Autores do Romantismo Brasileiro


Romantismo Brasileiro

Nenhum movimento literário foi tão importante para a formação da cultura brasileira quanto o romantismo.

Essa afirmação não está relacionada à percepção de qualidade ou não do material produzido por essa corrente artística e literária, até porque é uma questão de visão e preferência estética.

O que confere tamanho vulto ao romantismo é o fato de este movimento estar presente no nascedouro do Brasil como nação independente e se debruçar sobre questões nacionais.

Em suas diversas fases e facetas, o romantismo trouxe à tona temáticas brasileiras, como o enaltecimento do índio, a abordagem crítica e romântica da escravidão e os primeiros passos do romance urbano.

Ainda que em outros momentos a realidade brasileira tenha sido retratada, como em Gregório de Matos, no período colonial, foi o romantismo quem retratou e contribuiu para a formação de uma identidade nacional, um reconhecimento do Brasil como um sistema orgânico peculiar, uma sociedade única.

Para concluir, o movimento foi prenhe em revelar grandes talentos literários. Talvez a primeira grande leva de autores nacionais reconhecidos até os dias atuais.

Autores do romantismo brasileiro

Os principais autores desse período são:

– Araújo Porto Alegre (1806-1879)
– Gonçalves de Magalhães (1811-1882)
– Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882)
Gonçalves Dias (1823-1864)
– Bernardo Guimarães (1825-1884)
José de Alencar (1829-1877)
– Manuel Antônio e Almeida (1830-1861)
– Junqueira Freira (1832-1855)
– Álvares de Azevedo (1831-1852)
– Sousândrade (1833-1902)
– Casimiro de Abreu (1839-1860)
– Castro Alves (1847-1871)

Fases do romantismo no Brasil

O movimento, que nasceu quase ao mesmo tempo em que o Brasil se separava de Portugal, tornando-se uma nação independente, pode ser dividido em três fases ou gerações:

– Primeira geração: marcada pelo nacionalismo, o indianismo e a religiosidade.

– Segunda geração: é o chamado mal do século, em que predomina o pessimismo e uma atração pela morte, temperada com uma visão egocêntrica de mundo.

– Terceira geração: é a fase do condoreirismo, em que a literatura assume um papel de crítica política e social, com forte ênfase na escravatura, tendo seus autores papel importante na erradicação de tal abominação no país.