Guerra Ultramar e a descolonização da África


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A colonização da África pelas nações europeias é um processo longo, que começou com o comércio e se intensificou ao longo dos séculos XVIII e XIX, em decorrência da corrida por matéria prima para a indústria.

Durante o período das grandes navegações, a partir do século XV, e devido à proximidade com o continente africano, Portugal foi um dos primeiros países a se estabelecer no continente africano.

Em 1885, em Berlim, na Alemanha, ocorreu a Conferência de Berlim, em que as nações europeias fizeram a divisão da África em territórios de exploração, a exemplo do que acontecia no continente asiático.

A descolonização da África é um processo lento. Até a eclosão da Segunda Guerra Mundial, poucos países haviam conquistado sua independência das metrópoles europeias, estando entre eles a Libéria, Egito, África do Sul e Etiópia.

A Segunda Guerra Mundial teve um impacto muito grande na geopolítica mundial, na medida em que as nações europeias viveram um período de enfraquecimento no pós-guerra, criando clima satisfatório para que os movimentos nacionalistas ganhassem força e fizessem guerras de independência.

Guerra Ultramar

Não foi diferente com as colônias portuguesas: Guiné-Bissau, Angola e Moçambique. Essas nações passaram a reivindicar ostensivamente o reconhecimento de sua autonomia política e econômica.

Os movimentos se intensificaram na década de 60 e consolidaram a independência entre 1974 e 1975, fato para o qual contribuiu a queda, em 1968, da ditadura Salazarista em Portugal. Salazar sustentava a continuidade da política colonial portuguesa.

A Guerra Ultramar pôs fim a um longo período de política colonial portuguesa. A independência de Angola acabou desencadeando uma guerra civil entre os diversos grupos que ombrearam na guerra de independência, cada qual com uma diferente orientação. O MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) tinha orientação marxista, enquanto a Unita (União Nacional para a Independência Total de Angola) era anticomunista e a FNLA (Frente Nacional para a Libertação de Angola) era apoiada financeiramente pelos Estados Unidos.