Projeções, Tipos e Tamanhos de Escalas na Cartografia


Cartografia

Uma das mais antigas preocupações do ser humano se relaciona com a localização e a orientação no espaço terrestre. Com o passar do tempo o homem se viu obrigado a desenvolver técnicas que o permitisse traçar rotas de navegação visando sistematizar e facilitar o comércio entre as nações, bem como o domínio de novas terras. Vale lembrar que até por volta do final do século XV, o mundo conhecido se resumia à Europa, Ásia e África – o Velho Mundo – interligado pelo Mar Mediterrâneo.

Projeções, Tipos e Tamanhos de Escalas na Cartografia

Além de localizar e orientar-se, é necessário também representar a superfície terrestre e é aí que entra a cartografia. Para melhor representar a Terra o ideal é a utilização de “globos geográficos”, pois eles reproduzem os traços do planeta com fidelidade, entretanto apresentam algumas inconveniências como:
•            Não permitem uma visualização total da superfície do planeta.
•            As proporções do globo em relação às dimensões reais da Terra implicam em poucas informações e muitas generalizações.

A representação da superfície curva da Terra num plano – o planisfério – é mais prática, de mais fácil utilização e permite sua representação total ou parcial. Porém, a grande dificuldade para sua representação reside no fato da Terra ser esférica, na verdade um geóide (um sólido semelhante à esfera e levemente achatado nos polos).

PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS

As projeções cartográficas consistem em uma rede de meridianos e de paralelos, sobre os quais são desenhados os mapas. Os tipos básicos, dos quais derivam os outros tipos conhecidos são três:

Projeção cilíndrica

Idealizada por MERCATOR, Eminente Geógrafo e Cartógrafo flamengo do século XVI, considerado reformulador da Geografia, consiste em projetar a superfície terrestre sobre um cilindro com paralelos e meridianos retos, que se cortam em ângulos retos. A projeção cilíndrica de Mercator é eurocêntrica (coloca a Europa no centro do planeta) e conforme, ou seja, ela preserva os ângulos e formas dos continentes, sendo por isso muito utilizada para a navegação. Entretanto, ela distorce as áreas à medida que se distancia do Equador. As áveas de baixas latitudes são bem representadas, as médias e altas latitudes aparecem desproporcionalmente maiores que a realidade. É bastante utilizada para a confecção de mapa-múndi.

Outra projeção cilíndrica bastante conhecida e utilizada é a equivalente de Peters, datada do início da década de 1970. Essa projeção tem como objetivo valorizar as áreas de baixas latitudes, visualmente subestimadas na projeção de Mercator. Suas características mais marcantes são: distorção dos ângulos e formas dos países e continente, equivalência das áreas em quaisquer latitudes, valorização do mundo subdesenvolvido mostrando sua área real e ressaltar a ideia de que as projeções cartográficas carregam forte conteúdo político-ideológico.

Projeção cônica

Neste tipo de projeção, a superfície terrestre é representada sobre um cone imaginário, que está em contato com a esfera em determinado paralelo entre os trópicos e os círculos polares. Nessa projeção os meridianos são linhas retas divergentes e os paralelos se constituem de linhas curvas concêntricas que tem o polo como centro. As deformações aumentam à medida que as áreas se distanciam do ponto de contato. Pode-se recorrer a esta projeção na representação de mapas de áreas de médias latitudes ou mapas regionais.

Projeção azimutal

Também denominada de plana ou polar, consiste numa projeção obtida sobre um plano tangente a um ponto qualquer da superfície terrestre. Este ponto de tangencia ocupa sempre o centro da projeção. Sendo o plano tangente ao polo, os paralelos serão círculos concêntricos, tendo o polo como centro e os meridianos como raios convergentes para o ponto de contato. A projeção azimutal destina-se especialmente a representar as regiões polares e suas proximidades.

CURVAS DE NÍVEL

São linhas que, num mapa, unem pontos de mesma altitude. A curva de nível constitui uma linha imaginária do terreno, em que todos os pontos da referida linha têm a mesma altitude, acima ou abaixo de uma determinada cota de referência, geralmente o nível médio do mar. É visto como um dos melhores métodos para representar o relevo terrestre, permitindo ao observador, ter um valor aproximado da altitude em qualquer parte da carta.
Esquema teórico da construção de curvas de nível e seus principais elementos.

Tipos de escalas

1)                   Numérica: quando representada sob a forma de uma razão (1:200.000) ou de uma fração (l/200.000). Em ambos os casos, significam que cada unidade no mapa corresponde a 200.000 unidades no lugar real.
2)         Gráfica: quando representada sob a forma de uma reta seccionada. Okm    2km    4km    6km    8km    lOkm  12km

ESCALA CARTOGRÁFICA

Os mapas correspondem a uma imagem bastante reduzida das áreas que estão representando. E a escala é o elemento fundamental para que se tenha condição de determinar a relação matemática entre a carta e a área da superfície terrestre correspondente. A função da escala é, portanto, informar a quantidade de vezes que uma determinada região ou distância foi reduzida com relação ao mapa.

Tamanho das escalas

Quanto menor o valor do denominador, maior será a escala. Pois, menor será a redução da área. Assim, haverá maior riqueza de detalhes.
a)         Grande Escala: são os mapas cuja projeção possua escala com valor de até 1:100.000. Nesses casos ocorre um elevado grau de detalhamento.
b)        Média escala: correspondem aos mapas cujas escalas situam-se entre 1:100.000   à 1:500.000. Os mapas representados por este tipo de escala
são mais usados para elaboração de cartas topográficas, apresentando um detalhamento razoável, porém menor do que as apresentações de grandes escalas.
c)         Pequena escala: enquadram nesse tipo, os mapas cuja escala possuam valor acima de 1:500.000. Normalmente utilizado para representar grandes extensões de área, possui um grau de detalhamento reduzido.