Política, Economia, Agricultura e Religião da Ásia Ocidental (Oriente Médio)


ÁSIA OCIDENTAL

A região asiática denominada Ásia Ocidental, é também identificada como Oriente Médio e abrange uma área com cerca de 7,0 milhões de km2, que se estende desde a Turquia até o Afeganistão, incluindo a Península Arábica. Sua localização na confluência de três continentes – Ásia, Europa e África – e o fato de possuir aproximadamente 65% das jazidas petrolíferas mundiais, contribuíram para torná-la um foco de interesses internacionais conflitantes além de acirrar os problemas internos agravado pela natureza hostil, pela diversidade étnico-cultural e pelos problemas típicos do subdesenvolvimento.

Política, Economia

Oriente Médio: político

Desde a Antiguidade, diferentes civilizações fixaram-se na região, no denominado Crescente Fértil (Mesopotâmia), um dos berços da civilização. A unificação da região deu-se com a criação do Império Islâmico e a expansão árabe sobre a Europa e Norte da África. Do século XV ao início do século XX os Turcos-Otomanos dominaram o Oriente Médio e após a Primeira Guerra Mundial, as nações capitalistas ocidentais passaram a controlar a região, enfrentando os primeiros movimentos nacionalistas árabes. No século XX, com a intensificação do uso do petróleo, as nações industrializadas passaram a disputar o controle da exploração da Mesopotâmia e do Golfo Pérsico.

A população, bastante numerosa, ultrapassa 270 milhões de habitantes e apresenta uma grande diversidade étnica e religiosa. Predominam os árabes, seguidos pelos judeus (Israel), turcos, persas (Ira), curdos espalhados em vários países e outras etnias menores. Quanto à religião, destacam-se o islamismo ou religião muçulmana, além do cristianismo e judaísmo.

O islamismo, religião monoteísta fundada no ano de 622, na atual Arábia Saudita pelo profeta Maomé, que reuniu a base da fé islâmica num conjunto de versos conhecido como Corão. Segundo a tradição islâmica, as escrituras foram reveladas a ele (Maomé) por Deus por intermédio do Anjo Gabriel. Ainda no início da formação do Corão, Maomé e um ainda pequeno grupo de seguidores foram perseguidos por grupos rivais e deixaram a cidade de Meca rumo a Medina. A migração, conhecida como Hégira, dá início ao calendário muçulmano. Em Medina, a palavra de Deus revelada a Maomé conquistou adeptos em ritmo acelerado. Anualmente fiéis islâmicos se dirigem a Meca, um dos pilares do Islã, na Arábia Saudita a fim de prestar suas homenagens a Alá.

Após a Segunda Guerra Mundial ocorreu a independência dos países da Ásia Ocidental, embora as disputas internas continuem, como é o caso do Líbano, onde a religião cria diferentes comunidades lutando pelo poder. Isso gerou a Guerra Civil Libanesa (1975-1976), mas que até hoje o conflito não foi totalmente resolvido; o Ira e o Iraque, que se mantiveram em guerra entre 1979 a 1989, pela partilha das águas do Chat-el-Arabe; a revolução iraniana voltando ao islamismo radical sob a ditadura do Aiatolá Khomeini; a Guerra do Golfo, extensão da guerra entre o Ira e o Iraque, com este invadindo o Kuwait em agosto de 1990, sendo derrotado pelas tropas da ONU, lideradas pelos EUA em fevereiro de 1991; o Afeganistão, invadido pela URSS em 1979, ocupando seu território até 1989; A invasão americana no Afeganistão no início de 2002, a Guerra EUA x Iraque em 2003, com o domínio americano e consequente deposição de Saddam Hussein, além do quase eterno conflito entre Árabes Palestinos e Judeus, sobretudo, após a criação do Estado de Israel em 1948, por resolução da ONU.

QUADRO ECONÔMICO

A economia é voltada para a exploração, refino e exportação de petróleo. Na agricultura, quase exclusivamente de subsistência, destacam-se as produções de arroz, milho, trigo e frutas. Entre as culturas destinadas à exportação figuram o chá, fumo, algodão, e tâmaras. A pecuária de ovinos e caprinos voltados à subsistência constitui os principais rebanhos.

A Ásia meridional ou monçônica estende-se do Paquistão às Filipinas e compreende 17 países. O clima é predominantemente tropical, fortemente influenciado pelos ventos monçônicos, cujos verões são muito quentes e chuvosos e os invernos bastante secos. Nessa região vive cerca de 1,6 bilhão de pessoas, predominantemente rural e agrária, literalmente amontoadas nos vales fluviais, cujas densidades demográficas médias chegam a superar 1.000 habitantes por km2, como é o caso Bangladesh que ultrapassa 1.040 habitantes por km2 (2004).

Quanto à economia, todos os países são subdesenvolvidos e as principais atividades econômicas são:
• Agricultura de Subsistência: técnica de jardinagem – com grandes contingentes em pequenas áreas – com baixos rendimentos, os principais produtos são arroz, trigo e sorgo.

• Plantatíon: monoculturas tropicais voltadas para a exportação, cujos destaques são o café, cana-de-açúcar e algodão (índia); juta (Bangladesh); chá (Sri Lanka); borracha (Indonésia e Malásia – 90% da produção mundial).

Na Indústria aparece apenas a índia com seu grande potencial energético, rico subsolo, mão-de-obra numerosa e barata e forte presença de capital estrangeiro. Lá se destacam: a siderurgia (Vale do Damodar); têxtil (Calcutá e Bombaim); química (Madras).

Singapura, Malásia, Tailândia e Indonésia se projetaram na indústria de exportação de bens de consumo a partir de capital japonês e norte-americano. Ocupa uma área de 3.287.782 km2, possui a 2a maior população absoluta do mundo, com cerca de 1,1 bilhão de habitantes, densidade demográfica média de 329 hab./km2. É formado por inúmeras etnias, 15 línguas oficiais, 700 dialetos, 3.000 castas, 50% da população analfabeta e mais de 30% de miseráveis. Esse país é fortemente dominado pela religião bramanista ou hinduísta.

Um dos mais graves problemas é o superpovoamento, o que leva o governo a adotar medidas anti-natalistas de cunho neomalthusiano. No entanto, parece não surtir muito efeito, uma vez que a índia cresce a taxa de 1,6% ao ano, com previsão de que no ano 2.040, o país chegará a 1,89 bilhão de habitantes, tornando-se o mais populoso do mundo à frente da China.

A população é predominantemente rural (72%), o setor primário ocupa 70% da PEA e assegura 60% das exportações. A agricultura, mesmo tendo realizado a Revolução Verde, enfrenta problemas como a falta de fertilizantes, atraso das técnicas, existência de enorme rebanho bovino sem importância econômica, além do baixo poder aquisitivo da população.