e pobres. Outros fatos marcantes do mundo atual são: expansão do fundamentalismo islâmico, opondo-se ao modo de pensar e viver do mundo ocidental; interesses econômicos que degradam o meio ambiente e a crescente conscientização da necessidade de preservar a natureza.

Uma consequência evidente da nova ordem interna­cional é a revalorização dos princípios teóricos do capita­lismo, negando o poder absoluto do Estado e a planifica­ção econômica. Como exemplos marcantes dessas trans­formações, podem-se citar os governos Thatcher no Rei­no Unido (1979-1990) e Reagan nos Estados Unidos (1980-1988), países em que se deu o revigoramento do neoliberalismo. Neles houve medidas limitadoras da ação do Estado na economia, procedendo-se a sucessivas privatizações e tentativas de derrubar as tradicionais bar­reiras protecionistas adotadas por muitos países. A OMC (Organização Mundial do Comércio) é hoje a plena reali­dade dessa sucessiva queda de barreiras protecionistas.

Países ricos e países pobres: norte e sul

Dentre todas as contradições do mundo atual, o que mais se evidencia é essa realidade: o mundo dividido em dois gru­pos de países – desenvolvidos e subdesenvolvidos. Para se ter uma visão mais ampla dessa nova realida­de, é necessário conhecer as principais características de cada grupo.

Países desenvolvidos

•         Industrialização completa, formada por grandes conglomerados.
•         Agricultura mecanizada, com elevada produtivi­dade.
•         Economia dominada pelos setores secundário e terciário.
•         Setor tecnológico  dinâmico, sobretudo em tecnologia de ponta.
•         Crescimento populacional reduzido.
•         Nível de escolaridade alto.
•         Expectativa de vida elevada.
•         Número elevado de médicos por habitante.
•         Renda per capita elevada.
•         Distribuição de renda mais homogênea.
•         Produção elevada de energia por habitante.
•         Poupança interna e nível de vida elevados.
•         Sociedade altamente consumista.

Países   subdesenvolvidos

•         Industrialização restrita e incompleta.
•         Insuficiência alimentar.
•         Agricultura deficiente, com baixa produtividade.
•         Setor  terciário apresentando hipertrofia e parasitismo.
•         Crescimento populacional elevado.
•         Nível de escolaridade baixo.
•         índices elevados de subemprego e trabalho in­fantil.
•         População com graves problemas (de saúde, mi­séria, marginalização, etc.).
•         Renda per capita geralmente baixa e mal distribuída.
•         Economia subordinada à estrutura financeira in­ternacional.
•         Poupança interna reduzida.
•         Recursos naturais mal explorados.

Embora cada país apresente características próprias, exis­tem no mundo cerca de l bilhão de seres humanos vivendo na miséria absoluta; 1,5 bilhão não têm assistência médica básica; 2 bilhões não têm água potável; quase l bilhão são ainda analfabetos. Diante disso, muitas pessoas do mundo subdesenvolvido estão migrando para os países desenvolvi­dos, criando sérios problemas socioeconômicos e uma onda cada vez maior de discriminação desses estrangeiros, a xeno­fobia. Os bárbaros do sul, como são chamados, têm cada vez maiores dificuldades de sobrevivência na nova pátria.

Consequências do capitalismo

É evidente que o capitalismo se mostrou capaz de ser instrumento de produção cada vez mais aprimorado de rique­zas. Evidencia-se também a concentração dessa riqueza na mão de poucos à custa da exploração e da miséria de muitos. O que se espera dessa nova ordem mundial é um de­senvolvimento em bases mais igualitárias, que alcance os 7 bilhões de habitantes da Terra.

No estudo dos países, adotou-se a classificação por continentes, por ser didática e estar em conformidade com os programas de vestibulares. Deve-se, contudo, ter sem­pre em mente que não são os aspectos físicos os princi­pais responsáveis pelas transformações ocorridas em cada região, mas sim os aspectos humanos. O homem é o agen­te principal, como sujeito que ocupa e transforma o seu meio natural. Deve-se entender como cada sociedade cons­trói e reconstrói continuamente o seu espaço.

Estudar a geografia dos diversos países e regiões do mundo representa um grande desafio, por causa da heterogeneidade existente entre eles. Há diversas maneiras de se abordar as características geográficas mundiais. Em virtude da grande diversidade, fica mais fácil o entendimento se o estudo for regionalizado, procurando-se não perder de vista a interdependência mundial. Só é possível entender as ca­racterísticas do continente africano e de seus países, por exemplo, compreendendo-se a influência que receberam e continuam recebendo de países dos outros continentes. No estudo dos continentes, é essencial a aplicação dos princípios fundamentais que tornaram a Geografia uma ciência.

É preciso localizar a área de estudo; compará-la com outras regiões, buscando as semelhanças e diferen­ças; conhecer as causas e consequências da situação atual; buscar no passado o entendimento do momento atual e perceber as interações entre as diversas regiões do globo. Para entender a “aldeia global”, é preciso conhecer as características próprias de cada continente e de cada região que deles fazem parte.