Resumo Do Império Romano – O Alto Império


Todos nós sabemos que para estudar história é essencial olhar o passado a partir das indagações e dos problemas que são colocados em evidência pelo presente. Por isso, para estudar o Império Romano e consequentemente sua queda, temos que estudar as diversas interpretações do assunto e da realidade que nós vivemos.

Com a diminuição do poder do Senado e depois que o poder foi centralizado nas mãos do imperador, aconteceu em Roma uma profunda reforma política. Dessa maneira, o imperador começou a ser cultuado como uma espécie de deus, fato que pode ser comprovado até pelo título que recebia, augustus, que significa ‘o divino’. Vale salientar ainda que os imperadores não detinham apenas o poder político, mas também impunham pela força toda a sua autoridade e comandavam o exército.

Império Romano - O Alto Império

Ao implantar o império, Otávio Augusto começou a se dedicar à organização de uma burocracia, que foi nomeada de acordo com os rendimentos, ou melhor, a partir de alguns critérios censitários. Podemos dizer que esta burocracia era considerada em Roma uma nova classe privilegiada, que era formada pelos comerciantes que haviam enriquecido com a expansão territorial e também pela aristocracia antiga patrícia.

Entre as camadas mais abastadas começava a atenuar a tensão social. Para concluir este processo, Otávio Augusto oficializou a política de ‘pão e circo’, que distribuía trigo e oferecia para as camadas mais pobres da sociedade espetáculos públicos de humor.

Para que essa política fosse viabilizada, para que o sustento da plebe e para que os privilégios da elite burocrática estivessem garantidos, o imperador manteve como um permanente objetivo a expansão territorial no império. Dessa maneira, eles conquistariam cada vez mais territórios, fato que acabou transformando estrangeiros a milhares em escravos, cujo o trabalho tornou-se toda a base da economia romana. Em contrapartida, estabelecia-se ao mesmo tempo um exército mais forte, o que significava dizer que o imperador também era forte, tornando-se verdadeiro sinônimo de estabilidade política.

Durante o governo de Otávio Augusto ficou conhecido pelas diversas realizações culturais, já que foi durante este período, de 27 a.C a 14 d.C, que pudermos observar o desenvolvimento da literatura e construções magníficas. Podemos chamar este período de o ‘século de ouro’ da literatura latina, caracterizando de maneira clara o marco inicial do Alto Império, conhecido como o período mais rico da civilização romana.

O imperador Tibério acabou assumindo o governo após a morte de Otávio Augusto. Em seguida, este período é lembrado pelos seus governantes, mas de forma totalmente negativa. A maioria dos historiados, cita esses governantes como perdulários, depravados e até mesmo como desiquilibrados mentais. E podemos dizer, com toda certeza, que muitos deles cometeram realmente atos que podemos classificar como loucura.

Mas, antes de julgarmos esses atos e de suas ações, devemos considerar o período em que esses governantes viveram, que é bastante diferente dos dias de hoje. Diversos comportamentos e atitudes que a sociedade atual em que vivemos certamente condenariam, eram considerados naquela época como usais e muitas vezes até aceitáveis.

Os historiados que eram cristãos, ou seja, aqueles que viveram após o final do Império Romano, destacaram no império todos os seus aspectos que eram negativos, época em que muito comum a realização de festas feitas em homenagem ao Deus Baco. Essas festas tinham muita dança, música e eram extremamente regadas a vinho. Esta era uma forma que eles encontraram de valorizar o tempo em que viviam. Para os cristãos, que tinham comportamentos e também atitudes bem diferentes da dos romanos, a melhor e a única forma de se atingir Deus era negando os prazeres materiais e o mundo.

O governo do imperador Tibério e consequentemente dos imperadores que o sucederam foi amplamente marcado por perseguições, conspirações e por diversas intrigas. Podemos dizer, que ele seguiu a mesma linha de governo do imperador Otávio Augusto, mas também acabou permitindo o crescimento da imoralidade e da corrupção. Foi durante o seu período de governo que crucificaram Jesus Cristo.

Depois de Tibério, Calígula assumiu o governo. Ele teve uma atuação na política que foi caracterizada principalmente pelo despotismo. Além de promover orgias, Calígula chegou a nomear seu próprio cavalo como cônsul romano. Já seu sucessor Cláudio não teve tanta sorte, já que acabou sendo envenenado pela própria esposa.

Segunda a história tradicional, Roma conheceu sob o governo do imperador Nero, o apogeu da falta de regras do meio político e moral. Nero foi acusado de ter colocado fogo em Roma e de ter colocado a culpa nos cristãos, uma forma de culpa-los por se negarem a adorá-los como uma espécie de deus. Foi durante o seu governo, que iniciou-se a perseguição ao cristianismo. Os presos eram levados aos circos e eram obrigados a enfrentar gladiadores e animais selvagens, como leões. Além dessa perseguição, o imperador ordenou a execução de suas esposas, irmãos e até de sua mãe.

Somente depois de meio século, com a dinastia dos Flávios e dos Antoninos, retomou-se a expansão territorial.