Autores do Naturalismo: Aluísio Azevedo – O Cortiço


Autores do Naturalismo

O naturalismo, enquanto tendência literária, surgiu em 1870, por meio de “Germinal”, de Émile Zola.

No aspecto do contexto histórico, o naturalismo surge num momento em que a sociedade humana tenta se recriar em meio a uma série de movimentos e rupturas políticas, econômicas e sociais.

São parte desse jogo histórico a Revolução Industrial, a república, o surgimento da sociologia, enquanto ciência, o fracasso do liberalismo, enquanto distribuidor de bem estar social, a influência do pensamento positivista e do socialismo utópico.

Não é de se estranhar que alguns autores se voltem para a abordagem artística e literária. A busca por aprofundar o conhecimento da sociedade humana e do indivíduo enquanto ser social contaminou a pintura, o teatro, com Zola, André Antoine, Henri Becue e August Strindberg, as artes plásticas e a literatura. O papel da arte era fazer um retrato fiel da sociedade humana.

Aluísio Azevedo

Aluísio Azevedo se torna o principal expoente desse movimento no Brasil com a publicação de “O Mulato”, em 1881. A obra é considerada o marco zero do naturalismo brasileiro, abrangendo temas como o racismo e o puritanismo sexual.

Aluísio Azevedo nasceu em 1857 e morreu em 1913. Além de romancista, foi também jornalista, diplomata e caricaturista, tornando-se o membro nº 4 da Academia Brasileira de Letra.

O Cortiço

Se “O Mulato” é o marco zero do naturalismo brasileiro, “O Cortiço” é o grande marco desse movimento na literatura.
O Cortiço mergulha de forma sincera na essência do elo entre indivíduo e sociedade humana, tratando de como essas variáveis se influenciam mutuamente, um traço da temática naturalista.

A visão é de personagens decadentes, tomados pelo desejo de ascensão econômica e social, mas vivendo uma realidade moralmente inóspita, onde se fazem presente a exploração, o adultério, a traição, o assassinato e os vícios. Esses personagens vivem a maior parte das ações em um cortiço, que é, na verdade, o principal personagem do enredo.