Sistemas de Transporte no Mundo: Ferroviário, Aquático, Aéreo e Rodoviário


Setor Terciário – Transportes

Todos os meios de transportes na atualidade são fundamentais para a economia das nações. Cada sistema apresenta suas vantagens e desvan­tagens, o que determina muitas vezes aprofundados es­tudos sobre a sua implantação. Os transportes terrestre abrangem o rodoviário e o ferroviário.

Transporte Ferroviário

Sistemas de Transporte no Mundo

na Inglaterra, em 1825. Evoluiu muito, apresentando vantagens, como segurança, rapidez, capacidade de carga e custo operacional. Apresenta desvantagem, po­rém, do custo da construção. É muito utilizado em países desenvolvidos, como EUA, Canadá, países da União Europeia e Japão. Em vários países latino-americanos e africanos, as ferrovias são deficitárias por terem sido implantadas de maneira isolada, com várias bitolas (largura entre tri­lhos). Além disso, não integram maiores áreas do país e, como foram construídas para levar um determinado pro­duto do interior para o litoral, não apresentam cargas de retorno, o que encarece os fretes.

Apresenta as vantagens de ser barato, seguro e ter grande capacidade de carga, com as desvantagens de ser lento e exigir uma infra-estrutura complexa para a construção de eclusas, portos, dragagem e sinaliza­ção.

Transporte Rodoviário

Nasceu com a Revolução Industrial, através da máquina a vapor. É o transporte mais utilizado no mundo inteiro, tanto para cargas como para passageiros. Apresenta como vantagens, a eficiência, rapidez e possibilidade de deslocamento de carga sem necessida­de de baldeações. Além disso, é o transporte que dá um grande sentimento de liberdade ao ser humano.

A grande maioria das cidades em todo o mundo são planejadas e construídas levando em consideração o deslocamento de automóveis, ônibus e caminhões.
Apresenta as desvantagens do custo de manuten­ção da rodovia, consumo de combustível, pequena ca­pacidade de carga e segurança. É o transporte com o maior número de acidentes em todo o mundo.

O automóvel é a invenção máxima do diabo. É um objeto de desejo irresistível, mas urbanisticamente é inviável. Imagine que nas nossas metrópoles satura­das cada carro ocupa algo como 35 m2, quando se mo­vimenta para transportar 1,2 passageiro, em média. Multiplique isso pela frota de 4,5 milhões de São Paulo. E lembre-se de que ela emite 4 mil toneladas de CO2 por dia. É ou não uma invenção do diabo? Um H P (cavalo-vapor) puxa: 150 quilos numa rodovia; 500 quilos numa ferrovia; 4 000 quilos numa hidrovia.

Transporte Pelas Águas

Pode ser fluvial, marítimo e lacustre. É o mais barato de todos os sistemas de transpor­te. Porém, exige rios caudalosos, de preferência de planície e exorréicos para permitir a ligação com os oceanos. É um sistema muito utilizado na Federação Russa, Europa Ocidental, China e Estados Unidos. Entre os rios mais navegados no mundo se desta­cam: Rio Mississipi (EUA), Rio São Lourenço (EUA/Ca­nadá), Rio Amazonas (Peru/Colômbia e Brasil), Rio da Prata (Argentina/Paraguai), Rio Reno (Suíça/Alema­nha/França/Países Baixos) e Rio Volga (Rússia).

É o mais utilizado para a movimentação interconti­nental de cargas. É um sistema de transporte fundamental para expor­tação e importação. A partir da Segunda Guerra Mundial, esse sistema se modernizou, utilizando navios especializados, como os gigantescos petroleiros-graneleiros (Ore-Oil) e os porta-contêineres. São embarcações informatizadas com um número reduzido de pessoal embarcado, equi­pamentos próprios para embarque e desembarque de mercadorias.

É um sistema utilizado em alguns países. Com exceção da navegação nos Grandes Lagos (Superior, Michigan, Huron, Eriê e Ontário), é um sistema tipicamente interno, efetivado entre as bordas dos lagos. Em todo o mundo, a movimentação de mercadorias por meio de navios é subordinada a preços impostos por um grande cartel de armadores (donos de navios).

Transporte Aéreo

É um sistema rápido, seguro e caro, sendo o mais utilizado como transporte de passageiros intercontinen­tal, e cada vez mais utilizado também para o transporte de cargas. Nos EUA é também muito utilizado internamente.

Transporte Rodoviário

O impulso para a construção de rodovias iniciou no governo Washington Luís, e a partir do governo JK, elas passaram a ser prioridade em todos os planos de governo. Num país de dimensões continentais e de relevo planáltico como o Brasil (onde o transporte ferroviário seria ideal), não se justifica utilizar prioritariamente o transpor­te rodoviário. Aliás, é uma das razões do elevado custo de vida do país. Na atualidade, a malha rodoviária brasileira está sucateada, em péssimo estado de conservação e muitas com sua capacidade de escoamento de veícu­los saturada. Em função dessa situação, o governo federal está privatizando a malha rodoviária em sistema de concessão por prazo determinado. As concessio­nárias restauram, executam melhorias e cobram pedágio.

Rodovias Federais

As rodovias federais apresen­tam nomenclatura que utiliza a sigla BR e números de três dígitos para in­dicar o sentido. As Rodovias Radiais iniciam em Brasília (DF) e têm o prefixo 000. Exemplo:
BR-010: entre Brasília (DF) e Belém (PA).
BR-020 (Transnordestina): entre Brasília (DF) e Fortaleza (CE).

As Rodovias Longitudinais

atravessam o Brasil no sentido ge­ral norte-sul e têm o prefixo 100. Exemplo:
BR-101: entre Natal (RN) e Osó­rio (RS).
BR-116 (A mais extensa rodovia brasileira): entre Fortaleza (CE) e Ja-guarão (RS).

As Rodovias Transversais atravessam o Brasil no sentido leste-oeste e têm o prefixo 200. Exemplo:
BH-277: entre Paranaguá (PR) e Foz do Iguaçu (PR).
BR-280: entre São Francisco do Sul (SC) e Porto União (SC).
BR-282 entre Florianópolis (SC) e São Miguel do Oeste (SC).
Trecho da BR-277 entre Campo Largo (PR) e São Luís do Purunã. Essa rodovia é uma pan-americana, uma vez que atravessa todo o continente sul-americano, ligando o Oceano Atlântico, em Para­naguá (PR), ao Oceano Pacífico, em Callao (Peru).

As Rodovias Diagonais atravessam o país no sentido dos pontos cola­terais e têm o prefixo 300. Exemplo:
BR-376: divisa entre Paraná/Santa Catarina e Porto São José (PR).

As Rodovias de Ligação ligam duas outras e têm o prefixo 400. Exem­plo:
BR-476: entre Adrianópolis (PR) e União da Vitória (PR).

Principais Rodovias
BR-010: entre Brasília (DF) e Belém (PA).
BR-101: entre Natal (RN) e Osório (RS), cortando grande parte do litoral brasileiro, é considerada a rodovia mais bonita no país. —^ BR-116: entre Fortaleza (CE) e Jaguarão (RS), é a mais extensa rodovia brasileira com 4 647 km. Recebe denominações como: Via Dutra: entre São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ); Régis Bittencourt: entre São Paulo (SP) e Curitiba (PR).

A Duplicação de Três em Uma

Está sendo realizada a duplicação e recuperação da Rodovia São Paulo (SP) – Palhoça (SC) – situada a 25 km de Florianópolis. Na realidade a obra está sendo realizada em trechos de três rodovias:
BR-116: entre São Paulo (SP) e Curitiba (PR);
BR-376: entre Curitiba (PR) e divisa Paraná/Santa Catarina;
BR-101: entre divisa Paraná/Santa Catarina e Palhoça (SC).