Autores Românticos


românticos

O Romantismo foi um movimento artístico e literário surgido na Europa no século XVIII, que deixou sua marca na literatura, na música, na pintura e na arquitetura.

Na Europa, teve entre seus expoentes o poeta romântico Lord Byron, o romancista Walter Scott, autor de Ivanhoé, ambos ingleses, e o alemão Goethe, autor de “Os sofrimentos do jovem Werther”, publicado em 1774, sendo considerado um marco desse movimento.

O romantismo é um traço inequívoco da disputa histórica por visões de mundo. O movimento surge em pleno esplendor do movimento árcade, opondo-se à temática e à estética daquele movimento, que tivera como uma de suas características o desprezo pela estética do barroco.

Todos esses movimentos se encontram, de alguma forma, ao longo do efervescente século XVIII, marcado pelo apogeu do pensamento Iluminismo, pela primeira Revolução Industrial, pela Revolução Francesa e mudanças sistemáticas na forma de ver o mundo.

O romantismo, em meio todo esse vendaval histórico, faz uma imersão no eu lírico, afastando-se da racionalidade e da simplicidade estética do classicismo para produzir uma forma intensa de fazer arte e poesia.

Romance

O romance, forma que se serve da descrição e da narração como ferramentas para contar uma história, ganha durante o romantismo as características presentes até os dias atuais. Surgiram na Europa o romance de cavalaria, o romance sentimental e o romance pastoral.

Literatura brasileira

No Brasil, o romantismo deu impulso nunca antes visto na literatura brasileira. Na poesia, apresentou dois dos mais brilhantes poetas brasileiros de todos os tempos: Castro Alves e Gonçalves Dias.

Gonçalves Dias é autor da famosa “Canção do Exílio”, além de obras marcantes, como “Os Timbiras” e “I-Juca-Pirama”, que carregam uma das características principais do movimento no Brasil, que é a exaltação do índio, transformado em herói.

Castro Alves, por sua vez, acabou reconhecido como o autor dos escravos, com obras de altíssimo valor estético e histórico, como “O Navio Negreiro” e “Os Escravos”. A exaltação da mulher também está presente em sua obra em diversos poemas de “Espumas Flutuantes”.

É no romance, todavia que o período é prenhe na produção de grandes autores, cultuados até hoje, dentre os quais Álvares de Azevedo, Joaquim Manuel de Macedo, Manuel Antônio de Almeida, Franklin Távora, Bernardo Guimarães e o laureado José de Alencar, autor de obras como “O Guarani”, “Senhora”, “Iracema” e “Lucíola”.

Destaque ainda para “O seminarista” e “Escrava Isaura“, de Bernardo Guimarães; “Memória de um sargento de milícias”, de Manuel Antônio de Almeida, “A Moreninha, de Joaquim Manuel e Macedo”.