Descrição: Objetiva e Subjetiva; Coesão Textual


Descrição

A descrição é um processo no qual o indivíduo desenvolve, por meio de sua competência lexical, texto sobre as características de algo ou alguém. Nesses casos, não há a presença de temporalidade no texto, nem sequência de ações, tal qual ocorre na narração, por exemplo. Em outras palavras, um acontecimento não depende de outro para a progressão do texto. É possível fazer descrições de forma oral e escrita e elas são divididas em objetiva e subjetiva.

Descrição Objetiva

Na descrição objetiva, a maior preocupação do autor é trazer as informações mais fiéis do local ou pessoa descritos. O autor descreve conforme a realidade daquilo que está vendo. Os detalhes são explorados ao máximo, com a ajuda do vocabulário e uso denotativo das palavras, para que o leitor imagine a cena.

Normalmente, há uma visão imparcial e quantitativa, uma perspectiva técnica da linguagem. As frases não são longas, são elaboradas em ordem direta, com frequente uso de substantivos concretos e adjetivos pospostos.

Descrição Subjetiva

Ao contrário da forma objetiva, a descrição subjetiva é usada para que o leitor sinta o que o autor deseja. As palavras são ferramentas usadas pelo autor para que sejam transmitidas emoções e opiniões acerca do que é descrito. Há o desejo de incluir a emoção que a realidade causa ao autor.

A perspectiva nesse caso é totalmente parcial, a linguagem ganha um cunho mais artístico e literário. Linguagem conotativa e frases com valor de caracterizar o descrito.

Coesão

A elaboração de um texto exige algumas ferramentas para que as ideias e as frases estejam unidas como um todo. A palavra texto vem de tecitura, algo tecido e unido por fios. Esses fios são, no âmbito da linguagem, os pronomes, os advérbios, enfim, quaisquer recursos que permitam fazer referência a termos anteriores ou contribuir para progressão textual.