Emprego do Pronome Pessoal e Revisão sobre Classe de Palavras e Coerência Textual


Coerência  textual
Um texto bem escrito é estruturado com partes semanticamente organizadas, de acordo com uma se­quência lógica de ideias, de argumentos. A observa­ção desses aspectos são pressupostos para a com­preensão e a interpretabilidade por parte do leitor. Para que haja coerência num texto, é necessário que ele seja um conjunto harmônico, sem elementos destoantes, ilógicos, contraditórios ou desconexos.

Emprego do Pronome Pessoal

Classes  das   palavras  — Revisão

Classe  gramatical

Conjunto formado por todas as palavras que têm a mesma finalidade. Há dez classes gramaticais em português: adjetivo, substantivo, pronome, numeral, artigo, verbo, conjunção, advérbio, preposição, in­terjeição. As as quatro últimas são invariáveis e as seis primeiras são variáveis;

Palavras invariáveis

Aquelas que não admitem flexão de forma. Exemplo: Ele chegou ontem. (Não existe a forma ontens.) Os alunos estão bem informados. (O advérbio bem não se pode flexionar nem em número nem em gênero.) Comprei na feira um quilo de maçã. (As preposi­ções funcionam como elementos de ligação entre pa­lavras e não aceitam flexões.) Segundo esse critério, as classes gramaticais fi­cam assim agrupadas:

Variáveis

1. substantivo
2. adjetivo
3. artigo
4. numeral
5. pronome
6. verbo

Invariáveis

7.   advérbio
8.   preposição
9.   conjunção
10.  interjeição

CLASSE GRAMATICAL

Substantivo
Adjetivo
Artigo
Numeral
Pronome
Verbo
Advérbio
Preposição Conjunção Interjeição

FINALIDADE BÁSICA

Dar nomes aos seres. Atribuir características aos seres. Anteceder o substantivo para determiná-lo de modo exato (definido) ou vago (indefinido). Indicar quantidades. Substituir ou acompanhar o substantivo. Indicar ação; estado; fenômeno. Modificar o verbo, indicando circunstâncias (modo, tempo, lugar, negação, etc). Ligar palavras. Ligar orações. Exprimir emoções e sentimentos súbitos.

EXEMPLOS

A secretária atrasou-se. A secretária eletrônica estragou. A —* cama está desarrumada. Um —> pé de sapato caiu pela janela. Ganhamos três presentes. Márcia leu este —>livro. Trouxeram alguns livros. Eu vou lê-los. Bruno leu o texto. Rúbia está alegre. Choveu muito ontem. Calmamente ele atravessou a rua. Todos gostam de você. Não fui à festa, porque estava gripado. Ai! Que dor nas costas!

Emprego dos pronomes pessoais

•   Os pronomes pessoais do caso reto sempre fun­cionam como sujeito. Exemplo: Eu convidei você para a festa.
•       Com exceção de eu e tu, os pronomes pessoais, quando precedidos de preposição, passam a fun­cionar como pronomes do caso oblíquo tônicos. Exemplo: Eles convidaram a nós.
•       Os pronomes eu e tu nunca vêm precedidos de preposição. Devem, portanto, ser consideradas fora da nor­ma culta construções do tipo: Entre eu e tu nada houve. Transposição para a norma culta: Entre mim e ti nada houve.
•   Deram a prova para eu resolver. Neste caso, a construção está de acordo com a norma culta. O pronome eu está funcionando como sujeito do verbo resolver e só aparentemente vem re­gido da preposição para.
•   O pronome oblíquo átono pode funcionar como sujeito. Isso ocorre quando o pronome oblíquo (me, te, se, o, a….) for sujeito de um verbo no
infinitivo e, junto com este verbo, formar uma oração objetiva direta em relação ao verbo da oração anterior.

Exemplo:
•    Os oblíquos o / a / os / as nunca podem funcio­nar como complementos de verbos transitivos indiretos. Não é da norma culta: Eu vou obedecê-lo A forma correspondente na norma culta é: Eu vou obedecer-lhe.
•    Os pronomes oblíquos lhe / lhes nunca podem funcionar como complementos de verbos tran­sitivos diretos. Não é da norma culta: Cumprimentei-lhe pelo aniversário. Tradução para a norma culta: Cumprimentei-o pelo aniversário.
•    Os pronomes se / si / consigo só podem funcio­nar como reflexivos, isto é, devem sempre ter a mesma pessoa do sujeito. Não é culta a seguinte forma: Quero falar consigo. Norma culta: Quero falar com você.
•    É comum na norma culta os pronomes oblíquos átonos virem repetidos pleonasticamente por pronomes oblíquos tônicos. Exemplo: A mim não me interessa o negócio.

Quando os pronomes o / a / os / as vêm após verbo  (enclíticos)  ou  no  meio  (mesoclíticos), ocorrem as seguintes alterações no verbo:
a)  se o verbo terminar em r / s / z, caem essas letras e aparece um l antes do o: formar + o —> formá-lo conduz + o —> condu-lo levamos + o —> levamo-lo
b)  se o verbo termina em m ou ditongo nasal, aparece um n antes do o: fizeram + o -> fizeram-no, põe + o —> põe-no
c)  na 1a pessoa do plural + nos, cai o s: vamos + nos —> vamo-nos

Observação: Quando os pronomes lhe / lhes vêm enclíti­cos, o verbo não sofre alteração alguma. Exemplo: \Enviamos-lhe o material.

Predicado verbo-nominal

•       um núcleo no verbo, outro no nome;
•       inclui sempre verbo intransitivo ou transitivo e um predicativo (do sujeito ou do objeto).
Exemplos: O trem chegou à estação atrasado. Médicos acham inadiável a cirurgia.

Vocativo
•       Relação: termo isolado dentro da oração;
•       Forma: sem preposição e entre pausas;
•       Valor: termo posto na frase para interpelar o interlocutor.
Exemplo: Prezado amigo, venha jantar conosco.