Grécia Antiga: Período Homérico, Ilíada e Odisseia, Jogos Olímpicos e Cultura


Grécia Antiga

A história da civilização grega é dividida em quatro períodos pelos historiadores: homérico, arcaico, clássico e helenístico.

Embora seja considerado um período pré-homérico, a ideia de civilização grega remonta ao século XII a.C. O período homérico vai do século XII ao século VI a.C.

O grande marco desse período é o surgimento dos poemas Ilíada e Odisseia, atribuídos a Homero. Foram os dois principais poemas épicos da civilização grega.

Não se pode garantir que não houve outros registros, mas a Ilíada ficou registrada como a mais antiga epopeia conservada intacta, o que lhe confere o status de marco zero da literatura ocidental, contada em 16 mil versos hexâmetros, cujo tema é a guerra pela conquista de Troia.

A Odisseia conta as aventuras do rei Ulisses e se passa cerca de dez anos depois da guerra de Troia.

Apesar de o período ter ficado conhecido como período homérico, pouco se sabe sobre Homero, exceto que teria sido um poeta, que, inclusive, seria cego. Teria vivido em Quilos no século VIII a.C.

Jogos Olímpicos

Os Jogos Olímpicos da Grécia Antiga, disputados desde 776 a.C., no final do período homérico, inspiraram o Barão de Coubertin a criar os Jogos Olímpicos modernos, que se transformaram em maior evento esportivo do mundo contemporâneo.

Na Grécia, os jogos foram disputados até 393 d.C., já no período helenístico. Para a disputa dos Jogos Olímpicos, até mesmo as guerras eram interrompidas. Os atletas provinham de todas as cidades-estado da Grécia.

Os Jogos Olímpicos são um traço do esplendor da cultura grega na antiguidade. O período homérico é marcado pelo início das cidades-estado, que sucederam a civilização micênica, em 1.150 a.C.

Desde então, foram se formando as cidades-estado, cada qual seguindo seu próprio ordenamento, mas quase sempre seguindo uma linha de divisão em classes da sociedade, com uma elite com direitos políticos, uma classe livre, mas sem direitos políticos e uma classe escrava.

O traço marcante das narrativas poéticas de Homero é o envolvimento dos Deuses Gregos nas duas tramas, assim como seres sobrenaturais, embora haja evidências de que os fatos narrados acerca da guerra de Troia são reais, ainda que temperados com o misticismo grego.