Literatura Básica: Prosa, Rima e Estrutura de uma Narrativa


Quanto à forma, a Literatura manifesta-se em prosa ou verso. Podemos enquadrá-la em três gêneros: o lírico, o dramático e épico (este último inclui todas as manifestações narrativas, desde o poema épico até o romance, a novela, o conto, a fábula).

Literatura Básica

Prosa

Em latim, “prosa diz-se proversus e significa “voltado para frente”. Num texto em prosa, cada linha é uma unidade de pensamento, chamada “parágrafo”. Algumas delas cabem em uma linha de página convencional, enquanto outras transbordam para as linhas seguintes, que, na verdade, são continuação da primeira. O fluxo de palavras vai até o limite físico da linha, na margem direita. Então, muda-se para a linha seguinte, para continuar desde o início da margem esquerda, e assim sucessivamente até o fim. Mensagens complexas exigem a articulação de mais de um pensamento. Nesse caso, muda-se de linha, marcando-se o início do novo pensamento com um espaço em branco. Um texto em prosa é composto de um ou mais parágrafos.

Nos textos literários, geralmente, versos são usados na composição de poemas; frases, orações e períodos estruturados em parágrafos constituem a prosa de ficção.

Em latim, a palavra versus (verso) significa “voltado”. Originalmente, esse vocábulo era de uso agrícola, servindo para descrever o movimento do arado, que, chegando ao fim do terreno demarcado para semeadura, devia voltar em sentido contrário e abrir na terra um sulco de mesmo tamanho paralelo ao primeiro. Em Literatura, emprega-se o termo “verso” como metáfora daquele movimento do arado. Cada linha de texto é como se fosse um sulco na página, semeado de palavras.

Em língua portuguesa, verso é uma linha de palavras que se interrompe após atingir um determinado número de sílabas, mesmo que o sentido gramatical não se complete e a frase fique em suspenso até que perfaça na linha posterior, ou ainda mais adiante. Quando se atinge aquele número de sílabas passa-se à linha seguinte, voltando (versus} a contagem silábica ao ponto de partida. Os elementos do verso são o metro, o ritmo e a rima.
Mesmo no chamado verso livre há um determinado número de sílabas, que pode variar muito de verso para verso em um poema. A seguir alguns exemplos:
O ritmo é a musicalidade da voz, do verso, do poema. As sílabas tônicas e átonas devem formar uma cadência; daí certas sílabas terem uma intensidade maior e mais forte. Os versos têm, pois, sílabas predominantes, com acentos predominantes.Os mais comuns são: pentassílabos (redondilha menor), heptassílabos (redondilha maior), decassílabos e alexandrinos.

RIMA

É a repetição dos mesmos sons ou de sons semelhantes no fim de dois ou mais versos. As rimas, de acordo com a tradição, podem ser classificadas de acordo com a posição que ocupam, ou com a classe ou valor das palavras que as formam. De acordo com a posição que formam as mais comuns são: emparelhadas (AABB), cruzadas (ABAB) e opostas (ABBA). Quanto à classe ou valor das palavras as rimas são: pobres (mesma classe de palavras), ricas (classes diferentes), preciosas (palavra e uma expressão) e raras (de poucas rimas possíveis).

LEITURA

É o ato de narrar ou contar uma história. Toda narração se compõe de dois planos: o narrador, que é aquele que conta a história, falando aos ouvintes ou escrevendo aos leitores, e a história propriamente dita, que consiste numa série de acontecimentos que envolvem um ou mais personagens. Chama-se conflito qualquer situação embaraçosa para um determinado personagem. Duas mulheres que amam o mesmo homem estão em conflito. Às vezes o conflito pode ser interior ou secreto, como no caso de uma pessoa não se convencer de que é feia ou mal vista pelos outros. Contar história é uma das atividades mais antigas da humanidade.

Estrutura que compõe uma narrativa tradicional

O AMBIENTE: é composto pelo ESPAÇO (lugar) e TEMPO, portanto onde e quando se passa a estória.
TEMPO PSICOLÓGICO: é o tempo interior, relativo, colocado pela personagem.
TEMPO CRONOLÓGICO: linear, sucedendo-se nos calendários escolhidos e diferenciados em cada uma das culturas.
ESPAÇO: pode ser externo, onde temos por exemplo a rua, a sala, o prédio. Temos o espaço interno que apresenta os limites fechados ou no mundo íntimo da personagem.

É a criação feita pelo artista, através da sua imaginação. Existem construídas com simplicidade, com traços retos e definidos, ao redor de uma só célula; outras as complexas, são circulares, possuem várias células e os traços se confundem. É o motivo, o fato gerador da ação, a trama dos eventos em que participam as personagens.

DESFECHO: É o encerramento da narrativa, sendo que o mesmo pode causar no leitor as mais diferentes reações.

Foco Narrativo

NARRADOR

O narrador é uma coisa de testemunha invisível de tudo quanto ocorre, em todos os lugares e em todos os momentos; ele não se preocupa em dizer o que as personagens falam ou fazem, mas revela o que elas sentem e pensam. O narrador onisciente é uma espécie de deus, que penetra no interior das personagens, e desvenda-lhes os sentimentos, sensações, as emoções e os pensamentos.

NARRADOR-PERSONAGEM

O narrador é uma personagem, principal ou secundária, da história. Ele está “dentro” da história e “vê” os acontecimentos de dentro para fora. Nesse caso, a narrativa é feita na 1a pessoa.