Machado de Assis – Fase Romântica e Realista: Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro, Esaú e Jacó e Memorial de Aires


Machado de Assis

Machado de Assis é considerado o maior escritor brasileiro e um dos maiores do mundo. Sua obra extensa tem crônicas, contos, poesias, romances e teatro, divididos entre as fases romântica e realista.

Mulato, de família pobre e órfão de mãe desde muito cedo, Machado de Assis foi criado no Morro do Livramento e estudou por conta própria e em escolas públicas até escrever seu primeiro soneto “A Ilma Sra. D.P.J.A.”. Trabalhou como tipógrafo, revisor e redator até que começou a publicar seus primeiros livros, chegando às suas principais obras primas e sendo o fundador-presidente da Academia Brasileira de Letras.

Fase romântica

O escritor Machado de Assis é da última geração do romantismo e se inspirou nessa primeira escola para criar suas primeiras histórias. Mesmo avesso a rigidez de escolas literárias e criando um estilo próprio e exclusivo, Machado de Assis criou obras com o amor como tema, relações amorosas.

Sua primeira obra dessa fase foi Ressurreição, um romance que se seguiu de A Mão e a Luva, Helena, Iaiá Garcia, Contos Fluminenses e Histórias da Meia Noite. Mesmo com todos os ingredientes do romantismo, nessas histórias já havia o senso crítico e psicológico dos personagens, uma das principais características de seus textos.

Fase Realista

O período mais fértil da obra literária de Machado de Assis foi na fase realista. A objetividade diante da realidade encontrou no seu texto o campo perfeito para a criação. O país vivia um momento de intensas transformações, com a abolição da escravatura, o início da república, além de influências de ideais liberais, socialistas, positivistas entre outros.

Toda sua produção datada a partir de 1880 é considerada realista, com joias literárias mundiais e que demonstram a maturidade do escritor. Neste período Machado de Assis demonstrou sua ironia feroz, tons de amargura e rigidez.

As questões psicológicas dos personagens foram amplamente demonstradas em romances como Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Quincas Berro D´água, Memórias de Aires, Esaú e Jacó e contos como O Alienista, A Cartomante e Missa do Galo.