Aposto e Vocativo: Características e Diferenças


Neste artigo, aprenderemos um pouco mais sobre o aposto e o vocativo, dois termos da língua portuguesa que se diferenciam por alguns detalhes. Conheça um pouco mais sobre cada um deles e seus exemplos.

Aposto

Em primeiro plano, vamos falar um pouco sobre os apostos. O aposto nada mais é do que um termo que é utilizado para a enumeração, explicação, especificação ou resumo de termos como pronomes, substantivos e outras orações. Porém, a diferença está no fato de que o aposto aparece, ou antes, ou depois de termos pelos quais nos referimos na frase em questão.

aposto e vocativo

O aposto é uma das partes essenciais para a estruturação de uma frase, já que ela se relaciona diretamente com o sentido que será provocado para o termo ou nome em questão.

E entre o aposto e esse termo é quase que integral à chance de existir uma pausa, que geralmente é indicada por uma simples vírgula. Em outros casos, a pausa pode também ser expressa por parênteses, dois pontos ou, até mesmo, pelo travessão, principalmente quando o aposto quer indicar um diálogo.

Observação: essa pausa, por sua vez, não acontecerá caso o aposto especifique ou individualize um único termo.

Por outro lado, as expressões explicativas também podem aparecer com frequência logo após os apostos, como é o caso das expressões ‘isto é’, ‘a saber’ e ‘como’. Além disso, o aposto também é facilmente precedido de preposições.

Por fim, conclui-se que o aposto nada mais é do que uma expressão ou uma palavra utilizada para explicar ou se relacionar com um termo utilizado anteriormente. A intenção do aposto é sempre de explicar, esclarecer ou detalhar esse determinado termo.

Diferenciados tipos de apostos

Os apostos podem ser classificados em diferentes tipos, o que variará conforme a frase/oração em questão. Vale lembrar que identificar os diferentes apostos não é uma tarefa complicada, já que a forma como o aposto se destaca em cada uma das frases é bem expressiva.

Explicativo: o aposto explicativo é aquele utilizado para explicar um termo utilizado anteriormente. Exemplo: Tony Ramos, ator da rede Globo, é considerado um ótimo ator da dramaturgia brasileira. O aposto está entre as duas vírgulas, explicando quem é a pessoa.

Especificador: o especificador, por sua vez tem como principal intuito individualizar o termo, colocando um substantivo genérico a parte. Exemplo: Dilma Rousseff nasceu em Belo Horizonte, localizada no estado de Minas Gerais.

Enumerador: o enumerador, por sua vez, conta com uma série de termos para especificar o termo utilizado anteriormente. Exemplo: a paleta de acessórios está completa: tem rímel, sombra, lápis de olho, delineador e batom.

Resumidor: o resumidor, como o seu próprio nome já indica, resume os termos utilizados anteriormente. Professores, advogados, médicos, engenheiros, todos são excelentes profissionais.

Comparativo: o comparativo, por sua vez, compara os dois termos que estão envolvidos na oração: Exemplo: aquela menina, que parece uma boneca, estava na mesma sessão de cinema que eu e os meus amigos.

Distributivo: o tipo de aposto distributivo, por sua vez, é aquele que retoma de maneira separada as informações presentes em uma mesma frase. Exemplo: eles eram dois amigos, aquela mais alta, aquele, mais magro.

Vocativo

Com o vocativo, as coisas ocorrem de forma contrária e encontrar o vocativo em uma frase é ainda mais simples do que o aposto.

O vocativo não conta com nenhuma anexação, seja com o predicado ou com o sujeito. Sendo assim, o vocativo se destaca nas frases como um termo a parte, motivo pelo qual identificá-lo é extremamente simples.

Geralmente, o vocativo está separado nas frases por meio de vírgulas, sendo utilizado principalmente no momento de se referir ao próprio interlocutor.

A falta de relação sintática com os demais termos da oração é a forma mais simples de identificar o vocativo e diferenciá-lo do aposto, que, por sua vez, sempre tem uma ligação com alguma parte da oração.

O termo, na realidade, é utilizado então para invocar ou para chamar a atenção de um ouvinte, seja ele hipotético ou real.

Outra característica bem marcante do vocativo é o fato de que ele costuma estar, na frase, antes de interjeições que indiquem apelo, como é o caso de Olá, ó, e é.

Por conta disso, uma frase como: “Olá amiga, como foi o seu dia ontem?” já consegue nos indicar um vocativo facilmente. Confira alguns exemplos que indicam a presença de um vocativo na frase:

Filho, nos próximos anos vamos nos dedicar mais para a realização de atividades físicas.

O vocativo também pode ser encontrado na frase:

Por favor, minha amada, não se esqueça que a vida gira conforme as nossas escolhas.

Aposto x Vocativo

Sendo assim, é possível identificar que a diferença entre o aposto e o vocativo é bem simples. Enquanto o primeiro mantém uma relação sintática com outro termo presente na oração, que pode ser o sujeito ou o substantivo, o vocativo não mantém qualquer tipo de relação com os outros termos e é utilizado principalmente para dirigir a palavra a alguém.