Batalha de Salamina


A Batalha de Salamina é um marco na história mundial por ser considerada a mais mortal e sangrenta da história entre as batalhas marítimas. Nela os militares da Grécia, em número muito menor e menos armados, venceram o poderio dos persas liderados por Xerxes, considerado um grupo imbatível. As 360 embarcações gregas enfrentaram estrategicamente as 600 embarcações persas e saíram vitoriosas após oito horas de combate.

Batalha de Salamina

Dos 40 mil homens mortos, um terço era persa e Xerxes assistiu à derrota sentado num trono próximo ao ocorrido, de onde viu os destroços de seus navios e corpos dilacerados de seus marinheiros espalhados pelas águas do mar. Conhecida como inclusa na Segunda Guerra Médica, parte da vitória grega é atribuída ao local, uma região acidentada no estreito que divide Salamina de Ática, de onde os persas tinham pouca maneabilidade no espaço e se viram presos.

A Primeira Guerra Médica

Há indicações de que a Batalha de Salamina ocorreu em 29 de setembro de 480 a.C. no estreito que separa as cidades gregas de Salamina e Ática. A vitória grega foi um marco histórico pelo contexto da guerra e do poder exercido pelo líder persa Xerxes, que detinha mais condições bélicas.

O conflito entre Grécia e Pérsia já era antigo e foi iniciado pela disputa da região da Jônia, na Ásia Menor. A colônia grega de Mileto era dominada pelos persas comandado por Dario 1º e na tentativa de se libertar foram travados os conflitos entre ambos, iniciando a Primeira Guerra Médica que terminou com a vitória grega na batalha de Maratona.

Houve uma trégua de dez anos em que ambos os países se organizaram para uma eminente guerra. A Grécia tinha a liderança do estrategista militar Temístocles, que não só preparou seus militares e ampliou sua frota de guerra, como também construiu uma muralha ao redor de Atenas e do porto de Pireus.

Depois de ter perdido a Batalha de Maratona, mesmo sendo superiores em militares e armas, a Pérsia se manteve focada em avançar contra a Grécia, já com o comando de Xerxes. Os persas construíram uma ponte no Helesponto, na península de Atos, que permitia a passagem de suas tropas com mais facilidade e rapidez.

A Segunda Guerra Médica

Era evidente a intenção de Xerxes em tomar a Grécia e em seguida o Sudeste Europeu, com o desejo da supremacia sobre grandes nações. Para isso ele equipava seu exército com o maior contingente da época e montava estratégias elaboradas de ataque com foco total na conquista.

O exército persa era o mais numeroso da época, mas não era conhecido pela motivação, já que era composto pode pessoas escravizadas pelas nações já conquistadas. Os soldados eram obrigados a lutar pelo seu inimigo.

Enquanto pequenas cidades gregas ao norte se rendiam ao poder persa e eram obrigados e ampliar seu exército, outras reforçavam seu bloqueio militar, especialmente na região sul. O líder Temístocles consultou o oráculo Delfos que profetizou a necessidade de se proteger com uma muralha de madeira, que ficou compreendida como buscar um combate naval cujas embarcações de madeira protegeriam a esquadra.

Logo Temístocles confirmou a profecia já que era praticamente impossível vencer os persas em campos de batalha. As poucas vezes que a Grécia foi vencida, foi nessa situação. Uma batalha histórica que se seguiu ocorreu em Termópilas, com o apoio da cidade grega de Esparta e de um de seus reis Leônidas, que levou 300 homens para o combate.

A estratégia era que esses 300 homens se posicionassem na estreita passagem do desfiladeiro de 15 metros de largura de Termópilas, com a retaguarda de mais 6 mil gregos. Mesmo com um número imensamente superior, a estratégia deu certo com uma dura resistência espartana que não esmorecia com os boatos do contingente persa.

Os soldados persas lutavam a base de chicotes de seus líderes, enquanto os espartanos davam seu sangue para proteger sua cidade, o que fazia toda a diferença e a vitória era questão de tempo. Porém, um traidor espartano chamado Eflaltes ajudou Xerxes a encontrar um caminho diferente para chegar a Termópilas. O traidor guiou a grande tropa para o outro lado das montanhas e conseguiram surpreender os espartanos.

Diante da derrota futura, Leônidas ordenou que os gregos voltassem para suas cidades, menos os 300 espartanos. Os soldados de Téspias e Tebas também se uniram a eles e foram até as últimas consequências na batalha, com a morte de todos e a vitória dos persas mesmo com as falanges de Esparta no estreito desfiladeiro de 15 metros de largura em Termópilas. Essa batalha também se tornou lendária pela forma como Leônidas, um dos reis espartanos e sua guarda pessoal de 300 homens, lutou contra os persas.

A Batalha de Salamina

A vitória persa custou caro para os vitoriosos, que também tiveram muitas baixas e precisaram se recompor. Enquanto isso os gregos esvaziaram Atenas para uma invasão evidente e reforçaram seus bloqueios militares. Os moradores de Atenas foram transferidos para a cidade de Salamina e a cidade vazia foi queimada e devastada pelos inimigos.

Os gregos acreditavam que a próxima batalha seria a última chance de manter seu país livre e a frota se posicionou no estreito braço do mar da ilha de Salamina. Temístocles planejou que os gregos atraíssem os persas para uma batalha naval. Os navios gregos eram menores em dimensão e quantidade, o que foi positivo para a região acidentada e de difíceis manobras, enquanto os navios persas eram grandiosos demais para qualquer movimento mais imediato e os navegantes não conheciam o local.

Os persas ficaram oprimidos naquele local enquanto os navios gregos os atacavam, na que é ainda hoje considerada a batalha naval mais sangrenta de todos os tempos. Com duração de 8 a 12 horas, os gregos saíram vitoriosos e Xerxes fugiu para a Pérsia, onde foi assassinado em seguida.

A estratégia vitoriosa de Temístocles é estudada até hoje e marcou o fim das guerras persas. Além de garantir à Grécia a liberdade, também impediu uma expansão dos persas pela Europa, que fatalmente destruiriam as culturas grega e romana e mudariam os acontecimentos que se seguiram.