Santuário de Stonehenge


Stonehenge é uma forma megalítica da Era do Bronze, encontrada na planície de Salisbury, no condado de Wiltshire, sul da Inglaterra.

Estabelecido no mais conhecido e visitado círculo de pedras inglês, e até os dias atuais não é exato o principio da sua construção, bem como a sua utilidade, porém acha-se que era utilizado para pesquisas mágicas, religiosas e astronômicas.

Características

O Stonehenge é uma construção combinada, constituída por círculos homocêntricos de pedras que atingem cinco metros de altura e chega a pesar cerca de cinquenta toneladas, no qual se constata três diferentes épocas construtivas:

Santuário de Stonehenge

1) O denominado Período I, quando a escultura só apresentava uma vala redonda com 97,54 metros de abertura, possuindo somente uma entrada. No interior subia-se um depósito de pedras e um templo de madeira. 56 furos na parte de fora do seu contorno abrigavam restos humanos queimados. O círculo estava equiparado com o pôr do Sol das últimas 24 horas do inverno, e com as etapas da Lua.

2) No decorrer do Período II aconteceu o reposicionamento do templo madeira, a formação de dois círculos constituídos de pedras azuis, a ampliação da entrada, a criação de uma estrada de entrada indicada por aberturas paralelas posicionadas com o Sol nascente das primeiras horas do verão, e a criação do círculo externa, formado por 35 pedras que pesavam muitas toneladas. As grandes pedras azuis, que pesavam quatro toneladas, foram carregadas das montanhas de Gales até aproximadamente 24 km ao Norte.

3) No conhecido Período III, as pedras azuis foram destruídas e os megalíticos, pedras muito grandes, foram levantadas. Essas pedras, medindo cerca de 5,49 metros de altura e pesando aproximadamente 25 toneladas cada uma, foram carregadas do norte através de 19 km. Entre 1500 a.C. e 1100 a.C., cerca de 60 pedras azuis foram recuperadas e levantadas em um círculo no interior, com outras 19 pedras, posicionadas no formato de ferradura, também no interior do círculo.

Determina-se que essas três épocas da construção demandaram mais de 30 milhões de horas de serviço.

Coletando as informações referentes ao deslocamento dos corpos celestiais, as análises de Stonehenge foram utilizadas para mostrar os dias aptos no ciclo ritual do ano. Nessa avaliação, é importante ressaltar que a construção não foi utilizada apenas para definir o período agrícola, pois nessa localização o solstício de verão acontece depois do inicio da estação de desenvolvimento; e o solstício de inverno após o fim da colheita. Dessa maneira, as hipóteses atuais sobre a utilidade de Stonehenge são a entender sua utilização simultânea para análises astronômicas e a empregos religiosos, sendo incerta a sua utilização depois de 1100 a. C..

Sobre suas utilidades e formatos arquitetônicos, os especialistas insinuaram que Stonehenge desejava ser a cópia fiel de um templo de pedras, sendo que os templos de madeira eram mais freqüentes nos períodos Neolíticos.

De acordo com as informações mais atuais, adquiridas por arqueólogos comandados por Mike Parker Pearson, Stonehenge está ligada com a origem da aldeia Durrington. Essa aldeia composta por algumas casas fabricadas ente 2600 a.C. e 2500 a.C., localizada em Durrington Walls, próximo de Salisbury, é vista como o maior povoado neolítico do Reino Unido. De acordo com os especialistas foi achado um tipo de cópia fiel de Stonehenge, de madeira.

Princípio

Chamado pelos Saxões de Hanging Stones e citado nos livros medievais como dança dos gigantes, há vários mitos e lendas a respeito da sua construção, autorizada a diferentes aldeias da Antiguidade.

Um dos pontos de vista mais conhecidos é o de John Aubrey. No século XVIII, antes da evolução dos processos de estudo históricos e datação arqueológica, foi o primeiro a associar essa escultura, e diversas construções megalíticas na Europa, aos remotos Druidas. Essa concepção, e vários falsos conhecimentos relacionados, disseminaram-se na cultura geral do século XVII, preservando-se até os dias de hoje.

Diversos autores indicaram que as esculturas megalíticas foram levantadas pelos Romanos, apesar do conceito ser ainda mais incerto, pois os Romanos só tomaram as Ilhas Britânicas depois de 43, cerca de dois mil anos depois da construção da escultura.

Apenas com o crescimento do processo de datação desde o Carbono-14 determinaram-se datas próximas para os círculos de pedra. No decorrer de décadas não foram construídos esclarecimentos aceitáveis para a utilidade dos círculos, fora as hipóteses de que se aplicava a sacrifícios e rituais.

Em 2013, um conjunto de alunos da Universidade College London produziu uma nova hipótese de que Stonehenge pode ter aparecido com um cemitério para linhagens de elite entre o ano 3000 a.C. Pesquisas de sobras humanas localizadas na região apontam que antes da escultura ser o que conhecemos hoje, existia ali um circulo enorme de pedras erguido como um cemitério.