O panteão divino dos sumérios


Os sumérios cultuavam uma religião politeísta e, similar à da Grécia Antiga, era concebida através de deuses antropomórficos. O panteão divino dos sumérios era uma representação das forças presentes na natureza. Esses deuses criaram os seres humanos e conviviam com eles no princípio, mas, devido à impossibilidade de controlá-los, tiveram que deixar irem embora.

O panteão divino dos sumérios

Todo o conjunto de divindades era dividido em três grupos: dos deuses primordiais ou criadores, dos deuses celestiais e das deidades terrestres. Eles eram toda a força presente na natureza, e atuavam como protetores de cidades e agrupamentos de seres.

Os deuses governavam o universo de acordo com um plano rigorosamente elaborado. Mesmo estando presentes e influenciando o mundo, eram invisíveis aos olhos humanos. Dentro do panteão divino dos sumérios havia 4 figuras principais – os deuses criadores – que representavam os quatro componentes mais importantes do universo:

  • An, o deus do céu.
  • Ki, a deusa da terra
  • Enlil, o deus do ar
  • Enki, o deus da água

Essas divindades fundamentais para a religião conceberam as leis universais e imutáveis que regiam a vida de todos os seres. Enki era o responsável por controlar o Me, os decretos sagrados que continham tais leis. O código governava desde fatores sociais, como a lei e a ordem política, até a física.

Abaixo das quatro grandes divindades havia o grupo de deuses celestiais. Era composto por:

  • Nanna, deus da lua
  • Utu, deus do sol
  • Inanna, rainha dos céus, deusa do amor, da procriação e da guerra

Cosmogonia suméria

Há pelo menos duas versões cosmogônicas diferentes que explicam a origem do mundo. Não é possível saber qual foi a concebida pelos sumérios. Porém, há pontos similares, como é o caso da habitação do panteão divino dos sumérios, que se chamava Dilmun.

A primeira versão afirma que a única coisa que havia no princípio era o caos e um oceano primordial. Seu nome era Nammu, ou Abzug, que, num ato de auto procriação, deu origem aos elementos essenciais da existência: o céu (An), a terra (Ki) e o mundo aquático (Enki).

No começo An e Ki permaneceram unidos, até que deram origem a Enlil. Ele, por sua vez, deu origem ao ar e à atmosfera, atos que provocaram a separação de An e Ki. Esse mito narra à criação do dia. Conforme o tempo passou, Enlil se tornou o principal deus, o responsável por controlar o conjunto de regras que ordenavam o funcionamento de tudo (o Me).

Os deuses criadores, em conjunto, foram os arquitetos da vida animal e vegetal. Nammu, juntamente com Ninmah e Enki, modelou o homem a partir do barro, insuflando-lhe a vida.

A segunda versão é ligeiramente diferente. Ela diz que Nammu criou Enki, Na e Ki, e o filho desses últimos formou a atmosfera, o vento e o trovão, separando o dia da noite. Os animais e as plantas foram criados por Enlil e Ki, enquanto o ser humano foi gerado por Enki e Ki, com o objetivo de torná-lo servo dos deuses. A criação da mulher foi obra de Ki, que utilizou uma costela de Enki, dando a ela o nome de Nin-ti, que significa “mulher da costela”.

Enki também criou um paraíso no qual os seres humanos poderiam viver tranquilamente, sem correrem o risco de serem mortos por animais selvagens. Mas, devido a mau comportamento, os humanos foram expulsos por Enki. Como nota-se, essa versão é muito similar à história da origem do Universo narrada no livro de Gênesis.

Estudos sobre os deuses sumérios

Não podemos saber a origem do povo sumério, mas, graças aos mais recentes estudos arqueológicos, sabemos que sua origem se deu no sul da Mesopotania, possivelmente no início do quinto milênio a.C. Os sumérios provavelmente foram a primeira civilização que buscou explicar a existência da terra, do céu e de tudo que existe na superfície terrestre, incluindo a própria espécie humana.

Para justificar a existência do universo, os sumérios criaram um enorme panteão divino, que abrangia tudo o que necessitava de explicação para a mente humana. Muitos dos mitos reaparecem no credo de outros povos do Oriente Médio. Acádios, assírios, babilônicos, arameus e caldeus adaptaram os mitos às suas próprias crenças.

Veja a lista de deuses que obtinham a maior veneração pelos sumérios:

  • An – Deus do céu.
  • Enki – Deus das águas doces.
  • Enlil – Deus do ar.
  • Inanna – Deusa do amor, da procriação e fertilidade.
  • Ishkur (ou Adad) – Deus do clima.
  • Ki (ou Antu) – Deusa da terra.
  • Nanna ( ou Innin, ou ainda Innini) – Deus da lua.
  • Ninhursag – Possui atributos de uma deusa mãe.
  • Ningal – Deusa da cana.
  • Ninlil – Rainha do mundo dos mortos.
  • Sinki (ou Damkina, ou ainda Damgalnuna) – Mãe terra.
  • Shamash (ou Utu, ou ainda Babbar) – Deus sol.
  • Zuri – Deus do equilíbrio.

O panteão divino dos sumérios ainda possuía deuses menos importantes e menos poderosos:

  • Anshar
  • Ereshkigal
  • Husbishag
  • Isinu
  • Kingu
  • Kiskil-lilla
  • Nammu
  • Namtar
  • Nebo (ou Nabu)
  • Nergal
  • Nidaba
  • Ninisinna
  • Ninkasi
  • Ninki
  • Nusku
  • Tiamat
  • Utukku
  • Semideuses e semideusas
  • Dumuzi
  • Enkidu
  • Humbaba
  • Gilgamesh
  • Geshtinasnna
  • Gugalanna