Grécia Antiga: Período Homérico, Ilíada e Odisseia, Jogos Olímpicos e Cultura


Costuma-se dividir a história da Grécia antiga em quatro períodos, que tiveram início por volta do ano 2000 a.C., terminando em 388 a.C.:
•             Período Pré-homérico: séculos XX a XII a.C.
•             Período Homérico: séculos XII a VIII a.C.
•             Período Arcaico: séculos VIII a VI a.C.
•             Período Clássico: séculos V e IV a.C.

Grécia Antiga

Os povos que deram origem à civilização grega habilitavam um território montanhoso, que dificultava a locomoção de uma localidade para outra, especialmente no inverno. Estas condições climáticas favoreceram o desenvolvimento da cidade-estado grega, a polis. As etapas do desenvolvimento da civilização grega são as seguintes:
•             Período homérico (séc. XII-VIII a.C.)
•             Período arcaico (séc. VIII-VI a.C.)
•             Período clássico (séc. V a.C.)
•             Período helenístico (séc. IV a.C.)

Período Homérico

Neste período ocorreram inúmeras invasões (aqueus, jônios, eólios, dórios) e a organização dos genos. Os genos eram clãs patriarcais (comunidades baseadas no parentesco), chefiados por patriarcas. Com o desenvolvimento do comércio, do artesanato e da agricultura, vários setores foram fortalecidos, permitindo o surgimento da polis (cidade-estado).

No período homérico surgiram os dois grandes poemas épicos da civilização grega, a Ilíada e a Odisseia, ambos atribuídos ao poeta Homero.
A Ilíada é a epopeia mais antiga conservada na íntegra, sendo portanto o marco inicial da literatura ocidental. A obra contém 16.000 versos hexâmetros que contam a guerra de dez anos pela conquista da cidade de Troia.

A Odisseia é quase tão extensa quanto a Ilíada e conta as peripécias do rei Ulisses. A ação acontece cerca de dez anos após a guerra de Troia.
Quase nada se sabe sobre Homero. Supõe-se que tenha vivido no século VIII a.C. em Quios. Segundo a tradição, Homero era cego. O filólogo alemão Friederich August Wolf sugere que o texto da Ilíada e da Odisseia são compilações de vários poetas, que até então só haviam sido divulgados oralmente.

Os Jogos Olímpicos, que eram abertos a todos os gregos, começaram a ser disputados em 776 a.C., ainda no período homérico. Foram disputados até 393 d.C. Reuniam atletas de todas as cidade-estados gregas. Durante sua realização, as guerras eram interrompidas. Esparta surgiu na planície da Lacônia, na península do Peloponeso (sul da Grécia). Seus fundadores foram os dórios, que ali se estabeleceram depois de destruir Micenas, dando origem à cidade por volta do século IX a.C.

Até ao século VII a.C., Esparta não diferia muito das outras cidades gregas, sendo governada por dois reis (Diarquia), assistidos pelo Conselho de Anciãos (Gerúsia), com a aprovação da Assembleia dos Cidadãos (Apela). Essa organização era atribuída a Licurgo, legislador lendário de Esparta, que formou a Grande Retra – Grande Lei.

Em 1896, o barão de Coubertin resolveu realizar uma versão moderna dos Jogos Olímpicos. Foram disputadas as modalidades ginástica, atletismo, ciclismo, esgrima, ténis, tiro ao alvo, natação, levantamento de peso e luta. Até hoje, os Jogos Olímpicos são disputados a cada quatro anos, reunindo atletas de todo o mundo.

Situava-se em Peloponeso, na Lacônia, às margens do Rio Eurotas. Sua economia era baseada na atividade agrária. A população espartana dividia-se em três classes principais:
•            Esparciatas – (soldados, militares); correspondiam a 5% da população;
•            Periecos         cidadãos    livres   (artesãos   e comerciantes); embora livres, não tinham direitos políticos;
•            Hilotas – escravos, sem direitos ou proteção legal, constituíam a maioria da população, trabalhando na agricultura e em serviços domésticos.

Situada no centro da planície de Ática, região muito recortada e própria à navegação, baseada sua economia no comércio. A sociedade dividia-se em:
•            Eupátridas – bem-nascidos, nobres, eram os grandes proprietários de terras;
•            Georgóis – pequenos proprietários de terras;
•            Demiurgos – ou povo ateniense, eram os artesãos e os comerciantes;
•            Metecos – estrangeiros;
•            Escravos – a maioria da população.

Eram considerados cidadãos apenas os eupátridas, os georgóis e os demiurgos, que eram filhos de pai e mãe atenienses e detinham os direitos políticos; os demais, constituídos pelos metecos e escravos, além das mulheres e das crianças, não gozavam do direito de participação política. As mulheres eram fadadas ao serviço doméstico, ficando sob o total domínio dos maridos. Os meninos recebiam educação plena, desenvolviam a mente e o corpo.

A economia ateniense baseava-se na atividade comercial, o que permitia uma certa mobilidade social. Conheceram a monarquia, a aristocracia, a oligarquia, a tirania e a democracia. Desenvolveram-se nas artes, literatura, teatro, arquitetura e escultura. Alguns dos maiores sábios e artistas da Antiguidade surgiram em Atenas. Veja abaixo alguns dos principais sábios e artistas atenienses e suas obras:

Teatro
Na tragédia: destacaram-se: Esquilo (Oréstia) Sófocles (Édipo Rei] Eurípedes (Medeia’);
Na comédia: Aristófanes (As Nuvens);
Escultura: Fídias (estátuas de Zeus e Palas Atena, no Parthenon);
Literatura: Homero (Ilíada e Odisseia);
História: Heródoto (considerado o pai da História: Narrativa das Guerras Grego-Pérsicas, em nove volumes) Tucídides (Guerra do Peloponeso) Xenofonte (Anabasis);
Filosofia: Sócrates (não deixou obra escrita) Platão (Diálogos, A República).