Alamanos


Os Alamanos eram um povo antigo que viveu na região que hoje é conhecida como Alemanha. O nome do país, aliás, tem origem nesta população, que tinha uma língua que acabou originando o alemão. Na época, eles não se chamavam desta forma, mas sim de Suábios.
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Neste artigo, você vai aprender tudo a respeito desta população antiga, quais eram suas características, língua e cultura. Vai aprender ainda a respeito de seu declínio e de como praticamente deixaram de existir.

Quem eram os Alamanos

Os Alamanos eram um povo que vivia nas margens dos rios Reno e Danúbio. Foram intitulados desta forma pelos romanos. Na verdade, eles eram uma aliança militar de diversas tribos germânicas que vivam na região, unidas para se defenderem das muitas tentativas de invasões.

Além disso, também se uniram para invadir outras áreas, incluindo a Germânia superior, onde se tornaram confederação. Chegaram até em áreas mais distantes, onde atualmente se localizam a Áustria e a Baviera. Fortalecidos, se tornaram um Estado único e forte e devido à popularização do nome Alamanos, a Alemanha recebe este nome atualmente.

A língua falada pelos alamanos era o alemânico, uma espécie de alemão antigo. Foram encontradas diversas inscrições rúnicas deste tempo.
Os alamanos estavam em conflito constante com o povo romano e sua expansão pela Europa foi marcada por saques e ataques bastante traumáticos.
Escritores da época relatam que ao chegarem a uma região, os Alamanos invadiam, saqueavam tudo e ainda destruíam templos, martirizando as pessoas, principalmente os cristãos.

No verão de 280, o então imperador de Gália foi capaz de parar o avanço dos Alamanos, que foram obrigados a voltar para a área germânica, onde permaneceram muitos anos sem atacar novamente.

Somente em janeiro do ano de 366 os Alamanos retornaram, tentando invadir as províncias galesas novamente atravessando o Rio Reno congelado. Mais tarde, já em 406, invadiram também outras áreas e acabaram se estabelecendo na região que atualmente é conhecida como Suíça.

Relatos de escritores da época lembram estas invasões, falando sobre a barbárie dos ataques, do comportamento violento dos Alamanos e até da presença de ritos de sacrifícios a ídolos, que aconteciam em cavernas.

Os Alamanos tiveram 17 reis conhecidos durante sua história e foram governados também por 16 duques Francos. Cronologicamente, podemos dizer que os povos Alamanos apareceram na história nas seguintes situações:

* Ano 213 – Primeira aparição na Germânia;
* Ano 253 – Unidos aos Francos, invadiram a Gália;
* Ano 277 – Foram expulsos para além do Rio Reno, pelo Imperador Probo;
* Ano 352 – Mais uma vez, unidos aos Francos, derrotam os romanos;
* Ano 378 – Conseguem invadir a Alsácia;
* Ano 496 – Batalham contra os Francos e são derrotados;
* Ano 512 – As guerras e batalhas contra os Francos terminam.

As aparições dos povos Alamanos na história sempre estão ligadas a momentos de violência e devastação, e os relatos geralmente são contados por outros povos que sofreram nas mãos deles.

Por isso, pouco se sabe a respeito da cultura e da forma como viviam. O reino da Alamania existiu até o ano 496, quando passou a ser parte do domínio Franco, governados também por este povo.

No ano de 746 houve uma tentativa de retorno ao poder, que foi sufocada pelo então duque Franco. Em 843 houve o Tratado de Verdun, no qual se instituía que a Alamania era parte da província oriental de Luiz – o Germânico.

Luiz – o Germânico seria o percussor do Sacro Império Romano-Germânico, que existiu entre os anos de 962 e 1806.

A religião dos Alamanos

Durante muitos anos, os Alamanos são retratados na história como um povo que cultuava a natureza e seus deuses eram as árvores, os rios, as colinas e os desfiladeiros. Entre seus deuses mais conhecidos, podemos citar Odin.

Há relatos que estes decapitavam cavalos em oferenda aos seus deuses, além de vacas e diversos outros tipos de animais em ritos religiosos. Eram muito cruéis com outros povos e sempre que chegavam a algum lugar, destruíam os templos e igrejas.

Porém, com o passar dos anos e a convivência com o povo Franco, passaram a mudar sua forma de levar a religiosidade. Acabaram se tornando cristãos e o sacrifício a Odin, um de seus deuses, foi eliminado.

Durante muito tempo os Alamanos viveram em um momento de sincretismo religioso, no qual misturavam rituais de seus antepassados com os dos cristãos. Os ritos funerários, por exemplo, mantiveram muitas das características antigas durante anos a fio, principalmente nas sepulturas de guerreiros e pessoas importantes da sociedade.

Historiadores conseguem perceber que estas práticas foram perdendo a força ao avaliar sepulturas antigas. O uso das runas também foi decaindo e o povo foi se tornando cada vez mais cristão.

Com o tempo, os Alamanos foram também perdendo sua cultura e a própria Alamania perdeu sua identidade quando foi unida ao império Franco, por Carlos Martel, ainda no início do século VIII.