Escritores do Romantismo: As características do Romantismo


O Romantismo era voltado para o entretenimento. Os burgueses dessa época, eram consumidores jubilados desta arte da escrita, já que eles se encontravam voltados para tudo que era relativo com a diversão do que para a cultura, no entanto, não era sempre que essa escola literária estava direcionada inteiramente para esse fim. Conheça os principais contornos da escola, tanto no aspecto formal, quanto no aspecto temático.

Escritores do Romantismo

1. Subjetivismo (ou individualismo)

Nesta característica, o eu romântico é posicionado sempre na intimidade e no pessoal. Os estados da alma são indicados sempre como uma expressão do interior de cada personagem. Já o artista acaba captando o mundo exterior e o libera através do inconsciente. As paixões, as emoções e a imaginação são expressos através da liberdade criadora e particular de cada ser.

2. Escapismo

O romântico acaba fugindo do mundo considerado real utilizando-se de sua imaginação, criando assim um universo totalmente idealizado de fantasias e de sonhos intensos, escapando do aqui e agora. Para isso, o romântico foge para a infância, para a Idade Média, para lugares exóticos e pitorescos ou para a morte.

3. Ruptura com as regras clássicas

Pelo fato de ser revolucionário e de buscar novas saídas, inconformado com o cotidiano e com a maneira como o mundo é apresentado, o romântico acaba optando pela liberdade formal, fazendo com que as convenções clássicas do fazer poético sejam desprezadas.

4. Idealização da mulher

O escritor romântico enxerga a mulher sob de duas maneiras distintas: ou de maneira idealizada, como uma mulher angelical e totalmente intocável, ou ainda como um demônio da sedução, uma mulher erotizada, sensualizada. A maior parte dos escritores preferiu a primeira versão.

5. Culto à natureza

A natureza é sempre uma fonte de inspiração na época romântica. Isso porque o lugar onde a história se passa se assemelha a um refúgio, guardando ainda os bens que os homens desprezaram em nome do progresso. É exótica, não raramente contém lugares intocados, habitados pelos selvagens bons ao modelo de Jean-Jacques Rousseau. Ilhas desertas, montanhas grandiosas, amplidões inexploradas compõem um quadro em que o homem pertence a essa unidade panteísta.

6. Sentimento Revolucionário

Há nos escritores românticos um desejo de reformar o mundo, de finalmente libertá-lo da mesmice e das tragédias. Pode-se observar um sentido reformista no ideário romântico. Acredita-se que tudo pode ser resolvido através das palavras, do discurso fleumático. O status que deve ser atingido é o bem comum.

7. Ilogismo

Não se busca no romântico um ser integralmente definido. Ele é instável e ora acaba se mostrando melancólico, triste, ou alegre e entusiasmado.

8. Sonho

Há um universo de sonhos e de desejos no caráter romântico. Tal universo é gerado no temperamento de seus componentes. Há sempre um lugar onde tudo é possível e que é representado por símbolos, metáforas e por imagens.

9. O exótico e o pitoresco

Há nessa escola o pendor para buscar o exótico, o pitoresco e o paradisíaco. Lugares encantados, remotos, terras selvagens e distantes, pessoas diferentes, distinta das demais, criaturas que eram retiradas dos cantos mais remotos do mundo são componentes imprescindíveis para alguns autores.

10. Retorno ao passado

A carência dos heróis de carne e osso em um tempo de transformações rápidas acaba gerando a tentativa de enxergar o passado como um lugar totalmente idealizado, que é composto de criaturas que são capazes de gestos magnânimos. É uma espécie de escapar para tempos mais remotos, principalmente para a Idade Média, que está envolvida por diversos mistérios, heróis corretos socialmente e considerados bons.

11. Fé

Há um profundo sentimento religioso que permeia todo o tempo romântico, em substituição à razão clássica. A intuição, o misticismo, as coincidências, os acasos compõem o universo da época.

12. Senso de mistério (ou misticismo)

O lato oculto das coisas, dos seres e de fatos é atraído através do mistério que é estar no mundo. É a vertente que dá posteriormente o satanismo, a poesia cemiterial, o macabro.

13. Patriotismo (ou nacionalismo)

O Romantismo trouxe, principalmente para o Brasil, o gosto pela nacionalidade, o que, muitas vezes, reflete-se numa literatura patriótica. Um bom exemplo disso é a Canção do Exílio, de Gonçalves Dias.

14. Spleen

O spleen romântico deixa-se entrever nos escritos da época: é uma tristeza sem medida, que veio não se sabe exatamente de onde, de uma melancolia intensa, considerada inexplicável.

A origem do nome Romantismo

Desde o final da Idade Média, já se utilizava a expressão romantismo, com o objetivo de indicar certo tipo de poesia ou prosa que, colocasse em destaque a figura do herói, as narrativas airosas de cavaleiros, as emocionantes aventuras de amor e de paixão, mas é do francês ‘roman’ que nos vem a designação para a escola literária.

Indicadoras de diversas atmosferas de sentimentos, paixões arrebatadoras, emoções violentas, garantem de maneira certeira para a aventura, para as conquistas, o patriotismo, a sensibilidade, as alegrias, o misticismo e as perdas. Antes que designe uma atividade em prosa, a palavra romance faz imaginar o primado dos sentimentos.

O adjetivo ‘romântico’ é conhecido por nomear criatura ou acontecimentos de grande sensibilidade de sentimentos: o fulano é romântico, as palavras românticas, o gesto romântico.