Rendimentos de Escala


Na microeconomia, quando nos referimos ao rendimento de escala, estamos falando sobre a relação entre a expansão das quantidades de todos os elementos produtivos numa proporção igualitária, e o aumento de volume da produção que corresponde. Em outras palavras, é através desse rendimento de escala que obtemos um indicativo sobre o aumento de produção de alguma empresa, por exemplo, quando os bens e/ou serviços que fazem parte do processo de produção de outro bem ou serviço passam por uma elevação proporcional.

Rendimentos de Escala

Para tornar as coisas mais claras e de melhor entendimento, vamos exemplificar de maneira prática: digamos que numa empresa a produção gira em torno de 50 quilos, que são originados a partir de 10 unidades de capital e 30 unidades de mão de obra (ou unidades de trabalho). Destacamos que aqui essas “unidades” são as horas usadas na utilização dos insumos (bens e/ou serviços) para a produção de determinado lote. Sendo assim concluímos que elevando a quantidade produzida a alguma grandeza implica a indispensabilidade de aumentar as quantidades de fatores de produção numa mesma proporção.

Quando analisamos a produção de uma empresa num longo prazo, onde os fatores de produção são variáveis, nos deparamos com o rendimento de escala de produção. Ao realizar a análise num período de longo prazo, interessa perceber as vantagens e desvantagens que a empresa tem ao aumentar seu tamanho, o que implicaria em demandar um maior número de fatores de produção. No longo prazo as empresas têm a possibilidade de alterar a quantidade de qualquer um dos fatores empregados na produção.

Esta conceituação diz muito sobre a relação entre um acréscimo das quantidades dos fatores produtivos numa proporção igual e o equivalente aumento do volume de produção. Através desse aumento/elevação, esses rendimentos podem ser classificados em três diferentes formas: constantes, crescentes ou decrescentes.

Tipos de Rendimento de Escala

Uma classificação depende do resultado da alteração no nível de produção sob os aumentos dos bens e/ou serviços, que podemos chamar de insumos. Temos aqui três tipos de rendimento de escala:

• Rendimento de Escala Constante: Continuando usando nosso exemplo prático, ao dobrarmos nossos insumos, isso é, aumentando o capital de 10 para 20 unidades, e passando o trabalho para 60 unidades, tal produção indicará um aumento de 50 kg para 100 kg no produto. Ao aumentar em duas vezes a quantidade de insumos, isso resultará no dobro da produção;
• Rendimento de Escala Crescente: se partirmos de 20 unidades de trabalho que equivalem a 60 unidades, nossa produção nova será de 120 kg (ou qualquer valor maior do que 100). Isso acontece porque, ao dobrar os insumos, um aumento proporcional superior na produção acontecerá. Isso acontece porque a empresa, tendo um aumento no nível de sua produção e atingindo uma maior eficiência tem a capacidade de reunir o maior número de trabalhadores, atingindo uma maior eficiência e maximizando as características do produto que é oferecido;
• Rendimento de Escala Decrescente: existe duplicação na quantidade de bens e/ou serviços, obtendo-se um crescimento menor do produto da empresa numa mesma proporção. Usando mais uma vez nosso exemplo, teríamos a produção abaixo de 100 kg. Isso acontece com frequência em empresas consideradas grandes, onde um possível aumento em seus insumos provocaria vários problemas de coordenação, fazendo com que a produção deixasse de crescer como em períodos anteriores.

Economias de escala estão ligadas aos rendimentos de escala

Os rendimentos de escala resultam em uma possível obtenção de maior quantidade produzida pelo recurso de produção utilizado. Se para algum produtor é possível produzir de forma que os custos sejam reduzidos, obtendo economia no custo final de produção, os rendimentos de escala desse produtor e de sua produção serão positivos e poderão impedir o acesso de outros fabricantes ao mesmo mercado.

Rendimentos de escala e também economias de escala podem explicar por qual motivo certas empresas alcançam mais lucro. A economia de escala possibilita aumentar os lucros quando a quantidade que se é produzida ganha um maior número. Determinados processos possuem um nível de produtividade maior quando feitos em uma grande quantidade e em várias vezes, já que resultam em quedas nos custos da produção, e os volumes que são produzidos não aumentam os custos já fixados. Isso é perceptível quando bens e/ou serviços são replicados e seus custos se elevam na medida em que eles sejam menores. A economia de escala nada mais é do que a diminuição do custo médio acontecendo quando a produção aumenta.

Quando determinadas empresas conseguem aumentar seu volume durante sua produção, porém sem aumentar os custos que são fixos, as mesmas obterão ganhos em sua economia de escala. Esses ganhos de economia de escala expõe o aumento existente na produção, quando a empresa eleva seu volume de insumos de produção em alguma porcentagem, ofertando assim diversas vantagens competitivas através de uma redução de custos médios que é se é proporcionada.