Neoclassicismo em Portugal: Características e Principais Autores


Neoclassicismo em Portugal

O Neoclassicismo em Portugal tem as suas primeiras referências no período chamado pombalino, se estendendo até o início do século XIX. Nessa época, Portugal era reinado por D. João, que foi um dos reis que permaneceu por mais anos no poder.

Mesmo com esse longo reinado, o Neoclassicismo começou a apresentar ideias diferentes e inovadoras em relação ao que se vivia. No ano de 1746, Luís Antônio Verney publicou o “Verdadeiro Método de Estudar”, fato que marcou a implementação do estilo no país. O livro trazia um modelo completamente novo e apresentava uma verdadeira reforma para o ensino superior.

As mudanças propostas, no entanto, só foram incorporadas de fato no governo de Marquês de Pombal. Dentre as principais alterações, estava a substituição do ensino religioso pelo modelo laico, além de uma maior abertura para as ideias iluministas.

Dessa forma, a data de início do Neoclassicismo em Portugal ficou registada com a fundação da Arcádia Lusitana, que aconteceu em 1756. Seguindo o modelo da Arcádia Romana, tinha como lema “inutilia truncai”, que significa cortar o que é inútil.

No ano de 1790, inaugurou-se a Nova Arcádia, que perdurou até 1794.

Principais autores

Os autores que marcaram o período Neoclassicismo em Portugal, foram:

– Francisco José Freire: utilizava o pseudônimo arcádico Cândido Lusitano. Considerado o principal teórico do Arcadismo Português, publicou “Dicionário Poético”, “Reflexões sobre a Língua Portuguesa” e “Arte Poética”.

– Antônio Correia Garção: utilizava o pseudônimo arcádico Córidon Erimateu. Publicou “Obras Poéticas”, “Assembleia ou partido” e “Discursos Acadêmicos”.

– Antônio Dinis da Cruz e Silva: utilizava o pseudônimo arcádico Elpino Nonacriense. Foi o responsável pela fundação da Arcádia Lusitana. Atuou no Brasil como juiz da Inconfidência Mineira.

– Domingos dos Reis Quita: utilizava o pseudônimo arcádico Alcino Micênio. Publicou “Obras Poéticas” e foi considerado o melhor poeta lírico da Arcádia Lusitana.