Resumo sobre Egito Antigo


A Civilização egípcia, além de estar entre as mais antigas do mundo, também está entre as mais memoráveis da sociedade antiga – seja por seus feitos ou por suas riquezas.

Resumo sobre Egito Antigo

Neste artigo, conheça um resumo sobre o Egito Antigo.

Resumo sobre Egito Antigo

Entre todas as sociedades instaladas no Oriente Antigo, a egípcia é a que concentra a maior riqueza de material arqueológico e fontes históricas para estudos e pesquisas.

Tudo começou há mais de 3 mil anos a.C. (antes de Cristo). A história do Egito Antigo é marcada, não exclusivamente, no território que hoje conhecemos como Egito: mas também, em toda a região nordeste da África.

De modo tradicional, a história do Egito Antigo é dividida em seis diferentes fases para estudo:

1. Fase Pré-Dinástica: o período, iniciado aproximadamente 4.000 anos antes de Cristo, é marcado pela separação dos pequenos estados egípcios com base na contribuição de cada um: artesanato, utilização de metais, produção agrícola e outros;

2. Fase do Antigo Império: foi iniciada em 2700 a.C., com a unificação dos governantes políticos e dos faraós;

3. Fase Intermediária: aqui, cada pequeno estado egípcio (que neste período eram conhecidos como ‘nomos’) volta a se reerguer;

4. Fase Médio Império: fase de estabilidade econômica e política que se estendeu até meados de 1800 a.C.;

5. Fase do Novo Império intermediário: nessa fase política, o Egito é marcado pela invasão do povo hicso, que dominou no delta do Nilo até o ano de 1780 antes de Cristo;

6. Fase do Alto Império: por fim, a última fase do Egito Antigo (que persistiu entre os anos de 1580 a.C. a meados de 1200 antes de Cristo) foi marcada por conflitos com uma grande variedade de povos, sendo o primeiro deles motivado pela expulsão do povo hicso.

Principais características do Egito Antigo

Considerando a grande riqueza da sociedade do Egito Antigo, dividimos os tópicos de maior importância a seguir:

• Sobre a sociedade egípcia

Na sociedade egípcia, a autoridade máxima era o faraó – considerado por grande parte da população como a representação de um Deus na terra. Outros profissionais, por sua vez, também eram de grande importância no Egito Antigo: como os sacerdotes, os escribas e militares. Tal classe de trabalhadores, não à toa, era sustentada pelos esforços de donos de pequenos comércios, artesãos e camponeses.

Neste período da história, a sociedade egípcia também era formada por uma grande concentração de escravos. Estes, por sua vez, não eram nascidos no país – mas sim, capturados em períodos de guerra. Eles trabalhavam praticamente o dia todo, não tinham folga e recebiam, exclusivamente, o necessário para sobreviverem: comida e água.

Rio Nilo e sua importância

O Rio Nilo ficou marcado como base existencial do povo egípcio (principalmente porque, nessa fase, quase todo o restante da região era composta por areia desértica). O rio, além de garantir o transporte de pessoas e mercadorias, também era provedor: já que sua água servia tanto para pescar e beber como para fertilização das margens (nas fases de cheia), garantindo bons resultados para a agricultura.

• Sobre a escrita no Egito Antigo

Uma das maiores contribuições do Egito Antigo para o mundo diz respeito à criação de uma linguagem escrita própria. Com ela, tornou-se possível tanto a comunicação e expressão de ideias como o controle /arrecadação de impostos.

Existia, durante o período, duas diferentes formas de escrita: a demótica, mais simples e utilizada para a comunicação cotidiana; e a hieroglífica, composta por símbolos e desenhos complexo. Ela era usada, principalmente, para se comunicar com o faraó.

As paredes de templos famosos da civilização egípcia antiga, assim como das próprias pirâmides de Gizé (principal ponto turístico do Egito até os dias de hoje e uma das 7 maravilhas do mundo), mantém até hoje preservados os textos em linguagem hieroglífica. Além de mensagens de adoração ao faraó e fatos sobre sua vida, alguns textos também foram escritos com o único objetivo de espantarem possíveis saqueadores.

Além da escrita, foram desenvolvidos ainda os papiros, produzidos por meio de uma planta egípcia de mesmo nome. Os papiros, que também podem ser encontrados até hoje, serviam como uma espécie de papel para registro dos textos em linguagem hieroglífica.

Grande parte dos conhecimentos que temos atualmente acerca da população egípcia antiga se tornou possível graças à tradução dos hieróglifos egípcios. Eles foram interpretados pela primeira vez pelo egiptólogo e linguista francês Champollion, no século XIX.

• Economia

Já no que diz respeito à economia do Egito Antigo devemos destacar que ela foi baseada, durante mais de mil anos, na agricultura – que crescia fértil graças às poderosas margens do Rio Nilo. Além disso, outras atividades que também garantiam o “giro” da economia eram o artesanato e a venda de mercadorias. Constantemente, trabalhadores rurais eram chamados pelo faraó para a realização de trabalhos ‘manuais’, tais como a construção de canais de irrigação, de diques, templos e até mesmo das pirâmides.