Era Cenozóica


A Era Cenozoica marcou o seu início logo após a extinção total que ocorreu no fim da Era Mesozoica, a cerca de 65 milhões de anos atrás. De uma forma geral, ela abrange dois períodos da história da humidade: o período Terciário e o período Quaternário, cada um com suas características específicas. Esses termos não são os utilizados com maior frequência, uma vez que muitos são os especialistas que preferem separar essas datas entre período Paleógeno e período Neógeno.

A vida nesse novo momento do planeta era bem distinta do que conhecemos durante a Era Mesozoica. Agora, os mamíferos se desenvolviam de maneira gradativa e acelerada enquanto os gigantes moluscos e répteis eram extintos, como é o caso dos dinossauros, por exemplo.

Cenozóica

Mesmo assim, algumas espécies da última Era conseguiram sobreviver e evoluir por mais um período, mesmo considerando a dificuldade para encontrar alimentos. Na evolução, os mamíferos se sobressaíram em frente aos demais, motivo pelo qual até hoje alguns estudiosos relacionam a Era Cenozoica diretamente com a Era dos Mamíferos.

Principais características da Era Cenozoica

A Era Cenozoica teve como principal e mais marcante característica o desenvolvimento e surgimentos de novas espécies animais, o que só pôde ocorrer após o cataclismo – meteoro – que bateu na Terra já no final da Era anterior. Nesse sentido, esse meteoro foi o principal responsável pela extinção total dos dinossauros em nosso território.

Mesmo assim, seria muito injusto afirmar que só os mamíferos se desenvolveram nessa fase, uma vez que a diversidade biológica dessa fase da Terra era altíssima, assim como a evolução das espécies.

Vamos conhecer cada um dos períodos que marcou a Era Cenozoica?

Período Terciário

O período terciário, na realidade, consiste em um termo informal utilizado para denominar períodos oficiais que foram chamados de Neogeno e Paleogeno.

Nesse período, algumas das principais mudanças na Terra foram:

– Surgimento de altíssimas montanhas – nesse sentido, foram esses aglomerados de montanhas que possibilitaram grandíssimas mudanças no habitat natural de uma variedade de espécies, o que também alterou a própria distribuição dos animais e das plantas nesse período.

Migração dos continentes – é possível afirmar que essa migração nunca teve fim, o que também interferia diretamente na vida dos seres vivos da época;

– Angioespermas e mamíferos – a diversificação desses tipos de animais começou nesse momento, quando eles começaram a ocupar mais nichos. Além disso, a evolução dos mesmos fez com que ficassem cada vez mais fortes, dominando outras espécies animais;

– E as plantas? No período terciário, elas não foram extintas. Mas mesmo assim, começaram a se restringir a apenas algumas regiões, o que também se relaciona diretamente com o próprio processo de deriva continental.

– Os fósseis. No que se refere “às lembranças” que temos hoje dessa época, possibilitada unicamente por meio dos fósseis e estudos empíricos, os animais se tornaram maiores durante o período terciário da Era Cenozoica. Sendo assim, alguns animais da época eram verdadeiramente gigantes, como era o caso do canguru, por exemplo.

– Os carnívoros – pela primeira vez os carnívoros surgiram, como o tigre dentes de sabre e o demônio da tasmânia. Os primeiros mamutes, cavalos, baleias e preguiças gigantes também são dessa fase.

– Esse período durou entre 65 a até 1,8 milhões de anos atrás, quando os primeiros ancestrais da espécie humana começaram a surgir.

– Outras características gerais do período terciário são: a transgressão marítima, instabilidade tectônica, formação do mar negro e, o que dá fim a essa época, o surgimento do primeiro ancestral do homem.

O período quaternário

O período quaternário é aquele que se estende até os dias atuais, sendo o seu início marcado em 1,8 milhão de anos atrás, perdurando até hoje. O quaternário também ganhou uma subdivisão, sendo ela representada pelo período Pleistoceno e Holoceno.

Não existem muitas diferenças entre o período terciário e o quaternário, sendo as suas principais características:

– Períodos intensos de glaciação que intercalavam com climas extremamente quentes, como o que estamos acostumados agora;
– Surgimento e desenvolvimento da flora;
– Predominância de enormes mamíferos, que até os dias de hoje, motivam pesquisas científicas acerca da Era Cenozoica. Há quem diga que a extinção dos mesmos foi uma das primeiras ações do homem, que os caçava. Outros pesquisadores afirmam que a extinção foi motivada por doenças, mudanças nas paisagens e climáticas.

Os motivos das glaciações, por sua vez, ainda não irreconhecíveis – mas tiveram consequências bem agravantes. Elas chegavam a durar mais de 100 mil anos e, por isso, frequentemente o período quaternário também ganha uma diferente nomeação, como “A Grande Idade do Gelo”. Os principais motivos podem ser as mudanças do eito de rotação, radiação (por conta das atividades vulcânicas ou queda de meteoros) ou a própria mudança de relevo.

Nesse sentido, o Pleistoceno foi o período mais longo dessa fase quaternária, enquanto o Holoceno é mais curto, e consequentemente, o que vivemos atualmente.