Resumo do Egito Antigo: A Civilização do Egito


Ao estudarmos a história antiga do oriente, podemos abordar toda a representação e as fontes de poder dessa época. Isso porque uma vez que o governante máximo estivesse fixado no poder, fosse ele um imperador, um rei ou até mesmo um sacerdote, esse sujeito passava a buscar uma forma de representação, um bom exemplo disso, está na arte egípcia.

A civilização do Egito, que antes estava localizada na região desértica do extremo nordeste da África, se estabeleceu nas margens do rio Nilo, e passou a se beneficiar com o regime de cheias. Durante alguns meses, as chuvas que caem na nascente do rio, localizado ao sul, são abundantes e chegam a provocar o transbordamento de suas águas e por consequência o depósito de húmus fertilizante em suas margens estreitas. Ao fim do período de cheias, o rio Nilo volta ao seu volume normal, e as margens, e a fertilização das margens acaba tornando possível o estabelecimento de uma agricultura extremamente rica.

Resumo do Egito Antigo

Durante o período neolítico, houve um aumento populacional e por isso, eram necessárias que fossem realizadas obras hidráulicas para o cultivo e produção agrícola, como a edificação de canais e de diques. Inicialmente, a construção das obras hidráulicas e de diques couberam às coletividades regionais e locais, que eram chamadas de nomos. Algum tempo depois, essas características foram juntadas a uma estrutura de governo centralizado e mais complexa.

A organização social e política, no decorrer da história do Egito, acabou por se estruturar em volta dos canais de irrigação e da terra, passando o poder para o estado despótico, que passou a controlar toda a economia e a estrutura administrativa e social. Dessa maneira, por meio das instituições militares, burocráticas, religiosas e culturais, a população estava subordinada ao estado, o que garantia que as obras de irrigação fossem realizadas.

O modo de produção asiático também é o modelo que encontramos de produção na Mesopotâmia. Neste modelo, os indivíduos acabam explorando a terra como se fossem membros das comunidades locais, servindo ao estado, visto como o maior proprietário de terras, por meio do trabalho e de tributos.

Já na época Neolítica surgiu ao longo do rio Nilo, uma comunidade agrícola, os nomos, e que estavam submetidos ao poder e as mandos e desmandos de um monarca. As disputas regionais, o crescimento cada vez maior da população e o crescimento das atividades na agricultura, que deve-se principalmente pelo obras de drenagem e de irrigação, contribuíram diretamente para a formação das cidades e para a fusão dos nomos. Por volta de 3.500 a.C, dois reinos haviam se formado: o do Baixo Egito, localizada na região norte e do delta do rio Nilo, e o Alto Egito, localizado na região sul.

Tempos depois, o governante do Egito, chamado de Menés, unificou o Baixo Egito e o Alto Egito, o que acabou subordinando 42 nomos e tornando-se o primeiro faraó. Dessa maneira, transformaram-se monarcas em funcionários, passando a representar o poder central e administrando cidades e aldeias, fazendo cumprir-se as decisões do faraó e arrecadando impostos.

A unificação caracterizou ainda o início do período dinástico. O faraó passava com o passar dos tempos a ser considerado cada vez mais como um verdadeiro deus vivo, já que passou a concentrar em suas mãos mais poderes. Grande parte das terras também passou a ser controlado pelos faraós, e a população deveria servir a ele por meio de trabalho compulsório e pagar tributos.

O Antigo Império (3200 a.C a 2300 a.C)

Depois que os dois reinos foram unificados, a capital do Egito passou ser Tinis. Algum tempo depois, a capital foi transferida para a região do Cairo, Mênfis. A população, além de trabalhar com agricultura, também era forçada a participar da construção de grandes monumentos da arquitetura, como por exemplo as pirâmides, que serviam como templos fúnebres do faraó também de toda a sua família, e ainda da construção de grandes obras de irrigação nas aldeias do Egito e nas comunidades dos nomos.

Podemos afirmar, que o Antigo Império, que aconteceu de 3200 a.C a 2300 a.C, se caracterizou por ser um período, um período que tinha uma estabilidade relativa social e na política. Mas, esse período de estabilidade foi interrompido em 2300 a.C. Assim, as revoltas sociais, as pestes, a fome, as tributações, o tamanho da estrutura burocrática, e ainda o fortalecimento e as disputas entre os monarcas, levaram a descentralização e a fragmentação do poder político. Nesse contexto, o a crise da economia se ampliou por causa do descontrole na política e ainda por causa de toda a falta de organização da produção agrícola.

Tudo isso, caracterizou a extinção da época conhecida como Antigo Império, um tempo de fraquezas e de dificuldades do império, que veio a facilitar na região do delta, as invasões asiáticas no norte do Egito.