População Brasileira: Taxas de Mortalidade e Natalidade e Distribuição da População


A população brasileira apresenta ainda um crescimento elevado, muito embora venha experimentando uma redução gradual situando atualmente o país numa transição demográfica. Isso é perceptível tanto em relação às regiões, bem como ao país como um todo. No primeiro Censo realizado no Brasil em 1872, a população absoluta era de cerca de 10 milhões de pessoas. Atualmente o Brasil é o quinto país mais populoso do globo. O Censo 2000 realizado pelo IBGE apurou 169.799.170 habitantes, no final de 2006 ultrapassou 187.000.000.

População Brasileira

Como a natalidade permaneceu elevada, a taxa de crescimento vegetativo aumentou significativamente. A taxa de mortalidade brasileira atingiu um patamar próximo a 6%o e tende a se estabilizar por algumas décadas e, posteriormente, deverá crescer, chegando a 9 ou 10%o, quando o percentual de idosos no conjunto total da população aumentar.

A população brasileira apresenta uma irregular distribuição pelo território e tal fato decorre de fatores históricos, naturais e económicos. As áreas mais habitadas situam-se nas proximidades do litoral onde se localizam as mais importantes metrópoles. Além do quadro natural adverso e o atraso econômico de algumas regiões, a concentração litorânea tem suas raízes no processo de colonização do país. O Brasil inseriu-se na divisão internacional do trabalho, que durante o mercantilismo, tinha sua economia voltada a atender as necessidades da metrópole – Portugal. Assim, a fachada litorânea adquiriu uma dinâmica econômica, atraindo para si os setores mais prósperos da economia e consequentemente maiores parcela da população do país.

BRASIL: DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO

De acordo com a Pesquisa Nacional por amostra de Domicílios (PNAD) de 2006, no Brasil se manteve a tendência histórica de predominância feminina na população total com 96.031.000 mulheres (51,29%) e 91.196.000 (48,71%) homens, ou seja, existe um excedente feminino de 4.835.000 mulheres em relação aos homens.

Embora estatisticamente nasçam mais homens que mulheres, a mortalidade feminina é menor: a porcentagem de homens que morrem entre os 10 e 50 anos é maior do que a de mulheres, sendo esta diferença (sobremortalidade masculina) causada pela violência, principalmente entre os mais jovens.
Contudo, cenários opostos podem ser observados quando comparados o Brasil urbano com o rural. Nas áreas urbanas brasileiras vive, segundo o PNAD, 155.935.000 de pessoas (83,29% do total), sendo que as mulheres somam 81.060.000, contra 74.874.000 de homens, havendo nesse caso um excedente de 6.186.000 mulheres. Nas áreas rurais a relação é inversa, do total de 31.294.000 de pessoas, 16.322.000 são homens e 14.972.000 são mulheres, nesse caso o excedente de 1.350.000 é masculino. A justificativa para isso está na natureza do trabalho executado no campo onde há uma exigência maior da força física em relação ao trabalho urbano.

Estrutura é a distribuição da população por idades. As faixas etárias e os respectivos intervalos de idades mais utilizados são os seguintes:
Jovens: O a 14 anos; Adultos: 15 a 64 anos; Velhos ou idosos: 65 anos ou mais. A principal alteração foi a diminuição do percentual de jovens devido à redução das taxas de natalidade, e o aumento do percentual de adultos e idosos, devido ao aumento da expectativa de vida. Hoje o Brasil não é mais um país tipicamente de jovens e sim ocupa uma posição intermediária entre os países de população jovem e os países de população velha.

Pirâmide etária do Brasil

A modificação ocorrida na estrutura etária da população brasileira nas últimas décadas alterou de modo significativo a pirâmide etária do país. Ela se distanciou das pirâmides dos países subdesenvolvidos e se aproximou das pirâmides dos países desenvolvidos. Nela é possível observar ainda a composição por gênero (sexo), comprovando a tese de maior natalidade masculina e maior longevidade feminina. Nas três pirâmides (1980, 1991 e 2000) é facilmente percebível.

A análise dos dados da tabela a seguir, nos permite verificar que, na região Nordeste, os indicadores são os piores do país, aproximando-se de índices de países africanos, enquanto que nas regiões Sul e Sudeste as taxas, bem mais elevadas, podendo compará-los à de países desenvolvidos. Lembre-se de que esses indicadores correspondem a uma média e, portanto, não apresentam as grandes variações existentes entre as classes sociais em cada região. Quanto à mortalidade infantil (O a l ano) o Brasil tem realizado significativo progresso.