Duarte da Costa


Duarte da Costa é o nome de um dos mais nobres governantes do período colonial português. Basicamente, ele foi o 2º representante da Coroa que comandou o Brasil (politicamente falando) na fase dos governos gerais.
DUARTE DA COSTA

Neste artigo, confira uma breve biografia de Duarte da Costa e acontecimentos que marcaram o seu governo no território brasileiro.

Duarte da Costa – quem foi?

Duarte da Costa foi um fidalgo, nobre e político português que viveu entre o começo do século XVI (não se sabe com precisão sua data de nascimento) e o ano de 1560.

Ainda em território português, Duarte da Costa foi membro do Conselho de Sua Alteza Real. Além disso, ele também foi armeiro-mor de seu reino, comendador da Ordem de São Bento e embaixador no reinado espanhol de Carlos V.

Duarte da Costa desembarcou em território brasileiro no ano de 1553, mais especificadamente, na Bahia. Com ele, trouxe uma comitiva com em média 200 a 300 pessoas. A comitiva também trazia ao país outros nomes que viriam a se tornar marcantes na história: o padre.
Manuel de Nóbrega e o noviço José de Anchieta, que anos mais tarde, seriam juntos fundadores do colégio Jesuíta em São Paulo.

Porém, Duarte da Costa veio ao Brasil com um cargo já ‘comissionado’ para ele: ele seria o substituto do governador Tomé de Souza, que por sua vez, pediu ao rei (Dom João III) para deixar o cargo.

A serviço da corte portuguesa, Duarte da Costa atuava na administração da colônia e é amplamente conhecido como o segundo governador geral da história do Brasil. Seu governo foi iniciado no dia 8 de maio do mesmo ano (1553) e perdurou por cinco anos, até 16 de janeiro de 1558.

Duarte da Costa, em sua viagem de vinda ao Brasil, também trouxe seu filho – D. Álvaro.

Realizações, feitos e acontecimentos do governo Duarte da Costa

A seguir, confira quais foram os principais feitos e realizações de seu governo.

• Fundação de centros de formação

Quando chegou ao Brasil, Duarte da Costa teve como companhia na embarcação um grupo de padres jesuítas – o que justifica, inclusive, a vinda de José de Anchieta para cá.

Os clérigos tiveram grandíssima importância, ao lado de Duarte, na criação de instituições de ensino e centros urbanos na colônia.

Se por um lado Duarte ficou responsável pela criação de grupos de estudos, os padres também conseguiram cumprir com sua missão catequizadora.

• Organização da luta indígena

Duarte da Costa também foi o responsável por organizar as diversas lutas entre tribos indígenas, que por sua vez, eram contrárias a presença dos portugueses.

As lutas aconteciam no Recôncavo da Bahia e tinham como principal objetivo combater as tribos de modo a impedir o progresso dos povoados de colonos.

• Organização de métodos para entrar no sertão

No sertão estavam os tão desejados bens minerais e metais preciosos desejados pelos portugueses. Nas colônias da região andina (espanholas), por exemplo, havia uma abundância de tais riquezas – que só foram encontradas graças aos esforços de Duarte da Costa.

Ao longo de seu governo, ele organizou várias expedições e viagens em busca de recursos minerais e preciosos metais.

• Conflito com Pedro Fernandes Sardinha (bispo)

Outro fato que está entre os mais marcantes do governo de Duarte da Costa diz respeito ao seu sério conflito com o bispo Pero Fernandes (como era conhecido na época).

O religioso não aceitava seus maus tratos à população indígena e aos moradores de Salvador. Além disso, também não era adepto a ideia de seu filho (D. Álvaro) de escravização de indígenas (fossem eles catequizados ou não).

Não à toa, o bispo católico teve oposição ferrenha ao governo de Duarte da Costa, convencendo parte da população a juntar-se a ele.
Nesta época, a cidade de Salvador ficou dividida em dois grupos: os favoráveis ao bispo e os favoráveis ao governador geral do Brasil.

O bispo, indignado com a agressividade de Duarte, foi a Portugal pedir explicações (e possivelmente, sua renúncia). Mas seu navio naufragou no caminho, mais especificadamente, no litoral alagoano. Os poucos sobreviventes foram posteriormente devorados por caetés.

• Invasão francesa

O governador geral Duarte da Costa não conseguiu reagir à Invasão Francesa no ano de 1555, sendo totalmente pego de surpresa pelo ataque.

O objetivo dos franceses era estabelecer na Baía de Guanabara (local do ataque) uma colônia denominada França Antártica. Com não havia recursos suficientes para expulsar os franceses, o governador nada fez até a chegada de Mem de Sá.

A falta de atitude de Duarte de Costa neste período fez com que ele sofresse muitas críticas e seu governo começou a declinar. Esse fator, somado a chegada de Mem de Sá, contribuíram para sua exoneração no mês de janeiro de 1558.

Mem de Sá, por sua vez, foi o próximo governador geral do Brasil, ficando no poder por longos 15 anos.