Resumo do livro Lucíola: O autor e a história


O livro ‘Lucíola’, publicano em 1862, é uma obra do escritor José de Alencar, que nasceu no dia primeiro de maio do ano de 1829, em Fortaleza, no estado do Ceará. Formado em Direito, José de Alencar teve durante sua vida uma carreira política bem intensa, tendo atuado como ministro, deputado, entre outros cargos.

No ano de 1856, ele escreveu seu primeiro romance. Podemos dizer, que as suas obras são divididas em quatro fases, além do autor ser considerado atualmente, um dos maiores representantes da época do Romantismo no Brasil. O livro Lucíola se encaixa na quarta fase, a caracterizado como romances urbanos.

Lucíola

José de Alencar morreu no dia 12 de dezembro do ano de 1877, vítima de tuberculose.

Os personagens dessa história são:

Lúcia, uma jovem de apenas 19 anos, de extrema beleza. Cabelos escuros ondulados e olhos escuros, é uma das cortesãs mais cobiçada, invejada e rica do Rio de Janeiro.

Paulo Dias, o protagonista e narrador da história, é um jovem de 25 anos, que acaba de chegar ao Rio de Janeiro, e logo se vê apaixonado por Lúcia.

Sá é o grande amigo do protagonista. Ana, a irmã mais nova de Lúcia. Nina e Laura, são duas cortesãs que invejam Lúcia. Cunha, que teve um caso com Lúcia e Couto, que se aproveitou da moça quando ela tinha apenas 14 anos.

Sinopse

O livro ‘Lucíola’ é narrado pelo próprio protagonista da história, Paulo Dias. Ele inicia contando a história de seu relacionamento com uma mulher. Tudo começa quando resolve sair de Olinda e ir para o Rio de Janeiro, com apenas 25 anos. Logo quando chega à cidade, Paulo é convidado para ir a uma festa. Ao chegar lá, uma bela e jovem mulher lhe chama atenção e por sua ingenuidade e simplicidade, não vê que se trata de uma prostituta, na época chama de cortesã.

A mulher se chamava Lúcia e era provida de beleza rara. Por isso, ele pensou estar apaixonado por uma inocente jovem. Paulo já havia visto Lúcia no dia de sua chegada ao Rio de Janeiro, e mesmo de longe, já havia a achado linda. Sá, grande amigo de Paulo, já havia sido amante da jovem, mas resolve apresenta-lo a ela.

Nos primeiros dias, Paulo passa a fazer visitar cordiais e inocentes para a moça. Tempos depois, se tornam amantes, e com o passar dos dias, se via mais apaixonado por ela, ultrapassando a simples satisfação do sexo. Ele percebia, através dos momentos que passavam juntos, das carícias e dos beijos, que ela realmente o amava. A grande prova veio quando ela resolveu se afastar de tudo para se dedicar exclusivamente ao amado. No entanto, logo quando brigavam, ela resolvia voltar para a vida antiga. Após muitas brigas e arrependimentos, aceitaram que se queriam.

Lúcia então resolveu contar ao amado sua história, declarando que a mulher que ela havia sido até o momento estava morta. A história de Lúcia quando sua família foi morar na Corte. Viviam de maneira digna, até que a febre amarela acabou atacando seus familiares: mãe, pai, tios, irmãos….

Ela no entanto, foi poupada, mas foi obrigada a cuidar dos familiares. Assim, acabou por se entregar a Couto, um rico da cidade, no objetivo de conseguir alguma ajuda e também apoio. Dois irmãos, a tia e a mãe de Lúcia, morreram em decorrência da epidemia. Quando seu pai descobriu que ela havia recebido dinheiro em troca de sua honra, acabou a expulsando de casa. Assim, as portas para a prostituição foram abertas. Nessa nova vida, resolveu ver adotar um novo nome. Ela na verdade se chamava Maria da Glória.

Depois de confessar todo o martírio que havia enfrentado, Lúcia e Paulo enfim, conseguiram se entender. Ela foi morar com a irmã Ana e afastou-se de vez da vida mundana, e se dedicou apenas a Paulo. Passaram a passear como jovens namorados, com as mãos entrelaçadas, em total clima de romance. Nessa altura, Lúcia já tinha adotado novamente seu nome de batismo e estava grávida de seu amor.

Mas, esse clima de harmonia em que estavam vivendo durou pouco. Algum tempo depois, Maria da Glória sofreu um aborto. Para que o feto pudesse ser expelido de seu ventre, precisava tomar uma medicação. Mas, ela se recusou a tomar e faleceu vítima de uma infecção.

Em seu leito de morte, Lúcia confessa a Paulo que sempre o amou, desde o primeiro encontro. Pediu ainda que ele cuidasse de sua irmã, Ana, para quem havia deixado relatado em testamento, toda a sua fortuna. Também pediu que Paulo se casasse com sua irmãzinha, mas ele recusou a proposta. A história então acaba, com Lúcia pedindo que Paulo protegesse para sempre sua irmã. Ela morre, afirmando que seria sua noiva no céu, sua noiva eterna.