Modernismo – Segunda Geração: Autores e Obras; Vinícius de Moraes, Rachel de Queiroz e Graciliano Ramos


Modernismo

O modernismo é um movimento que tem seu marco na Semana de Arte Moderna de 1922, propondo uma revolução de costumes e uma integração da produção artística brasileira às manifestações e aos fenômenos culturais locais, de modo que esses últimos estivessem representados nessa produção artística.

Do ponto de vista estético, o movimento procurou romper com as tradições artísticas, negando padrões até então aceitos pela sociedade e introduzindo estéticas como o cubismo, o surrealismo e o futurismo.

A primeira geração de modernistas é aquela surgida em 1922, que promoveu a Semana de Arte Moderna. Considera-se a primeira geração aquela que esteve no centro da produção artística entre 1922 e 1930, tendo Mário e Oswald de Andrade, Alcântara Machado, Manuel Bandeira, Heitor Villa-Lobos e Tarsila do Amaral como alguns de seus expoentes.

Segunda geração

A segunda geração de modernistas veio a aprofundar os ideais da Semana de 1922, principalmente no universo da criação literária.
Alguns dos destaques dessa geração são Vinícius de Moraes, Raquel de Queiroz e Graciliano Ramos. É considerado como “segunda geração” o grupo que ganhou notoriedade no período entre 1930 e 1945.

Vinícius de Moraes

Vinícius é, talvez, ao lado de Carlos Drummond de Andrade, o mais conhecido poeta brasileiro, tanto pela capacidade de transitar entre o clássico e o popular como pela beleza de seus poemas, pela atuação na produção de peças famosas, como Orfeu da Conceição, e pela produção musical como compositor, tendo em Tom Jobim seu maior parceiro.

Carioca, Vinícius nasceu em 1913 no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro, e faleceu em 1980. Formou-se em direito na Faculdade Nacional do Rio de Janeiro e estudou literatura na Universidade de Oxford, em Londres. Teve vitoriosa carreira diplomática e atuou como jornalista.

Raquel de Queiroz

Raquel de Queiroz foi a primeira mulher a conquistar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. Trabalhou como jornalista, tradutora e teatróloga, mas é sua atuação como romancista que a coloca no topo da hierarquia literária brasileira, tendo escrito “O Quinze”, “Memorial de Maria Moura”, “O Galo de Ouro” e “As Três Marias”, além de produzir peças e livros de crônica.

Cearense, Raquel nasceu em 1910, na capital Fortaleza, e faleceu em 2003, em decorrência de um ataque cardíaco.

Graciliano Ramos

Nascido em 1892, esse alagoano não só é considerado um dos maiores romancistas da literatura brasileira, como também se tornou referência do realismo crítico, trazendo, por meio de sua obra, a reflexão sobre questões sociais, característica presente em “Vidas Secas” (1938), considerada sua maior obra, que lhe rendeu Prêmio da Fundação William Faulkner.

É também o autor de “São Bernardo”, “Memórias do Cárcere”, “Angústia” e diversos livros de contos e literatura infantil. Morreu no Rio e Janeiro em 1953.