Características, Arte pela Arte, Olavo Bilac e Raimundo Correia no Parnasianismo


Raimundo Correia no Parnasianismo

O movimento parnasiano, também denominado parnasianismo, corresponde à poesia que era feita durante o período realista. Ele surge como resposta aos excessos que caracterizavam as obras românticas e é marcado pela estética da “arte pela arte”. Conheça suas características e principais expoentes a seguir e entenda o papel de Olavo Bilac e Raimundo Correia no Parnasianismo.

Características do parnasianismo

• Culto à forma (formalismo)

Alcançar a perfeição formal era uma das maiores preocupações dos autores parnasianos. Uma oposição à criação espontânea do romantismo. Deste modo, a arte deveria ser fruto de um trabalho rigoroso. Não é acaso que o soneto tenha sido a composição poética favorita deste período.

• Apego ao classicismo

O item anterior resvala no grande apego que estes poetas tinham pelos ideais clássicos. Era preciso que os artistas fossem altivos, racionais e serenos. Características que iriam ser traduzidas nas obras que sempre privilegiavam as formas fixas. Exemplos são o soneto e os decassílabos.

• Arte pela arte

A beleza deve ser um fim em si mesmo. Portanto, não cabe ao poeta almejar nada além de criar beleza através de suas obras. Quaisquer compromissos de ordem social, política, religiosa, ou relativos à ideologia, são exteriores e não devem preocupar o artista.

• Temática greco-romana

Nos temas que eram abordados na poesia do movimento havia o resgate da antiguidade clássica. Tanto no quesito histórico, quanto mitológico.

Olavo Bilac e Raimundo Correia no Parnasianismo

• Olavo Bilac

Contista, jornalista e poeta brasileiro, valorizou as regras de composição poética em suas obras. Era republicano e nacionalista, além de membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Seu principal livro é Poesias de 1889. No poema “Profissão de fé” descreve a busca pela perfeição dos escritores parnasianos, comparando-os aos ourives.

• Raimundo Correia

Começa os seus escritos enquanto cursa a Faculdade de Direito, fazendo oposição aos ideais românticos na Revista de Ciências e Letras. Lança o primeiro livro em 1879. Em 1883 tem a segunda obra publicada e prefaciada por Machado de Assis. É onde adere de vez ao parnasianismo e elabora o soneto pelo qual é mais conhecido: As pombas.