Gregório de Matos,Padre Antônio Vieira e o Barroco no Brasil


Gregório de Matos

Longe de obter a popularidade que alcançou o movimento romântico, traço cultural do Brasil ao longo do século XIX, o movimento barroco pode ser considerado o primeiro movimento artístico nacional.

Pode-se dizer, no entanto, que ele não tenha reunido muitas referências, exceto o arquiteto e escultor Aleijadinho, além do poeta Gregório de Matos Guerra, considerado o primeiro grande poeta brasileiro, assim como proprietário de um estilo bastante peculiar.

Não se pode, porém, ignorar a influência barroca no Brasil no século XVII, período em que se intensificava o povoamento da então colônia de Portugal, também conhecido como “Século de Ouro”, em virtude da descoberta e exploração de ricas jazidas em Minas Gerais.

Barroco

O Barroco, como todos os movimentos artísticos que chegaram ao Brasil desde o descobrimento por Portugal ao final do século XIX, surgiu na Europa.

Na Europa, o período revelou nomes que entraram para a história da arte, como o pintor holandês Rembrandt (1606-1669) e o italiano Michelangelo (1571-1610).

O movimento barroco foi marcado pelo ambiente cultural e artístico proporcionado pelo Renascimento, tendo a criatividade e as formas irregulares, divorciando a criação artística da visão clássica.

Na literatura, temos a predominância da linguagem dramática, do exagero, uso das figuras de linguagem e rebuscamento linguístico, sem que isso suprimisse da estética barroca o racionalismo, que conviveu com a mistura entre profano e religioso.

Na poesia, o cultismo e o conceptismo conviveram, de um lado, com a valorização da linguagem culta, de outro, com a valorização maior das ideias e do pensamento lógico.

Gregório de Matos e Padre Antonio Vieira

Gregório de Matos (1636-1696) é o primeiro poeta a ganhar destaque na historiografia brasileira. Seu prestígio entre as diversas gerações de leitores é decorrente da crítica ácida à sociedade da época, retratada por versos satíricos, que esbanjavam uma agressividade poucas vezes experimentada na poesia brasileira.

Apesar disso, o “Boca do Inferno”, como era chamado, ficou reconhecido pelo erotismo e até pela produção mais próxima dos temas religiosos.

Padre Antônio Vieira foi mais um teórico dotado de estilo na escrita, que dividiu sua obra entre sermões, onde debate as ideias da Igreja Católica, as profecias, onde debate o Brasil, e as cartas, que são textos enviados diretamente a outras pessoas.