Proclamação da Republica no Brasil, República Oligárgica e Revoltas da República Velha


Proclamação da Republica no Brasil

República Velha é o termo que designa um período que compreende da proclamação da República, em 1889, até 1930, quando chegou ao fim o período que ficou conhecido como “República do Café com Leite”.

Tal designação, por si só, é capaz de retratar o que foram os primeiros quarenta anos da República Federativa do Brasil. Foi um período marcado pela reorganização das oligarquias e acomodação de interesses.

A proclamação da República, pelo Marechal Deodoro da Fonseca, não pode ser descrita como um movimento popular. Houve sim um movimento orgânico, que uniu militares, adeptos do regime republicano e grande parte das oligarquias rurais, enfurecidas e frustradas com o fim do regime escravagista em 1888. O movimento de 1889 não foi, todavia, fruto de um projeto nacional, mas uma reacomodação das elites fundiárias, já que o Brasil tinha nessa atividade quase toda a sua matriz econômica.

O período conhecido como República do Café com Leite foi caracterizado pela centralização do poder político na mão das oligarquias paulista e mineira, produtoras de leite e café.

Revoltas

Os grandes contingentes de ex escravos não encontraram guarida dentro do novo sistema. De um lado, o país era marcado pela concentração da propriedade rural na mão de poucos latifundiários; de outro, ele não tinha política de investimento em desenvolvimento industrial, que seria essencial para ampliar a demanda por mão de obra e a empregabilidade.

Além disso, houve, a partir do final do século XIX, um grande fluxo migratório de europeus para trabalhar nas lavouras do Sul e Sudeste, com consequente aumento da população, sem multiplicação das oportunidades.

Esse quadro contribuiu para a ocorrência de diversas revoltas populares, produto ora das condições precárias de vida, ora da insatisfação com a configuração social e política.

Foram importantes a Revolta de Canudos (1893-1897), uma revolta messiânica, comandada pelo carismático líder baiano Antônio Conselheiro, e a Guerra do Contestado (1912-1916), ocorrida entre o Paraná e Santa Catarina, que também foi um movimento messiânico de sertanejos explorados por fazendeiros locais e empresas estadunidenses, comandados por João Maria. Ambos movimentos foram violentamente sufocados pelo Estado.

Além dessas, houve a Revolta da Vacina, que explodiu nas ruas do Rio de Janeiro, capital da República; a Revolta da Chibata, um movimento de marinheiros comandado por João Cândido; o Tenentismo; a Revolta do Forte de Copacabana (1922) e os movimentos militares que se seguiram até a queda do regime em 1930.