Resumo sobre a profissão Analista de Sistemas


Dentre os vários ramos de informática, há certa confusão em que profissional cuida de que tipo de função, o que acaba gerando dúvidas sobre o ofício do analista de sistemas. E na crescente evolução tecnológica, o mercado acaba ficando carente de bons profissionais de Tecnologia da Informação (TI), exatamente a função de um Analista de Sistemas. Segundo a Brasscom, Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia, há uma defasagem de cerca de 78 mil profissionais de TI, que precisam ser repostos no mercado.

Resumo sobre a profissão Analista de Sistemas

Funções de um Analista de Sistemas

O Analista de Sistemas precisa ser formado em curso superior dentre o de Análise de Sistemas, Análise e Desenvolvimento de Sistemas Ciência da Computação, Sistemas da Informação, e outros relacionados a carreira. É o responsável por analisar, projetar, desenvolver, documentar e programar sistemas de informação, solucionando qualquer problema relacionado à computação, hardware e software.

Dentre seus campos de atuação, há três que se destacam:

Analista de Negócios

Ele participa de reuniões e briefings com o cliente, para auxiliar na criação de projetos que envolvam a parte tecnológica. Para ser mais adequado a função, o profissional deve ter um perfil negociador;

Produção de Software

Cabe ao analista de sistemas o desenvolvimento de software, assim como a participação em todos os seus processos. Esse tipo de função requer um grande conhecimento de engenharia de software.

TI

O profissional é responsável para implementação e implantação de soluções tecnológicas para a empresa, como uma infraestrutura de rede, supervisão dos computadores e suas instalações, configurações e manutenção dos sistemas operacionais, assim como tudo relativo ao bom funcionamento da rede e da intranet.

Para criar um novo banco de dados, o analista precisa ter exata noção do tipo de dados que o cliente possui para desenvolver o mais adequado a sua necessidade. Em seguida, ele precisa instalar esse banco de dados, para suprir as informações dos softwares instalados na empresa. Seu papel primordial é garantir a segurança do sistema, para evitar perdas, vírus ou invasão.

O suporte também faz parte de seu trabalho, seja fazendo as atualizações necessárias de softwares. Nesse suporte, o analista pode conceber manuais técnicos de uso, para auxiliar os usuários a utilizarem bem os programas instalados, assim como tirar todas as dúvidas pessoalmente.

O profissional que deseja trabalhar com análise de sistemas deve ter algumas peculiaridades em seu perfil, como boa visão matemática, fluência em inglês, atenção aos detalhes e organização. E também informações sobre tendências e novidades do mercado mundial, aliado a criatividade, para poder criar softwares inovadores e diferenciados, sugerindo as empresas novos caminhos tecnológicos racionais e inovadores.

Os cursos duram em média de três a quatro anos e estão distribuídos em faculdades particulares e públicas em todo o país. A média salarial de um Analista de Sistemas gira em torno de R$ 5 mil para os iniciantes até R$ 8 mil para os mais experientes.

O analista de sistemas pode trabalhar como autônomo e atender a uma rede de pessoas físicas ou jurídicas, criando uma clientela a partir de sua boa reputação no desempenho de suas tarefas. Pode ser um empregado registrado de uma empresa em especial onde pode dar toda a atenção a todos os procedimentos internos. Ele pode também trabalhar para empresas de TI, agencias de comunicação e tecnologia ou mesmo ser um empreendedor, criando uma empresa própria para atender a demanda e emitir nota fiscal de serviços.

Desenvolvimento de Software

O Analista de Sistemas é o responsável pela criação e todos os procedimentos de um software. Ele pode ser desde um simples editor de textos a programas mais elaborados de gestão ou aplicativos para celulares.

Para atender à solicitação de seu cliente, o analista de sistemas precisa buscar todas as informações sobre o projeto, com necessidades e dificuldades da empresa, para então fazer um planejamento com rigoroso foco nos detalhes. Afinal em computação, qualquer falha pode representar custos e perda de tempo.

Na criação desse projeto, o analista cria a arquitetura do software, ou seja, definirá como será sua estrutura, assim como a linguagem produzida, a interface, banco de dados e outros detalhes relevantes.

Com a teoria pronta, é hora de colocar em prática e implementar o projeto do software. Nessa etapa, todas as informações são decodificadas e há inúmeros testes para observar cada detalhe para suprir os erros, lentidões e falhas antes sua implantação.

Durante esse processo, os usuários podem ajudar nos testes, já que são eles que podem apontar os itens que suprem suas necessidades cotidianas e os que estão defasados. Inclusive, avaliando a interface e identidade visual para que fique alinhada com o objetivo do projeto.

Por fim, sua implantação na rede. Nesse processo, todo rigor é pouco para não perder informações durante a migração de dados e com o treinamento dos funcionários, para que usem as ferramentas corretamente e com eficácia.