Resumo do Livro O Alienista: A história


O livro O Alienista também é uma história escrita por Machado de Assis, que usa de maneira irônica o transparecer da visão da mente, fluindo entre a loucura e a razão.

Machado de Assis é um dos grandes escritores brasileiros e serviu de inspiração para outros grandes nomes da literatura. Um exemplo desse prestígio está em Monteiro Lobato, que afirmava que os outros não chegavam nem a cintura de Machado.

Livro O Alienista

Para alguns especialistas em literatura, O Alienista é uma obra que marca o período do Realismo no Brasil, carregando uma história cheia de mistérios que ronda as faculdades mentais do homem. Além disso, segundo Machado de Assis deixa claro nessa obra, ser desequilibrado ou racional importa para que o homem conquiste soberania e respeito, envolvendo mais uma vez em sua narrativa, seu pessimismo, que ele mesmo afirma ser humano a graciosidade de parecer mal.

Sinopse

Simão Bacamarte, morava na cidade de Itaguaí, e era um considerado o maior médico brasileiro existente, sempre se interessando em aprender cada vez mais. Casado com Dona Evarista, que segundo o autor era desprovida totalmente de beleza, mas que possuía chances de dar ao marido doutor filhos inteligentes e robustos. Mas, isso não aconteceu, mesmo depois de ações médicos e de dietas prescritas pelo conceituado médico.

Tempos depois, Doutor Simão passou a dedicar ao estudo da neurologia, principalmente pela área da loucura e da sanidade dos seres humanos. Pedindo licença para as autoridades da cidade, Doutor Simão idealizou uma residência, local, onde os loucos da cidade seriam instalados e assim tratados, fato que favoreceria o estudo de doenças mentais.

Assim, algum tempo depois, deu-se a inauguração da Casa Verde. Mas, depois da inauguração da casa, Doutor Simão passou a se dedicar cada vez mais aos estudos das doenças da mente e assim, D. Evarista passou a se sentir sozinha. Dois meses se passaram nessa situação e a esposa do conceituado médico logo caiu em profunda melancolia. Doutor Simão, tentando tirar a esposa desse estado, deu a ela uma viagem para a cidade do Rio de Janeiro. A mulher de um amigo íntimo de Simão e a tia de D. Evarista a acompanharam na viagem.

O tempo passava e Doutor Simão se dedicava cada vez mais aos estudos. Doutor Simão havia acabado de receber uma herança, que diga-se de passagem dava para viver o resto da vida de maneira confortável, mas ele acabou gastando-a em inúmeros empréstimos, o que acabou o levando à miséria.

Dona Evarista voltou, acompanhado de toda a comitiva. Ela representava a esperança da cidade de Itaguaí, que queria que o doutor Simão parasse de realizar prisões. No entanto, quando ele efetuou a prisão de um rapaz que o glorificava, a sociedade se revoltou. O povo então, acabou formando um grupo que gritava contra o doutor e também, contra a sua casa de estudo.

O povo chegou a casa de Doutor Simão clamando a sua morte e pedia que ele libertasse os detentos, mas esse ato não foi suficiente para que os pedidos fossem atendidos. O líder dessa revolta era o barbeiro Porfírio. Em seguida, deixaram a residência do doutor e seguiram rumo à câmara, mas no caminho encontraram as tropas do governo. Por sua vez, estas tropas se colocaram a favor do povo, na tentativa de obterem mais poder. Mas, eles acabaram sendo derrubados do poder, e o líder, conhecido como barbeiro Porfírio foi colocado no poder.

No entanto, nenhuma ação mais dura foi tomada contra o doutor Simão e as suas prisões na Casa Verde, e como consequência, mais homens acabaram sendo encaminhados para lá. Muitos homens influentes acabaram sendo levados e encaminhados para o tratamento na Casa Verde, inclusive João Pina, que assumiu o poder, o vice-rei e também o barbeiro Porfírio. No final das contas, até mesmo a esposa do doutor Simão, Dona Evarista acabou sendo condenada por possuir algum tipo de loucura e internada na Casa Verde.

Tempos depois, todos os loucos que estavam instalados na Casa Verde foram colocados para fora, e dessa forma, as famílias acabaram sendo restituídas. Então, todos aqueles que gozavam de um equilíbrio perfeito de suas faculdades mentais, foram levados e internados na casa do doutor Simão. Inclusive, este projeto contou com a aprovação de um ano da câmara, para que neste período fossem realizadas experiências e estudos.

No fim do período estipulado e com o fim dos tratamentos, todos os internos foram colocados para fora e então doutor Simão conseguiu chegar a uma conclusão. Segundo ele, os cérebros que eram muito organizados e também recém curados eram desiquilibrados como os demais e em cada cérebro, havia um pouco dos dois.

Doutor Simão acabou internando a si mesmo na Casa Verde para estudos e ali morreu, depois de longos dezessete anos. Segundo boatos, o único louco que realmente existia na cidade de Itaguaí era o Doutor Simão Bacamarte.