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O Surgimento das Células Eucarióticas

O surgimento das células eucarióticas teve início há quase 2 bilhões de anos, e teve sua origem diretamente ligada aos organismos anaeróbios procariontes. O surgimento dessas células acabou contribuindo para que a estrutura molecular acabasse se tornando mais complexa e especializada.

O Surgimento das Células Eucarióticas

Muitos pesquisadores e especialistas consideram o surgimento das células eucarióticas um dos maiores e mais relevantes fenômenos da história do planeta Terra. Isso se justifica por conta das novas possibilidades que essas células deram aos organismos vivos.

Com o surgimento das células eucarióticas, os organismos da Terra conseguiram se tornar ainda mais complexos durante o processo de evolução e, consequentemente, adquirir novas funções, características e formas de interação, possibilitando o surgimento de novas adaptações que tornaram novas formas de vida possíveis em nosso planeta.

Principais características

É possível dividir os organismos formados pelas células eucarióticas, os eucariotos, em unicelulares, representados principalmente pelas amebas, e em pluricelulares, como as plantas e animais. Como o próprio nome diz, os organismos unicelulares são formados por apenas uma célula e os pluricelulares um conjunto de células eucarióticas.

Os eucariotos são formados por uma membrana plasmática, pelas organelas e pelo hialoplasma, além de possuírem um núcleo totalmente individual. O surgimento desses organismos se deu por conta do desenvolvimento de diversas dobras membranosas que possibilitaram a proteção de todo o material genético presente na membrana nuclear.

As organelas foram responsáveis por dar uma maior dinamização para o processo de evolução do metabolismo celular. As principais organelas são os lisossomos, os peroxissomos, o complexo de Golgi, o retículo liso, o retículo rugoso, as mitocôndrias e os plastos.

Durante todo o processo de evolução, diversos tipos de bactérias primitivas acabaram desenvolvendo a capacidade de tirar um proveito energético maior durante a respiração. Essa característica as tornou bactérias aeróbicas.

Por outro lado, outros tipos de bactérias optaram pelo processo de transformar substâncias inorgânicas em substâncias orgânicas, iniciando o processo de quimiossíntese, de fermentação e de fotossíntese, transformando-se em bactérias autotróficas.

Tanto as bactérias aeróbicas quanto as bactérias autotróficas acabaram imersas nos eucariotos simples, mantendo diversos tipos de interações e funções que trazem benefícios para os dois lados. Enquanto as bactérias conseguem receber nutrientes e proteção para a sua sobrevivência, os eucariotos passaram a utilizar todo o processo fotossintético e aeróbico realizado pelas bactérias em seu favor. Essa situação tornou possível a presença dos cloroplastos e das mitocôndrias no interior dos organismos eucarióticos.

Um pouco mais sobre as nossas células

As células são consideradas as menores unidades de vida existentes em nosso planeta. Todas as características e funções realizadas por todos os seres vivos dependem dessas unidades de vida. Mas o que causa essa dependência? Essa situação se justifica pelo fato das células serem consideradas as unidades fisiológicas e morfológicas de todos os organismos vivos existentes.

É possível dividir as células em duas categorias. A primeira é o grupo das células procarióticas, formado pelas células que não possuem um núcleo verdadeiro. No lugar desse núcleo, essas células apresentam um nucleoide, região que armazena todo o seu material genético.

O segundo grupo de divisão das células é formado pelas células eucarióticas, que como dito anteriormente, possuem um núcleo verdadeiro, muito bem definido e formado por uma membrana. No caso dessas células, todo o material genético é envolvido na carioteca, um envoltório nuclear com membranas.

Outra diferença entre as células eucarióticas e as células procarióticas é o citoplasma. O citoplasma está presente nas células eucarióticas e é formado por várias organelas que realizam funções fisiológicas fundamentais para os seres eucariontes. Porém, nas células procarióticas, essas organelas membranosas estão ausentes e não fazem parte da sua composição.

Além dessa característica, outra situação que diferencia as células procarióticas das células eucarióticas é o citoesqueleto. O citoesqueleto é uma estrutura totalmente exclusiva das células procarióticas. Essa estrutura é formada por diversos microfilamentos proteicos que possuem como principal responsabilidade manter a integridade das células. Além disso, o citoesqueleto também realiza o transporte das organelas e por todo o movimento celular realizado pelos eucariontes.

De uma forma geral, as células eucarióticas estão presentes em nosso universo de uma maneira muito especializada e difundida. Sem elas, a existência de todos os organismos multicelulares e complexos não seria possível.

Um dos principais exemplos dessa possibilidade de formação de organismos complexos que as células eucarióticas permitem é o corpo humano. As células eucarióticas que formam o corpo humano são responsáveis por estruturar diversos tipos de tecidos e de realizar diversas funções essenciais para o funcionamento do nosso organismo. Estima-se que existem trilhões de células eucarióticas formando o corpo humano.

Por conta dessa grande quantidade de células eucarióticas formando o nosso organismo, também existem milhares de mitocôndrias que acabam produzindo a energia que necessitamos para realizar diversas atividades que fazem parte do nosso cotidiano. Já nas células vegetais, os cloroplastos dominam e realizam a produção de alimentos nas plantas, tornando-se responsáveis pela cadeia alimentar.

Fenômenos Naturais

A primeira questão a ser esclarecida sobre o tema é que não se deve confundir fenômenos naturais com desastres naturais.

Fenômenos Naturais

Por uma questão cultural, as pessoas associam a palavra “fenômeno” a episódios grandiosos, que possuem a condão de trazer grandes consequências, como ciclones, terremotos, vulcões, maremotos e tantos outros.

Grande parte daquilo que o senso comum entende como fenômeno natural é, na verdade, um desastre natural. O importante a salientar é que todo desastre natural é um fenômeno natural.

Fenômenos naturais são todos os eventos da natureza. Assim como a chuva, a transformação de uma lagarta em borboleta ou o nascimento de um bebê urso na Coreia do Norte fazem parte desse conceito.

Fenômeno natural e fenômeno artificial

As relações e as diferenças entre fenômenos naturais e artificiais são bem fáceis de entender.

Apenas para reforçar o conceito, o fenômeno é um evento que pode ser identificado, observado, descrito e explicado.

Segundo o filósofo Immanuel Kant, todavia, a percepção do fenômeno é apenas o registro da experiência humana, que não se assemelha às coisas naturais como elas são de fato.

O fenômeno artificial é todo aquele provocado pela ação do homem. A luz elétrica, a roda que move veículos, a internet, todos são exemplos de fenômenos artificiais, embora seja necessário observar que esses últimos estão tão condicionados às leis naturais quanto os últimos.

Há casos, porém, em que os efeitos da ação do homem e da natureza se misturam. Embora haja uma corrente científica que garanta que o efeito estufa, no estágio atual em que se encontra, é um fenômeno 100% natural, sem qualquer interferência humana, a estudos outros que afirmam o contrário, qual seja que os gases causadores do aumento do efeito estufa são aqueles emitidos à atmosfera pela atividade humana.

O nascimento de um novo ser humano é um fenômeno natural, mas pode ser induzido artificialmente, através de um processo cirúrgico. Na verdade, o homem desenvolveu técnicas para fertilização e fecundação artificial. O curso de um rio é um fenômeno natural, mas o homem constrói barragens e muda esse curso de modo a atender suas próprias necessidades, gerando energia ou levando água a regiões secas, melhorando a qualidade de vida das populações locais.

Pode-se entender que, sendo o homem um fenômeno natural, também o sejam suas ações, ainda mais sendo essas condicionadas pelas leis naturais. Trata-se de um mamífero, que se reproduz como os demais. Não obstante, o homem é o único entre os seres conhecidos sobre a terra que possui consciência e capacidade de aprendizado não instintivo e permanente. O homem é o único animal capaz de transformar a natureza, em que reside, também, a maior ameaça ao planeta e à própria existência humana.

A própria consciência da ameaça pode ser um processo transformador, pois tem aumentado a percepção de que a raça humana é parte da natureza e responsável pela harmonia nas diversas relações naturais. A defesa do meio ambiente, da biodiversidade, do desenvolvimento sustentável e até mesmo de melhores condições de vida para o conjunto das populações humanas se enquadram nessa visão.

Fenômenos naturais – Exemplos de maravilhas da natureza e espetáculos assustadores

Enquanto o homem persegue sua própria consciência, a natureza segue proporcionando fenômenos maravilhosos e espetáculos assustadores.

1 – Vulcões

Os vulcões são estruturas geológicas através das quais substâncias do interior da terra são expelidas por meio de uma abertura.

As fendas são abertas pela atividade vulcânica no interior da terra rompendo o bloqueio de rochas mais frágeis, lançando magma, cinzas e gazes no exterior.

Um vulcão em erupção é um fenômeno fascinante e também assustador.

2 – Neve

A neve é um fenômeno natural capaz de construir paisagens ao mesmo tempo fascinantes e desoladoras.

Acontece quando a temperatura está mais de 20 graus abaixo de zero, o que faz com que se formem cristais nas nuvens, que se juntam no percurso até o solo e voltam a ficar congelados.

3 – Raios

Os raios fazem parte do pacote de eventos assustadores. Trata-se de uma descarga de energia, que chega a atingir 125 milhões de volts, lançada na terra, capaz de produzir grandes estragos, como abrir valas no chão.

4 – Terremotos

Os terremotos estão na categoria dos fenômenos naturais mais temidos pelo homem, capazes de arrasar cidades inteiras.

São acarretados por uma falha geológica, decorrente da movimentação das placas tectônicas e da deformação das rochas. Além dos tremores, o terremoto pode abrir fendas na terra.

5 – Tsunami

Tata-se de um fenômenos originado por erupção vulcânica, terremoto ou outro evento natural, que provoca um movimento de água, formando uma onda que pode se movimentar por milhares de quilômetros. Eventualmente, encontro a costa e as ondas de pouco mais de um metro se transformam em gigantes que podem superar os 30 metros.

6 – Pororocas

A pororoca é o fenômeno causado pelo encontro do Rio com o mar, cuja principal característica é o estrondo do choque entre as duas massas de água e a formação de ondas.

O vocábulo “jeito” e suas acepções polissêmicas

A palavra ‘jeito’ possui inúmeros significados, chamada de polissêmica. Originado do latim “jactus”’, que indica tiro, arremesso, lançamento e atirar, é apenas uma das formas de utilizar a palavra. Também da mesma origem, surgem a palavra jato, que indica “de uma só vez” e “muito rápido”.

O vocábulo “jeito” e suas acepções polissêmicas

Na polissemia é possível atribuir diferentes significados a um mesmo vocábulo, que se adequa ao contexto proposto. Essa possibilidade é um dos diferenciais da riqueza da língua portuguesa, que oferece um grande dinamismo, chamado de neologismo semântico, por estabelecer ações semânticas que levam em conta suas possibilidades de significados.

Tudo de acordo com o contexto

A língua portuguesa é muito rica e algumas palavras como o vocábulo “jeito”, demonstram flexibilidade em se adaptar ao contexto em que está incluída. Seu significado mais utilizado indica uma forma de conduzir as coisas ou se comportar, como no exemplo “Carolina desse jeito vai longe”.

Também é usado como a maneira correta de agir ou executar uma ação como “jeito certo” ou uma denominação mais carinhosa sobre alguém como “jeito carinho” que pode se estender a “jeitosa”. Pode ser atribuído a formato como “o jeito do olho dela” e avaliação de caráter como “jeito de ser”.

A palavra ‘jeito’ é sempre escrita com “j” na inicial e nunca “geito”, como eventualmente é atribuído. Seu diminutivo “jeitinho” não é utilizado para atribuir algo menor, mas como uma alternativa em lidar com um problema, conforme o exemplo “meu pai vai dar um jeitinho no móvel quebrado”.

O termo vem causando controvérsias por ser atribuído a parte da população que tem um método peculiar de lidar com suas dificuldades e que nem sempre é licitamente. O “jeitinho brasileiro” configura dentre uma das características do país, oscilando entre o carisma e a ilegalidade.

Já o “jeito brasileiro” é compreendido de forma mais positiva, definindo um perfil hospitaleiro, alegre e empático. Outros direcionamentos da palavra jeito podem ser vistos em:

– Ajeitado: como pessoa de boa aparência ou organizado:
– Desajeitado: o sentido oposto de ajeitado;
– Jeitoso: bonito, harmônico, equilibrado. É muito usado para definir beleza peculiar, que é mais delicada.

Definição de polissemia

A polissemia designa algo com vários significados, como algumas palavras da língua portuguesa. Palavras como jeito e vela podem mudar totalmente o sentido de acordo com a frase em que foram inseridas. Enquanto “vela” pode ser de cera e com pavio para iluminar, também há vela de barco e o verbo velar, que significa vigília.

O contexto é sempre indicado como uma das principais motivações para essa multiplicidade de significados, mas há também adequação a metáfora da frase e a afinidade etimológica do vocábulo.

Há muitas pessoas que acreditam que a polissemia é o mesmo que a homonímia, cuja diferença básica entre elas é que enquanto a polissemia apresenta uma palavra com vários significados, mas com a mesma origem do radical, a homonímia possui palavras idênticas na escrita ou na pronúncia, mas oriundas de resultados distintos.

As palavras homonímias são divididas em:
– homônimas homógrafas, com a mesma grafia, como este pronome com este ponto cardeal: governo – substantivo, com governo – verbo; pregar – verbo, com pregar – como dar sermão;
– homônimas homófonas, com a mesma pronúncia, como cheque – pagamento e xeque do xadrez; conserto – como reparo e concerto – música;
– homônimas perfeitas, com a mesma pronúncia e grafia, como cura – verbo e substantivo; cedo – verbo e advérbio; banco – assento e instituição financeira.

Já as palavras polissêmicas se multiplicam em significados distintos, a partir de um único radical. Como o caso da palavra “letra”, que significa parte do alfabeto, forma de escrita e canção. Ou “boca”, que pode ser abertura de um recipiente, parte do corpo humano e provocação.

É comum confundir a polissemia com a ambiguidade. No caso da ambiguidade, uma palavra pode ser transformada para valorizar uma oração como “a porca da sua tia está mais limpa” e causar duplo sentido no contexto, já que não se entende bem se a porca em questão é o animal que pertence a tia ou se foi usado como adjetivo para a pessoa. As frases ambíguas podem ser compreendidas como irônicas.

Essa questão não ocorre com a polissemia, já que a palavra de fato tem significados distintos, mas é preciso observar todo o contexto da frase para direcionar a compreensão sobre o que ela se refere.

No caso do vocábulo “jeito” todas essas possibilidades ficam muito claras. Por não se tratar nitidamente de uma homonímia e nem uma ambiguidade, tem o mesmo radical, pronúncia e escrita em todos os seus significados. Como nos exemplos abaixo:

“Ela sempre dá um jeito para tudo”;
“É preciso se aproximar do animal com bastante jeito”;
“Marcos leva jeito para medicina”;
“Camila tem um jeito que me encanta”;
“Preciso dar um jeito nessa TV”;
“Acordei com um jeito no pescoço”.

Sementes

As sementes são essenciais para garantir o desenvolvimento e a sobrevivência dos vegetais em meio terrestre. Isso porque as estruturas têm a finalidade de preservar o embrião e ainda garantem a dispersão das espécies na natureza. Para entender como o processo funciona, é importante conhecer a origem do elemento em questão nas plantas.

Sementes

As plantas com semente apareceram há cerca de 365 milhões de anos, durante o período Devoniano. O primeiro aspecto a ser entendido é que o surgimento dessa seção concedeu um benefício significativo para certos vegetais, já que ela é mais resistente que o esporos das espécies menos evoluídas. As sementes fornecem os nutrientes para que o embrião possua a energia necessária para progredir mesmo em situações adversas. Em adição, elas podem se manter dormentes por um período maior ao dos esporos.

Tendo em vista que a semente é o óvulo fecundado e desenvolvido, ela comporta o embrião. Portanto, define-se que a estrutura apresenta três partes básicas:

• embrião;
• revestimento protetor;
• suprimento nutricional.

Nesse contexto, vale esclarecer que existem dois grupos de vegetação: gimnosperma e angiosperma.

A semente de cada uma das categorias mencionadas distinguem-se na sua origem. Enquanto em espécimes de gimnosperma a reserva do material nutritivo vem do gametófito feminino, em angiosperma a sua origem é o endosperma.

• gimnosperma

No caso da gimnosperma, a reserva de armazenamento origina-se do gametófito feminino. O óvulo é composto pelo nucelo, que contém o megagametófito (constituído por tecidos arquegônios e de nutrição) e pelo tegumento envoltório.

• sementes das gimnospermas começam descobertas e mais adiante são envoltas por estruturas conhecidas como cones ou pinhas (exemplo: pinhão);
• a sua fecundação é mais simples em comparação à angiosperma.

• angiosperma

Aqui, a reserva vem do já citado endosperma, que é formado no processo de dupla fecundação. Esse fenômeno acontece devido à fecundação dos nomeados núcleos polares por um gameta masculino. Dado o cenário, o tecido não é esporofítico e nem gametofítico.

– as sementes costumam se desenvolver dentro do fruto;
– em certos casos, os tecidos do fruto unem-se ao tegumento da semente a ponto de se confundirem com ele, como no caos do girassol e do milho.

Normalmente, o embrião e o endosperma da classe das angiospermas ocupam a parte maior das sementes. Já o envoltório depende da espécie observada, pois varia de acordo com as características particulares do óvulo. Em algumas unidades, o envoltório é bem reduzido, enquanto em outros ele fica bastante seco e endurecido. Assim, ele consegue preservar o embrião da ação solar, bem como das alterações de temperatura e inclusive de organismos responsáveis pela decomposição.

O embrião forma-se com a fecundação da oosfera. Em representantes das angiospermas, o embrião é composto por um eixo parecido com um caule e por uma raiz rudimentar. Dispõe ainda de duas folhas modificadas, chamadas de cotilédones. Essas estruturas são reservas nutricionais fundamentais para o embrião em desenvolvimento.

Sobre a dispersão das sementes

Um dos papéis centrais das sementes é ser a unidade de dispersão das espécies. E, para que tal finalidade seja cumprida, ela dispõe de uma variedade de recursos possíveis. Determinadas estruturas só levadas de um ponto a outro pelo vento, por exemplo. A água e os organismos vivos, como pássaros, também realizam esse transporte. Há ainda aquelas sementes que são literalmente expelidas do fruto a partir de processos explosivos.

Os grãos carregados pelo vento são bastante leves e, no geral, contam com fatores que facilitam o voo, tipo as alas. Por sua vez, as sementes deslocadas pela água apresentam tecidos capazes de armazenar ar. Desse modo, elas viabilizam a flutuação e impedem que o excesso de umidade danifique o embrião. E, finalmente, as sementes transportadas pelos animais costumam ter características que auxiliam a adesão na pelagem ou frutos que se tornam alimentos para certas espécies.

Sobre a germinação

A etapa de germinação dá-se quando a semente encontra um local apropriado para o seu desenvolvimento. No geral, tem-se aqui uma absorção de água que faz com que a estrutura aumente de volume. Como resultado, o envoltório rompe-se e o próximo estágio começa. É a partir dessa ação que o embrião inicia o seu crescimento. Via de regra, a primeira parte a se formar é a raiz, sucedida pelo caule e pelas folhas.

As sementes exibem um mecanismo muito útil de preservação da próxima geração, impedindo que a germinação ocorra em condições desaforáveis ao crescimento da planta. Onde há invernos mais rigorosos, a estrutura pode passar o inverno todo dormente, coberta de neve, germinando apenas na primavera. Essa mesmo propriedade explica os bancos de sementes encontrados em florestas. As estruturas acumulam-se no solo e aguardam que uma árvore mais velha tombe, o que permite a entrada de luminosidade. Contudo, outras espécies seguem uma tática bem simples: produzir um número elevado de sementes. A estratégia é eficaz, porém demanda um alto investimento energético da planta.

Chumbo

Elemento químico que pertence ao grupo 14 da tabela periódica e pode ser encontrado no sexto período, o chumbo está localizado no grupo do carbono e tem massa atômica de 207,21 u.a. Esse metal representativo pode ser representado pelo símbolo químico Pb, pois sua nomenclatura em latim é plumbum.

Chumbo

A utilização do chumbo pelos seres humanos está longe de ser um fato recente. Desde a antiguidade, diversas civilizações já sabiam da existência desse metal e o utilizavam em seu dia a dia na produção de utensílios domésticos, como garfos e facas, e também para alterar a acidez do vinho, atividade que nos dias de hoje é proibida por conta dos riscos que a toxicidade do chumbo pode trazer para o corpo humano.

Hoje em dia, é possível encontrar relatos que comprovam a utilização do chumbo em 3000 antes de Cristo, pela famosa civilização romana, e também pela civilização fenícia, em 2000 antes de Cristo. Nesses períodos, cerca de 100 mil toneladas de chumbo eram utilizadas por essas civilizações.

Diversos objetos antigos feitos de chumbo já foram encontrados por pesquisadores e historiadores. O mais antigo deles pode ser visto no templo de Osíris e estima-se que ele tenha sido produzido em 3800 antes de Cristo.

Outras curiosidades sobre o chumbo também foram encontradas em diversos relatos de alquimistas que viveram nessas épocas. De acordo com os textos desses especialistas da época, o chumbo possuía uma forte ligação e conexão com o planeta Saturno.

Principais aplicações do chumbo

Poucas pessoas sabem, mas o chumbo pode ser extraído diretamente da natureza por meio de três minerais específicos, a cerusita, a galena e a anglesita. A partir desses minerais, temos acesso ao chumbo e podemos utilizá-lo na fabricação de diversos objetos e aplicá-lo para diversas finalidades. As principais aplicações do chumbo são:

Produção de lâminas com grande flexibilidade e resistência;
Em baterias automotivas;
Fabricação de diversos tipos de ácidos, como o ácido sulfúrico;
Durante a composição de ligas metálicas;
Utilização como antibacteriano;
Fabricação de munições;
Produção de soldas;
Chumbo como aditivo em combustíveis.

Durante muito tempo, o chumbo também foi utilização na produção de diversos tipos de cosméticos, produtos de beleza e também pigmentos. Era muito comum encontrar esse metal em batons e em tintas de cabelo.
Porém, diversos estudos revelaram que o uso do chumbo nesses produtos poderia trazer riscos para a saúde das pessoas. Por isso, em diversos países do mundo, a utilização do chumbo foi proibida para esse fim e o metal não aparece mais na composição desses produtos.

Conheça as principais características desse metal

Quando se encontra em temperatura ambiente, o chumbo permanece em estado sólido e possui uma coloração azulada marcante. Porém, ao entrar em contato com o ar, esse elemento químico acaba alterando a sua coloração e se tornando mais acinzentado.

Apesar de possuir um aspecto rústico e firme, o chumbo é considerado um metal extremamente maleável e macio. Apesar de ter uma grande resistência à corrosão, esse elemento é visto como um péssimo condutor elétrico. Seu ponto de fusão é determinado em 600k e o seu ponto de ebulição em 2022k.

A toxidade do chumbo ainda é motivo para muita pesquisa e discussão. Sabe-se que as civilizações antigas utilizavam esse metal de maneira livre e desconhecendo os verdadeiros períodos que ele pode apresentar para o corpo humano.

Com o avanço da humanidade, foi possível descobrir que o chumbo pode ser extremamente prejudicial para a saúde dos seres humanos. Entrar em contato com esse elemento, seja de maneira oral, por meio da pele ou de maneira inalatória, pode trazer danos para a saúde da pessoa e, em casos mais graves, risco de morte.

Independente da idade, todas as pessoas estão susceptíveis à intoxicação por esse elemento. Porém, mulheres grávidas, bebês e crianças devem ter ainda mais cuidado, pois o risco de intoxicação por chumbo é ainda maior e pode trazer danos irreversíveis.

Mas como essa contaminação pode acontecer? É muito comum que a intoxicação por chumbo aconteça por meio da utilização de itens domésticos que foram revestidos com esmaltes a base de cobre. Isso acontece pois, ao entrar em contato com elementos ácidos, o chumbo acaba se dissolvendo e entrando em contato direto com o alimento que está sendo ingerido.

Os efeitos do calor não ajudam na degradação do chumbo e esse elemento não se descompõe com a passagem do tempo. Por isso, sua capacidade de acumulação em nosso organismo é extremamente alta, localizando-se principalmente nos ossos, nos rins, no cérebro e também no fígado.

Quando a pessoa acaba intoxicada pelo fígado, diversos sintomas podem indicar o problema. O paciente acaba sofrendo com muitas dores na região do abdômen, vômitos constantes, convulsões e fraqueza muscular. Ao apresentar esses problemas, um médico deve ser consultado imediatamente e exames de sangue e radiografias devem ser realizados.

Filtro de íons

Quando cientistas e pesquisadores realizam uma pesquisa que possui partículas carregadas, o estudo de partículas com velocidades extremamente definidas se torna algo fundamental. Mas o que esses profissionais precisam fazer para que esse estudo se torne realidade? Geralmente, a análise e o estudo dessas partículas são feitos por meio de um filtro de íons.

Filtro de íons

E o que faz esse filtro? A principal e mais importante função de um filtro de íons é o bloqueio direto de todas as partículas estudadas que possuem uma velocidade que se mostra diferente da velocidade determinada pelos cientistas e pesquisadores.

Construção do filtro de íons

Você deve estar se perguntando como é feita a construção desse filtro. Nas situações em que o filtro de íons se faz necessário, os pesquisadores optam por construir um filtro de formato cilíndrico e que contenha dois pequenos buracos nas bases. Além disso, o filtro deve possuir dois eletrodos que atuam na produção de um campo elétrico extremamente constante.

Essa construção é inserida perfeitamente em um campo magnético chamado de campo magnético B. Esse campo possui uma direção perpendicular ao campo elétrico E. Nesse caso, é possível notar que o filtro possui a capacidade de separar a área em que os íons são produzidos da área em que se pretende estudar os íons.

Ao analisar essa situação, é possível perceber que todos os íons que conseguem passar pelo segundo buraco de maneira fácil e rápida, são aqueles íons que possuem a velocidade correta e definida pelos cientistas. Os íons que não possuem essas características acabam sendo desviados da rota e, consequentemente, acabam batendo diretamente nas paredes presentes no cilindro utilizado para o estudo.

Observação dos íons

Todos os íons que entram com a velocidade ideal definida pelo cilindro acabam sendo afetadas por uma força total que é definida por meio da soma vetorial de todas as forças magnéticas e também das forças elétricas. Portanto, nesse tipo de filtro, as forças magnéticas e elétricas acabam tendo a mesma direção, porém, possuem sentidos totalmente contrários.

Nessas situações, quando a força magnética e a força elétrica acabam possuindo o mesmo valor e, consequentemente, possuem exatamente o mesmo módulo, a força total acaba sendo definida como zero. Em formato de fórmula, esse momento pode ser descrito como Qe = Qvb.

Podemos concluir, então, que somente os íons que possuem a velocidade considerada ideal pelos pesquisadores e cientistas terão a capacidade de fazer seu caminho pelo cilindro sem ser impactado por nenhum tipo de força, saindo diretamente pelo buraco de saída.

No caso dos íons que possuem velocidades diferentes das definidas no início do estudo, as chances de serem impactados por uma força total, que é diferente de zero, são maiores. Quando isso acontece, os íons acabam sendo desviados do seu caminho inicial e, consequentemente, erram e não alcançam o buraco de saída.

Ao possuir o controle total do campo elétrico E que existe dentro do filtro de íons, é totalmente possível optar pela seleção da velocidade dos íons que serão capazes de passar pelo filtro e alcançar a saída sem nenhum tipo de alteração.

Agora que já sabemos como um filtro de íons funciona, é fundamental entender o que são os íons. Para isso, é preciso ter em mente que, para que um átomo seja considerado eletricamente neutro, é necessário que ele possua o mesmo número de elétrons e de prótons. Quando essa situação não acontece ou se torna impossível, surgem os íons.

Isso significa que os íons nada mais são que os átomos que acabaram perdendo o ganhando elétrons durante uma reação química. Os íons podem ser classificados como ânions, caracterizados pelos átomos que ganham elétrons e se carregam de forma negativa, e cátions, formados pelos átomos que perderam elétrons e acabaram ganhando uma carga positiva.

De maneira simplificada, podemos dizer que os ânions são representados pelos íons negativos e os cátions são representados pelos íons positivos. Em situações em que há a ligação entre os íons negativos e os íons positivos, formamos uma ligação iônica. Um dos mais importantes exemplos de ligação iônica acontece na formação do cloreto de sódio, o famoso sal de cozinha.

De forma geral, concluímos então que os íons são componentes químicos que surgiram como resultado de uma situação em que ocorreu o ganho ou a perda de elétrons como consequência de uma reação eletricamente carregada.

Mas, para que um elétron seja excluído da eletrosfera de um íon, é necessário que exista uma energia mínima. Esse processo é chamado de potencial de ionização, e acontece principalmente quando o elétron não foi impactado com nenhum tipo de estímulo e possui o estado gasoso.

Nessas situações, percebemos que, quanto mais elevada for a energia recebida pelo átomo em questão, menor será a sua tendência de se transformar em um íon positivo. Os metais em geral são elementos que possui pouco potencial de ionização. Já os halogênios possuem essa capacidade elevada.

Guerra da Crimeia

O conflito que colocou o império russo contra a união entre o Império Otomano, o Reino Unido, a França e o reino da Sardenha ficou geralmente conhecido como Guerra da Crimeia. Essa batalha teve seu início em 1853 e prolongou-se até 1856.

Guerra da Crimeia
Consta que na data de 16 de outubro de 1853, mesmo sem qualquer conflito começado, houve uma declaração de guerra do sultão otomano. Em março de 1854 a França e o Reino Unido fizeram o mesmo. Após os pontapés iniciais, com as declarações de guerra, o conflito realmente se instaurou.

A Guerra da Crimeia marcou um conflito decorrente em diversos cenários: às margens do Mar Negro, nos Balcãs, no Báltico e também no Pacífico. Um alto número de forças militares e navais estava diretamente envolvido nesse conflito, representando ambos os lados. Calcula-se que tenham sido em torno de 900 mil soldados lutando a favor do império russo e aproximadamente 600 mil combatentes levantando a bandeira da aliança adversária.

O número de baixas também foi bastante alto. Além das mortes causadas pela própria guerra, muitas pessoas foram acometidas por doenças como a cólera, por exemplo. A Guerra da Crimeia foi um combate intermitente, marcado pelas campanhas militares alternadas pelos contatos diplomáticos, além das várias negociações em busca do alcance de paz.

Afinal, quais foram as causas da Guerra da Crimeia?

Como grande parte dos conflitos históricos, a ambição protagoniza essa guerra. Nesse caso foram as ambições expansionistas do Império Russo que geraram o combate, diante do declínio e enfraquecimento do Império Otomano durante a primeira metade do século XIX. Tanto a França como a Grã-Bretanha temia que o fortalecimento exagerado da Rússia causasse algum dano aos frágeis equilíbrios de poder na região. O medo dos países originou no apoio aos otomanos, e a entrada em guerra com a Rússia.

Haviam ainda algumas questões de prestígio em jogo, particularmente por parte do imperador francês Napoleão III. Ele tinha como ambição a elevação do seu estatuto internacional, então viu na guerra uma grande oportunidade. As causas próximas da guerra ainda envolveram todos os cristãos da Terra Santa que estavam sob a administração otomana.
Foi exigido por parte do czar alguns direitos de proteção sobre esses cristãos ortodoxos. Enquanto isso, a França reclamava-se como protetora de todos os católicos. Todos esses pormenores eram apenas meros pretextos para todo o jogo diplomático na arena internacional. Rapidamente esse jogo se transformou num grande conflito, gerando a guerra que trouxe diversas e graves consequências.

Qual foi o desfecho desse conflito?

E após um grande embate, a Rússia acabou derrotada na Guerra da Crimeia, sendo obrigada a abrir mão de seus projetos de expansão nos Balcãs, além de recuar na Crimeia e começar a respeitar a integridade do Império Otomano.

Ainda houve outras consequências com o fim da guerra, como a declaração do Mar Negro como zona neutral, sendo aberto à marinha de todas as nações (porém continuou interditado para os navios de guerra). A derrota russa na batalha de Sebastopol (1855) foi o motivo da precipitação do acordo de paz no ano seguinte. Porém foi a própria opinião pública (tanto britânica quanto francesa) que fazia pressão nos respectivos governos para promover a paz. As pessoas acreditavam que esse conflito era totalmente desnecessário, sendo um motivo completamente inútil para causar mortes e sofrimentos desnecessários.

Outro fato que merece total destaque é a Guerra da Crimeia ser considerada o primeiro conflito da Era Industrial. Com isso, esse foi o primeiro combate que teve registros fotográficos, além do intenso uso de telégrafo e o caminho-de-ferro. Em paralelo a esse conflito, houve outras novidades que surgiram na época, referentes às táticas utilizadas pelos militares: o uso de trincheiras e também de fogo de barragem da artilharia. Essas táticas foram facilmente generalizadas mais tarde, tornando-se comumente utilizadas.

Falando mais sob o aspecto militar do conflito, a Guerra da Crimeia foi um ponto interposto entre Waterloo e a Primeira Guerra Mundial. Apesar dos exércitos empregarem seus uniformes e táticas de uma maneira napoleônica, as armas utilizadas eram “melhorada”. Ou seja, as armas eram letais e de manejo facilitado. O combate realçou a importância da logística, das trincheiras e também o poder de fogo. Isso antecipou a experiência da Guerra Civil Americana, ocorrida entre os anos de 1861 e 1865.

Ainda há o registro de muitas outras inovações após a Guerra da Crimeia. Navios de guerra começaram a ser blindados, surgiu o telégrafo elétrico intercontinental, as minas submarinas apareceram e também a fotografia de guerra começou a ser utilizada (supracitada como primeira experiência na Guerra da Crimeia). A baixa humana foi imensa:

• 25.000 britânicos;
• 100.000 franceses;
• Um milhão de russos.

Eles morreram, além dos combates, em decorrência de doenças ou ainda negligência. O aspecto humano da Guerra da Crimeia foi reconhecido na Grã-Bretanha através da introdução da mais alta condecoração por bravura, a “Victoria Cross”.

Atenção farmacêutica

Ir à farmácia praticamente todo mundo já foi e, provavelmente, a maioria das pessoas também já tirou algumas dúvidas com a pessoa que trabalha lá do outro lado do balcão na farmácia. Mas você sabe o que realmente engloba a atenção farmacêutica?

Atenção farmacêutica

Neste artigo, abordaremos este importante serviço e quais são as atividades que englobam este conceito. Você vai descobrir que ela vai muito além do simplesmente tirar dúvidas a respeito dos medicamentos que o médico prescreve. Veja só:

O que engloba a atenção farmacêutica

Antes de mais nada é preciso que a gente saiba que nem todo mundo que trabalha em uma farmácia é realmente farmacêutico. A maior parte dos profissionais que encontramos por lá é formada por atendentes, isto é, pessoas que estão ali para prestar uma assistência e ajudar os clientes a encontrar o que desejam.

Qualquer atendente pode entregar a você os produtos que deseja comprar, inclusive os medicamentos que estão descritos na maioria das receitas médicas, com exceção de alguns grupos específicos de drogas.
Mas o farmacêutico é um profissional diferenciado. Ele possui formação acadêmica de pelo menos 4 anos, em uma faculdade cuja licença foi liberada pelo MEC. Durante os anos de curso, o estudante aprende sobre uma infinidade de assuntos, incluindo anatomia humana, bactérias e outros microrganismos e claro, medicamentos, desde seus princípios ativos, passando pelo desenvolvimento do produto e aplicação.

Ou seja, ele é realmente um profissional diferenciado que possui o conhecimento necessário para garantir nossa segurança com relação ao uso dos medicamentos. Ele também possui a capacidade suficiente para nos indicar ações para qual a nossa saúde bem como o melhor uso dos dispositivos indicados pelo médico.

Ou seja, ele pode tanto dar uma assistência dentro da farmácia quanto atenção. A assistência farmacêutica se caracteriza por este apoio dado nas lojas, tirando dúvidas sobre medicamentos e indicando qual é a melhor forma de aproveitar ao máximo a indicação feita pelo médico.

Por outro lado a atenção farmacêutica é uma atividade que vai muito além. Ela engloba também o acompanhamento do paciente, agindo de forma mais participativa na manutenção da saúde de toda a comunidade.
Entre as muitas ações que podem ser realizadas pelo profissional durante a sua atuação dentro da atenção farmacêutica, podemos citar:

* Atendimento farmacêutico
* Dispensação de medicamentos
* Intervenção farmacêutica
* Farmácia Comunitária
* Acompanhamento
* Educação e apoio

Durante o atendimento farmacêutico, o profissional irá ouvir o paciente e analisar toda a sua situação. Ele poderá avaliar se há a necessidade do uso de medicamentos e tomar decisões juntamente com o paciente.
Na dispensação, mais do que simplesmente entregar ao paciente os medicamentos prescritos por um médico autorizado, o farmacêutico vai auxiliar a pessoa para que faça o melhor uso deste dispositivo, através de informações a respeito de quantidades, periodicidade, uso concomitante com outras substâncias e até a respeito de possíveis reações.

Durante a intervenção, o profissional atua diretamente com o médico e equipe de saúde, focando em uma melhoria mais rápida e efetiva para o paciente. É o farmacêutico nestes casos, quem faz o acompanhamento do paciente com relação ao uso dos medicamentos indicados.

A chamada farmácia comunitária engloba a prestação de serviços de farmácia para a sociedade ligada ao SUS – Sistema Único de Saúde e que pode ocorrer tanto de forma individualizada como coletiva.
Já com relação ao acompanhamento, educação e apoio, cabe ao farmacêutico manter um olhar atento a todas as necessidades do paciente durante o tratamento, garantindo que problemas relacionados o uso de medicamentos possam ser previstos e evitados.

A atenção farmacêutica é então o atendimento global ao paciente, inclusive na hora de educar com relação às melhores práticas de saúde e apoiando em decisões importantes com relação à sua saúde.

Um trabalho em conjunto para uma saúde mais completa

Podemos dizer, portanto, que contar com a atenção farmacêutica pode garantir uma maior qualidade de vida e resultado mais eficaz no tratamento de doenças e condições de saúde. Afinal, juntos, médicos, terapeutas e farmacêuticos, conseguem entregar um atendimento mais completo e próximo da realidade.

Afinal de contas, nem sempre os pacientes podem encontrar seus médicos a todo momento, podendo recorrer com dúvidas, perguntas e preocupações urgentes ao farmacêutico, profissional altamente capacitado e que poderá garantir a manutenção de seu tratamento e a segurança com relação a sua própria saúde.

Os maiores objetivos da atenção farmacêutica é, portanto, ajudar na cura de doenças, minimizar problemas e complicações que possam surgir com o uso de medicamentos e ainda ajudar a sociedade a se manter mais saudável e tranquilo. Portanto, se você tiver dúvidas ou preocupações com relação aos medicamentos indicados ou se deseja simplesmente saber mais a respeito desta atuação do farmacêutico, converse com um profissional. Em todas as farmácias do Brasil há pelo menos um profissional apto pronto para ajudar você a ter uma melhor qualidade de vida.

Solos

Quando pensa-se nos elementos que permitem a existência de vida na terra, o primeiro pensamento é o ar e a água. De fato, trata-se de elementos vitais; no entanto, existem outros que são tão importantes quanto, apesar de não receberem a atenção devida. Este é o caso do solo.

Solos

Dito de maneira simples, ele consiste em um elemento que forma a camada mais superficial da crosta terrestre. Essa camada é resultante de um extenso e paciente trabalho da natureza, uma vez que ela consiste de partículas orgânicas e minerais que vão sendo depositadas no chão em camada, e devido à ação de diversos agentes – a exemplo dos fenômenos climáticos, como sol intensa, chuva, ventos e frio combinados com a ação de organismos como fungos, bactérias e cupins –, vão desgastando as camadas e formando os diferentes tipos de solo.

Em termos científicos, pode-se dizer que o solo é originado a partir da pedogênese, um processo físico e químico que atua sobre a litosfera – camada sólida externa localizada na superfície de planetas –, fazendo com que diversas ações ocorram sobre a superfície.

Composição e funções do solo

Apesar de haver diversos tipos de solos ao redor do mundo, cientificamente é possível afirmar que sua composição é composta por quatro camadas, todas bastante conhecidas.

A primeira camada é o chamado solo fértil, ou seja, aquele rico em substâncias orgânica que permite que o plantio o crescimento das plantas por meio da água e sais minerais que contém.

A segunda camada corresponde a de sais minerais, na qual estão presentes a argila, o calcário e a areia. A terceira camada é a de rochas sedimentares. Por fim, a quarta camada é a de rocha matriz, ou seja, que ainda não possuem elevado grau de decomposição.

Para o homem, os solos têm imensa importância pois são de onde seu alimento provém, uma vez que mesmos os animais dos quais provém a carne se encontram em uma cadeia alimentar na qual em algum momento as plantas são determinantes. Indo um pouco além na história, foi a capacidade de manipular o solo que permitiu que o homem deixasse de ser nômade para estabelecer moradia em um só local, dando origem às sociedades.

Essa camada mais externa da superfície terrestre também é responsável pela reciclagem de matéria orgânica, evitando que o chão vire um “lixão” de compostos orgânicos, por controlar o fluxo de água, por preservar a qualidade da água presente nos lençóis freáticos (subterrânea), dentre diversas outras importantes funções.

Classificação

Antes de partirmos para os tipos propriamente ditos, vale ressaltar que a classificação dos solos nesta ou naquela categoria é feita de acordo com a granulometria, da dimensão e distribuição dos grãos que compõem determinado terreno. Existem outras classificações, como por cor e taxonômica, mas aqui a de acordo com a granulometria será a adotada.

Arenoso: como o próprio nome indica, nos terrenos compostos por este solo predomina a areia em sua composição, indicando duas importantes propriedades: a primeira é formado por minerais primários e quartzo; a segunda é que ele não tem capacidade de reter água, sendo por isso pouco fértil. É encontrado em algumas partes da região Nordeste do Brasil;

Árido: este tipo de terreno é encontrado em regiões que possuem baixo índice pluviométrico, chegando muitas vezes a ficar anos sem receber água. Justamente por este motivo, é extremamente infértil, sendo capaz de abrigar e manter somente animais e plantas altamente adaptadas à falta d’água;

Argiloso: este lembra o arenoso, mas sua composição é majoritariamente formada pela argila, o que significa que mesmo que não tenham tanto porosidade (capacidade de absorver água) como o solo arenoso, quando bem distribuídos possui grande capacidade de retenção de água, especialmente se tiverem poros de origem biológica, como ocorre em terrenos argilosos em diversas partes do Brasil;

De montanha: como visto, na formação dos solos ocorre o desgaste de rochas. Como as montanhas são altas, a superfície de suas rochas demoram a serem desgastadas, e por isso este é um solo tido como jovem;

Lixiviado: em terrenos com essa composição, os índices pluviométricos são altíssimos, o que causa uma retirada excessiva de potássio e nitrogênio da superfície, tornado-a pobre em nutrientes;

Negro de planícies e pradarias: é encontrado em vastas regiões do globo terrestre, como o cerrado brasileiro, que fica em uma imensa planície. Tem como principal característica o fato de ser rico em matéria orgânica, fazendo com que vegetação predominante seja rasteira;

Latossolo: uma de suas principais características são os tons terrosos dado pela alta concentração de óxidos, como o de ferro. Possuem alta porosidade, são profundos e encontrados em região de clima tropical semiúmido e úmido, como em grande parte da África e do Brasil;

Orgânico: é considerado como o mais fértil, pois a decomposição da matéria orgânica fornece minerais e outros compostos necessários ao crescimento das plantas. Apesar disso, perde grande parte de sua fertilidade em clima tropical.

Variação de Entalpia de Solução

Diversos processos físico-químicos envolvem a troca de calor. As alterações no estado físico e as reações químicas ocorridas nesses processos são estudadas pela Termoquímica. Quando há absorção de calor esse processo é denominado endotérmico, mas, se há liberação de energia, trata-se de um processo exotérmico. Então:

1. Processo exotérmico: ocorre liberação de energia
2. Processo endotérmico: ocorre absorção de energia

Variação de Entalpia de Solução

Veja 2 exemplos de reações exotérmicas e endotérmicas:

A combustão da madeira, por exemplo, é um processo exotérmico porque envolve a liberação de calor. Um exemplo de reação endotérmica acontece durante a fotossíntese, quando as folhas de uma planta absorvem a energia solar, transformando a água e o gás carbônico em oxigênio e glicose.

Essa troca de calor só acontece porque reagentes e produtos contêm energia.

Denomina-se ENTALPIA a energia contida em reagentes e produtos.

Não há como calcular, com exatidão, a entalpia de reagentes e produtos, mas, com o uso do calorímetro, instrumento que mede o calor liberado em reações químicas e mudanças de estado físico, é possível determinar a variação de entalpia, dada por ΔH.

Cálculo da variação de entalpia ( ΔH):

A fórmula usada para calcular a variação de entalpia é:

ΔH = Hfinal – Hinicial ou ΔH = Hprodutos – Hreagentes

O que dizem os resultados desse cálculo?

Quando o resultado da variação de entalpia for negativo, trata-se de um processo exotérmico, ou seja, houve liberação de calor. Portanto, a entalpia dos produtos é inferior à entalpia dos reagentes.
Assim, temos que: ΔH 0 → endotérmica

Como a variação de entalpia (ΔH) está sujeita à influência de fatores como pressão, temperatura, número de mol e estado físico, foi estabelecido um padrão para comparar a entalpia de substâncias, em estado de estabilidade, ou seja, a entalpia padrão é definida sob temperatura de 25º C e pressão de 1 atm. Portanto, a variação de entalpia padrão ocorre quando é considerada a entalpia padrão dos reagentes e produtos. Entalpia padrão = ΔH0

Tipos de entalpia

Conforme o tipo de processo (endotérmico ou exotérmico) e a alteração do estado físico de reagentes e produtos existem 5 tipos básicos de entalpia:

1. Entalpia de combustão: refere-se ao processo de combustão total de 1 mol de alguma substância, a qual está em estado padrão.

2. Entalpia de formação: corresponde à energia, absorvida ou liberada, durante a reação de 1 mol de substância simples, resultando em uma substância composta.

3. Entalpia de mudança física: nesse processo é calculada a quantidade de energia para alterar o estado físico de 1 mol de alguma substância, o que pode ocorrer através de fusão, solidificação, liquefação ou vaporização.

4. Entalpia de neutralização: é a energia absorvida ou liberada, na mistura de soluções ácida e básica.

5. Entalpia de decomposição: corresponde à quantidade de energia absorvida ou liberada, quando o produto final da decomposição de uma substância composta resulta em substâncias simples.

Entalpia de solução: como a variação é calculada?

O cálculo da variação de entalpia de solução envolve as duas etapas desse processo de dissolução de substâncias em água. Primeiro, é necessário determinar a [entalpia reticular], decorrente do processo de absorção de energia, quando a substância é dissolvida.
Depois, é preciso conhecer a [entalpia de hidratação], relativa à liberação de energia. A soma das entalpias reticular e de hidratação corresponde ao valor da variação da entalpia de solução.

Entalpia reticular (ΔHret)
O processo de dissolução de uma substância em água envolve a separação de ións desse soluto. Para que isso aconteça é necessário que o retículo cristalino absorva energia, resultando na separação de cátions e ânions. Portanto, a primeira fase da dissolução envolve um processo endotérmico, com variação de entalpia positiva, uma vez que entalpia do produto é maior do que a entalpia do reagente.

Entalpia de hidratação (ΔHhid)

Após a separação dos íons do soluto, os dipolos das moléculas do solvente, neste caso, a água, irão atrair os íons de cargas opostas. Este é um processo exotérmico, ou seja, existe liberação de energia na interação entre íons e dipolo.

Conhecendo as entalpias reticular e de hidratação, é possível calcular a [variação de entalpia de solução]:

ΔHsol = ΔHret ΔHhid

O que você precisa lembrar sobre entalpia e variação de entalpia em solução:

Entalpia (H) é a grandeza física referente à quantidade de energia existente em substâncias, variando conforme as mudanças de estado físico.

Variação de entalpia (ΔH) corresponde à diferença entre a entalpia final e a inicial, determinada pela fórmula: ΔH = Hprodutos – Hreagentes

Variação de entalpia de solução é igual à soma da variação de entalpia reticular e entalpia de hidratação:
ΔHsol = ΔHret ΔHhid

As informações sobre variação de entalpia de solução foram úteis a sua pesquisa?

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Burgúndios

Os Burgúndios foram uma tribo do leste germânico, com origem na Escandinávia, que viveu principalmente no século 4. Também eram conhecidos como “montanheses”.

Burgúndios

Suas primeiras impressões surgiram, na verdade, no século I, na Polônia, antes de começarem a migração. Passaram algum tempo na área que atualmente é Berlim, antes de efetivamente irem para oeste. Então, no ano de 411, o imperador romano gaulês (e usurpador) Jovino determinou que uma região próxima ao rio Reno fosse deixada aos cuidados do rei burgúndio Gundário. Não foi por acaso: Jovino era um fantoche de Gundário, colocado no poder justamente com esse objetivo. Esse foi o início do primeiro reino burgúndio.

A presença do povo burgúndio permaneceu sem maiores mudanças até 435-436, quando tentaram expandir seu território para a Gália Bélgica através de repetitivas incursões. Foram impedidos por um general romano chamado Flávio Aécio, cuja batalha que liderou matou o rei Gundário. Para tanto, Aécio convocara os mercenários hunos, que obviamente saíram vitoriosos. Em seguida, sob comando agora de Gundioc, os que sobraram dos burgúndios se estabeleceram ao redor do lago Genebra. Por mais alguns anos, viveram em paz, novamente com o status de federados como antes possuíam para ficar na margem do Reno.

Em 451, acabaram por se unir a Aécio, apesar de terem sido inimigos anteriormente, para impedir a invasão de Átila. Esta batalha, conhecida como batalha de Chalons (ou batalha dos Campos Cataláunicos), uniu o povo burgúndio e os hunos, bem como outras tribos. Borgonha era já há um tempo uma grande aliada de Roma, que se encontrava em sua época de baixo império. Todo esse período foi o segundo reinado de Borgonha.

Em 455, houve uma acusação feita a um líder burgúndio, considerando-o traidor, por ter supostamente participado do assassinato de Petrônio Máximo durante o caos ocorrido logo antes do saque de Roma. Não só ele, mas o aristocrata Ricímero também foi acusado – RIcímero era muito provavelmente parente de um ou dois dos últimos reis burgúndios.

Em 456, o povo burgúndio entrou em acordo com senadores romanos locais para expandir seu território mais um pouco e fazer uma divisão de forças. Infelizmente para eles, esses acordos não duraram muito tempo. Ricímero causou a queda de outro imperador de Roma, Ávito, e colocou no lugar Majoriano. Só que Majoriano não serviu aos propósitos de Ricímero e, ao invés disso, expulsou os burgúndios após um só ano de reinado, em 457. Alguns anos depois, ele foi assassinado por Ricímero.

Em 472, Ricímero voltou para o quadro ao planejar o assassinato de seu então sogro, o imperador da Roma Ocidental Antêmio. Ele conseguiu que Gundebaldo decapitasse o imperador. Ricímero colocou no trono Olíbrio, mas ambos morreram em pouco tempo de causas naturais. Gundebaldo então fica no lugar de Ricímero como “indicador de imperadores”, colocando Glicério em 473 – mas ele foi deposto por Júlio Nepos no ano seguinte. Gundebaldo voltou para Borgonha para dividir o reino entre seus irmãos, após a morte do pai, rei do reino burgúndio até o momento.

A briga pelo poder em Borgonha foi uma bagunça sangrenta nos anos seguintes. Depois de batalhas, assassinatos e traições, Gundebaldo se tornou o único rei de Borgonha, em meados de 500. Em 516 ele morreu. Antes disso, havia dominado a Gália, o sudeste da França e o oeste da Suíça.

Em 534, os burgúndios foram conquistados pelos francos. O reino burgúndio acabou por ser absorvido pelos reinos merovíngios, deixando então de existir por si só.

Leis, religião e nome

As leis burgúndias foram divididas em três códigos legais, alguns dos mais antigos já deixados por tribos germânicas. O primeiro, O Livro da Constituição Segundo a Lei de Gundebaldo, também conhecido como Lex Gundobada, foi lançado em partes entre os anos de 483 e 516. Eram leis e regras típicas desse período germânico. Depois, também houve um anexo da “Lei Romana dos Burgúndios”, seguindo a ideia de leis diferentes para diferentes etnias, e mais tarde o tríplice código legal se encerrou com o Prima Constitutio, lançado por Sigismundo, filho de Gundebaldo.

A religião dos burgúndios era majoritariamente arianista, ou seja, uma visão cristã baseada no presbítero cristão Ário. Ário vinha dos tempos da igreja primitiva, que negava a ideia de que Jesus fosse Deus. Essa visão religiosa colocava o povo burgúndio como suspeito nos olhos do Império Romano Católico. Entretanto, essa relação começou a mudar com Gundebaldo, e principalmente com seu filho, declaradamente católico. Muitas conversões surgiram nessa época, 500, quando o segundo reino burgúndio já se aproximava do fim.

O nome burgúndio, a princípio, era relacionado ao que hoje é a França, mas é na realidade referente à região da Borgonha. Apesar disso, os descendentes atuais vivem em áreas da Suíça e da França, ainda devido à sua expansão territorial.

Principais reis burgúndios

– Gondicário (413-436)
– Gundíoco (437-470)
– Gundomário (470)
– Quilperico (470-474)
– Godegisel (470-500)
– Gundebaldo (500-516)
– Sigismundo (516-524)
– Godomário (524-534)

Pampas

Os pampas, ou somente o pampa, é uma região geográfica que está localizada somente no estado brasileiro do Rio Grande do Sul e corresponde a cerca de 63% de todo o território estadual.

Pampas

Neste artigo, você vai aprender tudo a respeito desta área, quais são as suas características e importância, não somente para o Rio Grande do Sul, mas para todo o planeta. Veja a seguir:

Principais características dos Pampas

A palavra pampa tem origem indígena, quéchuá e aimará e significa planície. A área está subdivida em 3 diferentes biomas é considerado como um dos ecossistemas mais antigos do país. Por isso, possui uma rica biodiversidade, incluindo espécies que ainda não foram catalogadas e são desconhecidas da ciência.

Estudiosos acreditam que há mais de 3 mil espécies de plantas, em sua maioria gramíneas. Com relação à fauna, estima-se que somente no pampa gaúcho, podemos encontrar mais de 500 espécies de aves, 100 de mamíferos e muitos outros animais. Por este motivo, é considerado patrimônio natural genético, natural, além de também cultural, com importância tanto nacionalmente quanto em todo o mundo.

O clima encontrado por ali é o temperado subtropical. Ou seja, suas características envolvem uma grande variação de sazonalidade com as 4 estações bastante definidas. Nos extremos, os verões são bastante quentes e os invernos bem frios, incluindo uma grande incidência de geada e até neve de forma mais esparsa. As temperaturas médias do pampa ficam em torno de 15 e 18 graus Celsius, sendo que as máximas podem alcançar 38 graus e as mínimas, -10 graus Celsius.

Estas características climáticas existem devido a presença de massas de ar que são oriundas da área Tropical Continental e Atlântica e também dos polos. São as movimentações constantes destas massas, portanto, que definem as temperaturas do local.

O solo dos pampas é bastante fértil e desde sua colonização Ibérica, permite a vasta atividade pecuária devido as gramíneas existentes naturalmente. Os campos nativos portanto, permanecem como sendo a principal pastagem para o gado criado na região. Desta forma, acaba ocorrendo uma proteção da fauna e da flora local, além da própria cultura da região, campeira e que se tornou a marca e a imagem do gaúcho.

Mas infelizmente, nos últimos anos, têm havido uma rápida alteração na região, a partir da iniciativa de fazendeiros que incluíram pastagens de espécies exóticas no pampa. Com isso, têm havido não somente uma alteração nas paisagens do local, como também proporcionado um desequilíbrio ambiental bastante sério.

Segundo estudos realizados na região, esta alteração e a monocultura, têm sido responsável por uma diminuição muito rápida no bioma. Em 2008, segundo dados do CSR/IBAMA, 2010, restavam apenas 36% da vegetação nativa.

Por este motivo, muito da diversidade biológica e cultural que existe nos pampas, e que faz parte da história do Rio Grande do Sul desde seus primórdios, está agora ameaçado. Afinal, este tipo de alteração na natureza de um meio ambiente contribui para desequilíbrios nas populações de animais, além de causar a erosão e o enfraquecimento do solo.

A importância dos pampas para o planeta

Pode parecer exagero, mas todo e qualquer pedaço de terra no planeta é importante para o equilíbrio do meio ambiente. Por isso, o pampa, que é uma vasta área rica em fauna e flora, também é tão importante para a proteção de todos os ecossistemas existentes, inclusive os que estão do outro lado do mundo.

Além disso, somente 25% de toda a superfície do planeta possui características de campo, como as que podemos encontrar no Rio Grande do Sul. Parece muito, mas nem todas estas áreas são protegidas. Parte disso ocorre porque, menos exuberante do que as florestas, estas regiões acabam passando a impressão de que estão repletas apenas de pastagens, o que não é verdade.

Muitas outras plantas e animais só podem sobreviver neste tipo de característica e manutenção dos pampas portanto, pode garantir o equilíbrio total de outras espécies e inclusive do clima. Cabe portanto a todos que estão envolvidos diretamente com as atividades econômicas que sobrevivem dos pampas, agir de forma mais responsável para com a sua proteção.

Para isso, é preciso, antes de mais nada, evitar a plantação de gramíneas exóticas e manter o equilíbrio com as matas ciliares, capões de mata e banhados, que também fazem parte desta mesma região. Buscar a diversificação de produção e investir em um manejo mais responsável também é primordial.

O Estado também deve garantir a proteção destas áreas, através de programas que visem a manutenção dos pampas. Atualmente, pouco mais de 3% de toda a área é protegida por lei, sendo que somente 0,9% são integralmente, enquanto os demais são voltados ao uso sustentável. É preciso portanto investir na criação de mais áreas de preservação, em conhecimento e no fomento do desenvolvimento econômico sustentável e na educação de produtores rurais e agropecuários da região.

Colangite Esclerosante Primária

Problema de saúde considerado raro por médicos e especialistas, a colangite esclerosante primária é uma doença que afeta entre 10 e 40 pessoas em um total de 1 milhão, atingindo principalmente pacientes do sexo masculino com idade entre 40 e 45 anos.

Colangite Esclerosante Primária

A colangite esclerosante primária é caracterizada pela inflamação dos dutos biliares na região externa e interna do fígado humano. Causando uma cicatrização progressiva na região, esse problema de saúde causa a obstrução desses dutos, levando a obliteração.

Quando a cicatrização progressiva que acontece nos dutos biliares não é tratada e se agrava com o tempo, a colangite esclerosante primária acaba evoluindo de quadro e se tornando cirrose. Em consequência dessa situação, as substâncias que ajudam o organismo humano a absorver as gorduras, chamadas de sais biliares, acabam não secretando de maneira adequada.

Ainda não se sabe quais são as verdadeiras causas para que uma pessoa desenvolva esse problema de saúde. Porém, diversas pesquisas realizadas sobre o assunto indicam que uma das possibilidades é a característica autoimune do paciente, situação que leva o sistema imunológico da pessoa a atacar os tecidos saudáveis presentes no organismo.

É muito comum que esse quadro da doença seja comparado com a cirrose biliar primária. A grande diferença entre os dois problemas de saúde se dá por conta de afetar os dutos biliares intra-hepáticos e também extra-hepáticos.

Fatores de risco

Apesar de ainda ser considerada rara, a colangite esclerosante primária já indica a presença de alguns fatores de risco para o seu desenvolvimento. O principal deles é a questão hereditária. Pesquisas revelaram que esse problema de saúde possui uma tendência de ocorrer em famílias, características que indicam que a questão genética pode estar diretamente relacionada ao seu desenvolvimento.

Também é bastante comum que pacientes que possuem algum tipo de doença inflamatória na região do intestino também tenham tendência em desenvolver a colangite esclerosante primária. Em pacientes que possuem a doença no histórico familiar, alguns tipos de lesões ou infecções nos dutos biliares podem causar a doença também. Essas situações podem acontecer principalmente durante alguns procedimentos médicos, como a endoscopia.

Principais sintomas e tratamento

Os principais sintomas apresentados pelos pacientes que possuem a colangite esclerosante primária é a fadiga e a coceira. É muito comum que esses dois sintomas tenham início de forma sutil e acabem se agravando de maneira gradual, causando muita dor e desconforto.

A alteração da coloração da pele e da parte branca dos olhos do paciente para amarelo, sintoma chamado de icterícia, também acaba atingindo as pessoas que sofrem com esse problema de saúde. Em muitos casos, o paciente também desenvolve quadros de colangite bacteriana, que nada mais é que a inflamação ou infecção dos dutos biliares. Isso causa dores intensas na região do abdômen e muita febre.

Por conta da alteração na secreção dos sais de bile, o paciente que sofre com a colangite esclerosante primária acaba ficando incapaz de absorver alguns tipos de vitamina. Essa situação acaba resultando em quadros de osteoporose e esteatorreia.

Em 75% dos casos de colangite esclerosante primária, os pacientes desenvolvem no organismo os chamados cálculos biliares e os cálculos nos dutos biliares. Essa situação acaba causando o aumento do volume na região do baço e também do fígado.

Outros sintomas apresentados por essa doença é o acúmulo de líquido na região abdominal, a insuficiência hepática e também a hipertensão portal. Em alguns casos, o paciente que possui a doença acaba não manifestando nenhum tipo de sintoma até que o quadro já esteja avançado para a cirrose.

Ao sentir um ou mais desses sintomas, a pessoa deve procurar ajuda médica de forma imediata. O diagnóstico da colangite esclerosante primária é feito por meio de testes da função hepática do paciente, exames de imagem, ressonância magnética, radiografia e ultrassonografia. Cerca de 15% dos pacientes com colangite esclerosante primária acabam desenvolvendo câncer nos dutos biliares. Por isso, para detectar essa situação, exames de sangue também são realizados.

O tratamento da colangite esclerosante primária é feito de acordo com os sintomas apresentados pelo paciente e pelas possíveis complicações causadas pela doença. Em caso de pessoas que não apresentam sintomas, não é realizado nenhum tipo de tratamento. Porém, duas vezes ao ano, devem-se realizar exames de sangue para verificar se o problema está evoluindo ou não.

Na maioria dos casos em que o tratamento se faz necessário, o transplante de fígado é realizado no paciente na tentativa de prolongamento da sua vida, pois o procedimento acaba curando diversos distúrbios desenvolvidos pela doença que poderiam ser fatais para o paciente.

Nos casos de pessoas que acabam desenvolvendo a cirrose como uma das complicações causadas pela colangite esclerosante primária, é muito comum que o transplante de fígado também se faça necessário. Em situações em que o câncer dos dutos biliares também atinge o paciente, um procedimento cirúrgico para a retirada do tumor deve ser realizado.

Coeficiente de variação

Talvez você já tenha ouvido falar em coeficiente de variação na escola ou durante o seu tempo na faculdade, mas ainda não saiba o que esse termo significa exatamente e qual a sua importância no mundo da matemática. Agora, você vai descobrir tudo sobre esse fator e dominar um pouco mais sobre esse termo tão importante para as estatísticas e cálculos.

Coeficiente de variação

De maneira geral, o coeficiente de variação é um aspecto muito utilizado por quem busca desvendar a variabilidade de um dado estatístico por meio da exclusão da influência da ordem de grandeza presente na variável.
Pareceu um pouco difícil? Vamos simplificar!

Desvendando o coeficiente de variação

Na maioria dos casos, todos os estudos relacionados a estatísticas estão diretamente ligados às atitudes e momentos que necessitam de muito planejamento, coleta de dados, estratégias, organização de dados e também da análise das informações recolhidas.

Mas como é possível fazer a comparação entre dois ou mais conjuntos de informações? Para resolver esse tipo de situação, o mundo das estatísticas utiliza um termo chamado de desvio padrão. Porém, para que isso funcione, é fundamental que todos os dados tenham a mesma unidade de medida.

Nas situações em que todos os dados recolhidos e analisados foram medidos em unidades de medida diferentes, a comparação entre o conjunto de dados só pode ser feita por meio do coeficiente de variação.

E o que isso significa? Isso quer dizer que o coeficiente de variação é utilizado na análise da dispersão considerando o seu valor médio em situações que apresentam dois ou mais grupos de valores com unidades de medida diferentes. Ou seja, esse termo é uma maneira de demonstrar a variabilidade dos dados sem a utilização da influência da ordem da grandeza da variável na influência dos resultados.

Mas como é feito esse cálculo?

Agora você deve estar se perguntando como é realizado o cálculo do coeficiente de variação. Essa situação é resolvida por meio da fórmula CV = s/X . 100. Mas o que esses termos significam? O s representa o desvio padrão, o X representa a média dos dados apresentados e o CV representa o coeficiente de variação.

Fique atento! Considerando que o coeficiente de variação realiza a análise da dispersão em termos relativos, os dados alcançados por meio da sua fórmula serão representados como uma porcentagem.

Alcançados os resultados do coeficiente de variação por meio da fórmula apresentada, como é feita a interpretação dessa porcentagem? De uma forma simples, podemos dizer que, quanto menor for o resultado do cálculo do coeficiente de variação, mais homogêneos serão os dados utilizados. Isso significa que a dispersão que gira em torno da média é menor. Ou seja:

Baixa dispersão (dados homogêneos): coeficiente de variação menor ou igual a 15%

Média dispersão: coeficiente de variação entre 15% e 30%

Alta dispersão (dados heterogêneos): coeficiente de variação maior que 30%
Dessa forma, é possível concluir que o coeficiente de variação é uma forma de estatística muito utilizada por quem busca fazer uma comparação entre a variação de dados observados que podem ser diferentes em relação a suas médias e também as suas unidades de medição.

Sendo assim, o coeficiente de variação pode ser considerado uma medida relativa de variabilidade que não depende da unidade de medida que está sendo usada. Sendo assim, as grandezas presentes nos dados coletados podem se diferenciar entre si sem causar nenhuma alteração nos valores finais.

Portanto, é possível perceber que o coeficiente de variação é um termo que pode ser aplicado em pesquisas que visam comparar a precisão de estudos e experimentos diferentes. Porém, é preciso ficar atento! Para ser possível definir se um coeficiente é alto ou baixo, é necessário ter muito contato e também familiaridade com o seu objeto de pesquisa.

Mas qual é a vantagem de se utilizar o coeficiente de variação? Esse termo é extremamente útil, pois não depende da relação entre as médias dos dados, diferente do desvio de padrão, que sempre deve ser utilizado considerando esse valor. Isso significa que o desvio de padrão nunca deve ser utilizado para comparar dados que possuem unidades ou médias diferentes. Ou seja, nessas situações, deve-se optar sempre pelo coeficiente de variação.

E é possível encontrar alguma desvantagem no coeficiente de variação? Em algumas situações, esse termo se torna um pouco mais complicado de ser utilizado. Isso acontece principalmente quando o valor da média chega muito próximo de zero. Isso fará com que o coeficiente chegue muito próximo do infinito, podendo causar algumas alterações indesejadas na média.

Outra situação que não torna o coeficiente de variação uma preferência é quando buscamos definir ou fazer intervalos considerados de confiança para a média dos dados. Nessas situações, o coeficiente de variação não pode ser utilizado, diferente do desvio padrão, que se tornou o termo perfeito para esse tipo de caso.

Força magnética num condutor retilíneo

Neste artigo, você vai aprender tudo a respeito da força magnética num condutor retilíneo, principalmente sobre suas equações, conteúdo que costuma aparecer bastante em testes, provas e avaliações país afora. Além disso, compreender este tipo de conceito, ajuda a ter uma visão mais ampla do mundo e de como as coisas funcionam ao nosso redor.

Força magnética num condutor retilíneo

Antes de abordarmos precisamente a questões que envolvem um condutor retilíneo, vamos relembrar alguns conceitos importantes a respeito da força magnética em si. Assim, vai ficar muito mais fácil entender e aplicar os conhecimentos mais específicos. Veja a seguir:

Compreendendo a força magnética

Antes de tudo é preciso ter em mente que se trata de uma força entre objetos e que ela está em constante atuação, mesmo que eles não estejam realmente em contato. Ou seja, ela existe assim como a força elétrica ou gravitacional, o tempo todo.

E assim como a elétrica, ela também pode ser tanto repulsiva como atrativa e por este motivo, durante muitos anos, foi muito confundida pelos estudiosos. O nome, magnética, vem da palavra magnetismo, que tem como origem uma rocha, que também é um ímã natural, que são encontradas em uma região que era chamada de Magnésia, na Grécia Antiga.

O principal objeto da força magnética é o ímã, que por sua vez sempre possui 2 polos, o sul e o norte. Se você tentar aproximar um polo sul a outro polo igual de outro ímã, eles apresentarão uma força repulsiva, ou seja, tentarão se afastar. Da mesma forma acontece caso ente aproximar dois lados norte. Por outro lado, caso aproxime o lado sul de um ímã ao norte de outro, eles se atrairão imediatamente com determinada força. É por isso que se diz popularmente que os opostos se atraem.

Todo ímã possui um campo magnético existente ao seu redor o tempo todo. Este campo pode ser detectado ao aproximar um outro ímã. É por isso que a bússola, que é um instrumento desenvolvido com a utilização de um pequeno ímã, consegue captar os campos magnéticos existentes.
Por convenção, todas as bússolas apontam sempre para o norte da terra e, portanto, ao aproximar este instrumento de um ímã é possível saber, com precisão, qual é a direção das linhas de determinado campo magnético.

Um dado interessante é que as linhas dos campos magnéticos não possuem um começo nem um fim, mas sim, são circulares. Ou seja, podemos dizer que as linhas de força saem do polo norte e entram no polo sul infinitamente. E mais, ao quebrar um ímã, independentemente em que parte dele, haverá sempre um novo sendo criado com o novo pedaço, e por sua vez, com um polo norte e outro sul.

A força magnética, apesar de ser algo relativamente simples, é um conceito extremamente importante para a física e aplicado em praticamente todas as suas áreas, inclusive na física de partículas e na Teoria dos Campos. Ela é fundamental para a compreensão do universo e para saber como utilizar equipamentos importantes em laboratórios do mundo todo, como o famoso acelerador de partículas, por exemplo.

Por isso, entender como a força magnética funciona num condutor foi, e continua sendo, essencial para a compressão de todo o universo e de todas as teorias da física.

Como a força magnética atua num condutor retilíneo

Agora que conseguimos relembrar e reforçar alguns conceitos importantes que giram em torno da força magnética, chegou a hora de finalmente aprender como ela atua em um condutor retilíneo. Esta situação ocorre dentro de um fio, por exemplo, que é quando há um movimento ordenado de cargas elétricas dentro de um condutor de eletricidade. E quando este fio é colocado dentro de um campo magnético, é possível perceber que ele também sofre com a interferência da força magnética. Esta força é sempre representada pela letra F.

Ou seja, quando o fio é retilíneo e percorrido por uma corrente elétrica, representada pela letra “i”, cada uma das cargas de velocidade, na equação representado pela letra “v”, sofre a ação da força magnética, F. A equação, portanto, pode ser representada da seguinte forma:

F = │q│.v.B.senӨ.

Nela, o Ө é a representação do ângulo existente entre o campo magnético e a carga elétrica e o q, é a carga elétrica. Quando se sabe qual é o comprimento de tal condutor retilíneo, podemos utilizar outra equação, onde ele é representado pela letra I. Neste caso, a equação fica da seguinte forma:
l = v.Δt
v.q/i

Nesta representação, desconhecemos o Δt, que é a variação do tempo. Portanto, caso venhamos a substituir o q.v = l.i na primeira equação que foi aqui apresentada, ela ficará assim: F = B.i.l.senӨ.

Estas equações são muito utilizadas em áreas da física e garantem encontrar todas as grandezas existentes dentro de um condutor retilíneo, que está localizando dentro de um campo magnético. Um exemplo prático de onde isso ocorre é nos tubos de TV e em motores elétricos.

Charles Bukowski

Charles Bukowski foi um dos maiores escritores do século XX. Sua obra é reconhecida mundialmente e, apesar de cercada de polêmicas, segue sendo usada como referência para muitos artistas atuais. Ele viveu durante 74 anos, escrevendo obras muitas vezes consideradas obscenas. Para muitos, ele foi considerado o último “escritor maldito” da literatura americana. Seu trabalho incluía poemas, novelas, romances e contos.

Charles Bukowski

Biografia

Charles Bukowski nasceu em 16 de agosto de 1920, em Andernach, na Alemanha. Aos três anos, ele se mudou para os Estados Unidos com os pais – a mãe alemã e o pai um soldado americano. Eles estavam fugindo da crise que fora instalada no país europeu depois da Primeira Guerra Mundial.

O pequeno Charles foi então para Baltimore, seguindo em pouco tempo para Los Angeles, onde passou a maior parte da vida. Aos 15 anos ele já começava a escrever poesias. Quatro anos depois ingressou no curso de Literatura na Los Angeles City College, mas só permaneceu por dois anos.

Aos 24 anos de idade ele escreveu e publicou seu primeiro conto, “Aftermath of a Length of a Rejectio Slip”, que encontrou lar na Story Magazine. Aos 26, publica também “20 Tanks From Kasseidown”. Depois de completar uma década tentando fazer o trabalho como escritor funcionar, Bukowski se desilude e passa a viajar pelos Estados Unidos procurando empregos temporários e se hospedando em pensões baratas.

De volta à Los Angeles, em 1952, ele consegue um emprego nos Correios, no qual ficou por três anos. Enquanto isso, mantinha uma relação aproximada com a bebida. Por isso, em 1955, foi hospitalizado com um caso grave de úlcera hemorrágica. Depois de recuperado, voltou a escrever poesias e se casou, em 1957, com a também poeta Barbara Frye, mas o divórcio veio em dois anos. Charles não abandonou mais a escrita – nem a bebida.

Na década de 1960, voltou a trabalhar nos Correios, e pouco depois se mudou para Tucson, onde conheceu e se aproximou de Gypsy Lon e Jon Webb. Eles o convenceram a apostar em sua literatura e viver só disso. Ele começou publicando suas obras em revistas de literatura, como a Loujon Press, que publicou “It Catches My Heart in Its Hands” e “Crucifix in a Deathhand”, em 1963 e 1965 respectivamente.

No âmbito pessoal, nessa época, em 1964 ele teve uma filha, com sua então namorada Frands Smith.

Por algum tempo indeterminado (porém longo), o autor sobreviveu de apresentações de suas poesias em eventos culturais e universidades. Apesar disso, não costumavam ser situações favoráveis a ele, visto que não era incomum que ele causasse tumultos na plateia por se apresentar frequentemente bêbado e de forma debochada.

Só em 1969 é que Charles Bukowski foi convidado para trabalhar integralmente como escritor, para publicação com a editora Black Sparrow Press. Na década de 1970 e 1980, então, foi quando ele publicou a maioria dos seus livros. O alter ego que ele usa em grande parte deles ganhou vida em “Cartas na Rua”, de 1971. Em seguida vieram também alguns de seus títulos mais famosos, como “Factotum” de 1975 e “Misto Quente” de 1982.

Charles conheceu seu novo interesse romântico em 1976, Linda Lee Beighle, com quem permaneceu até 1985. Sua presença surge em algumas obras, especialmente “Mulheres”, de 1978, e “Hollywood”, de 1989.

Ao todo, Bukowski lançou 45 obras, sem contar, claro, as que não foram publicadas. Ele passou a ser considerado uma grande representação do niilismo muito presente após da Segunda Guerra Mundial, e se tornou uma referência sobre a decadência americana por tratar sempre de personagens marginais, com um estilo descuidado e frequentemente idolatrando o miserável.

Bukowski morreu em 9 de março de 1994, na cidade de São Pedro, Califórnia, nos Estados Unidos, vítima de leucemia. Sua morte veio logo depois do fim da produção de seu último romance, “Pulp”. Em seu túmulo, residem as palavras “don’t try”; em português, “não tente”. Foi como um ponto final para uma vida de pessimismo.

Influências e principais obras

Charles Bukowski considerou como suas principais influências Ernest Hemingway e Fiodór Dostoiévski. Nesse último é bem fácil de encontrar a semelhança em conteúdo, por ter sido ele, também, um pessimista. Já em Hemingway é mais provável que se encontre a influência de estilo, demonstrada nas frases rápidas e simples.

Com isso, não é surpresa que sua obra tenha sido comparada justamente com a de Hemingway, além de outros nomes como Louis-Ferdinand e Henry Miller.

Suas obras mais famosas foram:

– Notas de um velho safado (1969)
– Cartas na Rua (1971)
– Ereções, ejaculações e exibicionismos / Crônica de um amor louco (1972)
– Factotum (1975)
– O amor é um cão dos diabos (1977)
– Mulheres (1978)
– Misto Quente (1982)
– You Get So Alone at Times That it Just Makes Sense (1986)
– Hollywood (1989)
– Pulp (1994)