Expansão Marítima Europeia – Pioneirismo Português


Expansão Marítima Europeia

A expansão marítima europeia foi um processo histórico iniciado no decorrer do século XV, que se estendeu até o século XVIII.

O propósito desse movimento, que teve Portugal como principal protagonista, era explorar as diversas regiões do planeta, obtendo, através da política extrativista, da colonização e do comércio, riquezas que eram comercializadas no continente europeu.

Esse processo levou ao descobrimento do continente americano. Portugal ampliou seu poderio econômico com a colonização e ocupação do Brasil, assim como Espanha, Inglaterra, França e Holanda ampliaram seus domínios territoriais no “novo continente”.

Outro aspecto da expansão marítima foi a superação de barreiras comerciais, intensificando a atividade econômica e fortalecendo a burguesia, fato histórico que contribuiria para grandes mudanças políticas e econômicas no território europeu.

Entre os resultados políticos da intensificação da atividade comercial está o fortalecimento das monarquias absolutistas, que mais tarde seriam substituídas por novos sistemas, que atendessem aos interesses da burguesia comercial e industrial.

A própria Revolução Industrial e a futura ocupação de territórios na África e na Ásia se alimentariam do domínio dos mares pelas potências europeias e da fartura de matéria-prima encontrada nos continentes ocupados.

Como era antes das grandes navegações e o protagonismo português

A balança comercial europeia antes do período das grandes navegações era negativa, já que as especiarias, que tinham alto valor comercial, como o açúcar, o ouro, o cravo, as pedras preciosas, noz-moscada, gengibre, drogas medicinais, canela e outros produtos.

As rotas para a entrada desses produtos eram os portos italianos de Gênova e Veneza. As cidades italianas recebiam produtos que chegavam pelo mar Mediterrâneo e pelas rotas terrestres exploradas pelas nações árabes.

O protagonismo de Portugal se faz presente desde a Escola de Sagres, onde se desenvolviam estudos acerca das condições e estrutura para a navegação. Portugal conquistou mercados na costa da África e construiu as naus e caravelas, que ampliariam a capacidade de navegação, que foi alimentada pela chegada da bússola e do astrolábio, tecnologia que já era dominada pelos chineses e, no caso da bússola, pelos muçulmanos.

A conquista de Celta, em 1415, foi o primeiro grande feito dos portugueses, ao qual se seguiu a criação de portos, fortalezas e feitorias ao longo da costa africana. Em 1498, Vasco da Gama conseguiu contornar toda a costa africana e chegar às Índias. Cabral, por sua vez, chegou ao continente americano. Antes, em 1492, o navegador espanhol Cristóvão Colombo já chegara ao continente.

Do ponto de vista comercial, econômico e político, as grandes navegações daquele período fizeram surgir uma nova visão de mundo, integrando continentes e enriquecendo as nações europeias.