Resumo da história da República Brasileira


A história da República brasileira é marcada por períodos turbulentos, crises políticas e sociais, revoltas e golpes de estado. Do Golpe Militar que destituiu o poder monárquico até o presente momento, o Brasil já teve 6 constituições. Podemos dizer, então, que país está na sua sexta república.

Resumo da história da República Brasileira

Inspirados em revolucionários republicanos e positivistas, os militares, sob liderança de Deodoro da Fonseca, declararam, no dia 15 de novembro de 1889, que o Brasil é uma República. As ideias republicanas já existiam no período colonial, defendida, inclusive, por muitos líderes de revoltas. Com o fim da escravidão, uma bandeira da Casa Imperial, a elite oligárquica decidiu destituir a família real, visto que era sua base econômica. Os republicanos eram um partido minoritário na política e não tinham apoio da população. No entanto, contavam com a adesão de militares.

O primeiro governo era composto por homens do exército e maçons. O primeiro período da história da República brasileira ficou conhecido como Republica da Espada. De caráter ditatorial, os presidentes tentavam, à base da força, estabilizar o caos da deposição do imperador. Floriano Peixoto, por exemplo, o segundo presidente, mandou fuzilar mais de 180 opositores.

O segundo período da primeira república brasileira iniciou em 1884. A eleição de Prudente de Moraes, o primeiro presidente civil, marcou o início do que ficou conhecido como a República Oligárquica. Com extinção do cargo de Rei, o poder do país ficou na mão das oligarquias locais. Os presidentes que se revezavam no poder eram paulistas e mineiros, que se apoiavam mutuamente, num esquema que ficou conhecido como política do café com leite, produtos comercializados por eles.

Do Golpe de Getúlio ao Golpe Militar de 1964

Em 1930, chega o fim da política café com leite, pois mineiros e paulistas deixaram de se apoiar. O candidato paulista à eleição, Júlio Prestes, venceu Getúlio Vargas por uma margem pequena de votos. Mas um movimento de oposição se inicia do Sul e, com apoio dos militares, dão um golpe de estado e elegem Getúlio Vargas como presidente.

O poder começou a ser centralizado, o que não agradou muitos oligarcas. Os opositores paulistas fizeram a Revolta Constitucionalista, que resultou numa nova constituição em 1934. No entanto, um ano depois, dois grupos políticos ganham forças, a Aliança Nacional Libertadora, de caráter comunista, e os Integralistas, de viés ultranacionalista. Ambos eram modernistas e revolucionários, e desejavam depor Vargas.

Essa oposição forte foi uma desculpa para Getúlio se tornar um ditador de fato. Em 1937 uma nova constituição foi promulgada, concentrando ainda mais poder na figura do presidente. A Terceira Republica brasileira ficou conhecida como Era Vargas e durou até 1945. Foi marcada pela participação brasileira na Segunda Guerra Mundial.

Depois do conflito, Vargas perdeu apoios importantes, sobretudo dos militares. O país foi redemocratizado e a política foi aberta a novos partidos. Eurico Gaspar Dutra, ex Ministro da Guerra, foi eleito presidente. Vargas se manteve afastado da política, mas voltou eleito, em 1951. O período que se seguiu foi de forte instabilidade política, e levou o presidente ao suicídio em 1954.

O presidente Juscelino Kubitschek promoveu modernizações, mas ainda havia muitos problemas, sobretudo sociais. No governo de João Goulart, houve tentativas de mudar esse cenário. No entanto, sua ligação com a extrema esquerda deixou forças opositoras em alerta. Depois de muito conflito, a tensão acabou em 1964, quando os militares voltam ao poder, novamente por meio de um golpe de Estado.

Ditadura militar e redemocratização

O Regime Militar iniciou em 1 de abril de 1964 e durou até 15 de março de 1985. Os governos tinham um caráter autoritário e extremamente nacionalista. Sua visão estrutural era tecnocrata, e o controle sob a sociedade era forte.

Grupos terroristas, ligados ao comunismo internacional, ainda tentavam derrubar o regime para instaurar a ditadura do proletariado. O governo censurou meios de comunicação, perseguiu e torturou opositores. Devido à falência do modelo, e ao clamor popular, os próprios militares devolveram o poder aos civis.

Tancredo Neves foi eleito, mas morreu antes de assumir. Seu vice, José Sarney, torna-se presidente, em um período de graves crises econômicas. A transição completa para a democracia só ocorreu mesmo em 1988, quando a nova constituição foi promulgada. No ano seguinte, aconteceu a primeira eleição direta, que elegeu Fernando Collor.

O governo de Collor tentou modernizar o Estado. Porém, envolvido em escândalos de corrupção, sofreu impeachment em 1992. No governo de seu vice, assume Itamar Franco, iniciou-se o Plano Real, que visava tirar o país da crise. Fernando Henrique Cardoso, um nome importante do governo, tornou-se o presidente seguinte.

O Brasil teve um crescimento econômico, devido ao enxugamento da máquina estatal e à demanda por produtos brasileiros no exterior. Os governos seguintes, do Partido dos Trabalhadores, foram marcados pela expansão do Estado. A forte evidência e investigações sobre a corrupção estrutural levou o país novamente à crise econômica.