População da Argentina


Segundo o censo realizado em julho de 2007, a população argentina totaliza cerca de 40.301.927 habitantes. Figurando o terceiro lugar no ranking de países mais populosos da América do Sul, a Argentina possui uma densidade populacional de 15 habitantes por km² de extensão territorial, número muito inferior ao da média mundial que é de 50 pessoas.

População da Argentina

Estima-se que pelo menos metade da população do país esteja localizada na região dos pampas, na província de Buenos Aires. Aproximadamente 3 milhões de habitantes vivem na sua capital. Altamente urbanizada, de cada dez habitantes da Argentina, menos de um reside em área rural.

Em 2010, o crescimento populacional foi estimado em 1,03% ao ano, sendo um dos mais baixos da América Latina. A taxa de natalidade argentina é de 2,3 filhos para cada mulher. Mas, se por um lado a taxa de crescimento populacional é baixa, a mortalidade infantil também segue essa lógica. São 14 mortes por mil nascidos vivos.

A média da expectativa de vida da população argentina é de 77,14 anos. Aproximadamente 25% dos argentinos estão na faixa dos 0 aos 14 anos. Já 10,8% da população têm 65 anos ou mais.

RELIGIÃO

Mesmo com a Constituição garantindo a liberdade religiosa, a lei também ordena o apoio do governo ao catolicismo romano, o que torna a Argentina um país não-laico. Até o ano de 1994, o presidente argentino deveria ser obrigatoriamente católico romano.

De acordo com o World Christian Database, 92,1% da população argentina é cristã. Dentro desse percentual, mesmo com crescentes quedas no número de fiéis, 75% declara-se católica. 3,1% são agnósticos e 1,9% são mulçumanos; os judeus são 1,3%, enquanto 0,9% professam serem budistas e mais 0,9% ateus.

Apesar de menos de 2% da população se declarar judia, a Argentina abriga a 5ª maior comunidade judaica do mundo. São mais de 50 sinagogas apenas na cidade de Buenos Aires.

IDIOMA

Oficialmente, a língua falada pela população argentina é o espanhol, geralmente chamado de castelhano. Um dos dialetos mais populares no país é o rioplatense. Seus falantes ficam localizados próximo a bacia do Rio da Prata. O lunfardo, gíria utilizada nessa região, teve influência direita dos italianos e diversos outros imigrantes europeus.

O segundo idioma mais falado no país é o italiano. Com base em informações contidas na publicação Ethnologue, calcula-se que 1,5 milhões de pessoas na Argentina falem a língua. Um estudo de fonética realizado pela Universidade de Toronto, identificou que o sotaque dos porteños é mais semelhante à língua napolitana, falada na Itália, do em comparação com qualquer outro idioma falado ao redor do mundo. Além disso, o árabe levantino, língua falada no Chipre, Síria e Libano, possui 1 milhão de falantes no país.

Ressalta-se que alguns idiomas originais de comunidades indígenas foram preservados. O guarani, por exemplo, é falado por habitantes no nordeste da Argentina, principalmente em Misiones e Corrientes, local onde existe um estatuto oficializado.

Já no Noroeste alguns falam o quíchua e na cidade de Santiago del Estero há uma variante do idioma. Os imigrantes bolivianos também possuem uma língua chamada aymara. Na região da Patagônia há comunidades que falam a língua galesa e estima-se que, aproximadamente, 25 mil pessoas a utilize como segundo idioma.

Vale ressaltar ainda que o português brasileiro, o francês e o inglês possuem certa influência no país.

ETNIAS

A população argentina é majoritariamente branca. Assim como outros países americanos como Estados Unidos, Canadá e Brasil, a maioria dos habitantes descendem de imigrantes europeus. Por isso, a Argentina é classificada como um país de imigrantes.

Cerca de 86,4% dos argentinos se identificam com ascendência europeia, sendo a esmagadora maioria de origem italiana e espanhola. Segundo o censo realizado em 2005, apenas 1,6% da população argentina se identifica como indígena.

Estudo genético aplicado no ano de 2009 apontou que a composição étnica argentina possui apenas 4,20% de etnia africana. Um dos fatores que contribuíram para a redução de uma parcela da população negra argentina foi a Guerra do Paraguai.

Além disso, um surto de febre amarela colaborou para o extermínio de uma grande parte da população negra levada para a Argentina, no período de colonização, por traficantes de escravos.

A Argentina também sofre com um aumento recente no fluxo de imigrantes ilegais. Na maioria das vezes, são paraguaios e bolivianos, mas o país ainda recebe em menor número peruanos, equatorianos e romenos.

Segundo dados do governo argentino, calcula-se que 750 mil habitantes não possuem documentos de identificação oficiais. Em 2006, o programa “Pátria Grande” foi criado com o intuito de incentivar que os imigrantes ilegais declarassem seu estatuto. Em contrapartida, vistos de residência válidos por um período de dois anos são concedidos. Até agosto de 2010, mais de 400 mil pessoas eram inscritas no programa.