Período Composto por Subordinação: Orações Reduzidas; Conjunções


Orações Reduzidas

Observe a análise da fala do primeiro balão:
• Mafalda, –  vocativo;
•         apanha a roupa – oração principal;
•         que deixaste no chão! – oração subordinada

Período Composto por Subordinação

adjetiva restritiva.

Esse mesmo período pode ser reduzido se for retira­da a conjunção e se o verbo for escrito no particípio: Mafalda, apanha a roupa deixada no chão! As reduzidas classificam-se de acordo com a forma nominal que apresentam e exercem a mesma função sintática que teriam no período, se fossem desenvolvidas.

Reduzidas de infinitivo

São em geral substantivas ou adverbiais e raramente adjetivas. A seguir são apresentados alguns exemplos.
•         Substantiva subjetiva – É possível contornar a situação.
•         Substantiva objetiva indireta – Tudo dependeria de ela voltar para o trabalho.
•         Substantiva completiva nominal – Alguns têm esperança de ter um emprego rentável.
• Substantiva objetiva direta – Ele afirma ser o vencedor do campeonato.
• Adverbial temporal – Ao sair do curso, perdi os documentos.
•         Adverbial final – As autoridades se organizaram para regularizar o abastecimento de álcool.
•         Adverbial concessiva – Apesar de jogar bem, o time foi desclassificado.
•         Adjetiva restritiva – Ana não era uma pessoa de falar muito.
•         Adjetiva restritiva – Essa é a ferramenta de se regular engrenagens.

Reduzidas de gerúndio

São em geral adverbiais e raramente adjetivas. A se­guir são apresentados alguns exemplos.
•         Adverbial causal – Percebendo a má vontade do vendedor, deixei de comprar os livros.
•         Adverbial temporal – Descobrindo o endereço, localizei o museu da cidade.
•         Adjetiva restritiva – Em plena rua, viam-se cri­ anças pedindo esmolas.
•         Adjetiva restritiva – Chegam nos Estados Uni­dos centenas de imigrantes trazendo a esperança de uma vida melhor.

Reduzidas de particípio

São geralmente adjetivas ou adverbiais. A seguir são apresentados alguns exemplos.
•         Adjetiva restritiva – Compramos muitos produ­tos vindos da China.
•         Adjetiva restritiva – A gasolina distribuída no país não é pura.
•         Adverbial causal – Preocupado com a hora, não percebeu a aproximação de seu chefe.
•         Adverbial concessiva – Mesmo vencido, o can­ didato não desistiu da carreira.

Funções das palavras “que” e “se”

Como morfológica e sintaticamente, o que e o se já foram analisados, serão mostradas agora algumas parti­cularidades que cada uma dessas palavras apresenta vi­sando a um melhor domínio das relações sintáticas e se­mânticas exercidas por elas. A palavra que é a mais difícil de analisar, pois assu­me várias funções na língua portuguesa.

Na primeira tirinha o que é um conectivo, ou seja, uma conjunção que inicia uma oração subordinada subs­tantiva objetiva direta. Na segunda, um pronome inter­rogativo. Na terceira, um pronome relativo, pois equiva­le a um termo antecedente e equivale a o qual. Como mostram os exemplos, a palavra que pode re­ceber classificações diferentes – morfologicamente pode ocupar todas as classes gramaticais, exceto as de verbo e de artigo. Vejamos com mais detalhes os valores e fun­ções dessa palavra:

Conjunção coordenativa explicativa: Introduz uma oração coordenada explicativa. Vamos nos encontrar brevemente, que estou com saudades.

Conjunção subordinativa
•     Integrante: introduz oração subordinada subs­tantiva. Estranhou apenas que ele, amigo, viesse acompa­nhado de um cão.
•     Comparativa (precedido de mais, menos, tão etc.), consecutiva (precedido de tão, tal, tama­nho, etc.), concessiva, condicional (= se), cau­sal, final: introduzem orações subordinadas ad­verbiais.O cão entrou tão naturalmente que parecia perten­cer a ele. (consecutiva).

Interjeição: Exprime uma emoção. Nesse caso, é exclamativo e acentuado. Quê?! O cachorro não é seu?

Partícula explicativa ou de realce: Tem o mesmo valor que é que. Imprime ênfase ou realce ao que se diz. As partículas explicativas podem ser retiradas sem que o sentido fique comprometido.

Funções da palavra “se”

Como o que, o se também desempenha diferentes funções na frase. Veja a seguir quais são elas. Conjunção subordinativa:
•    integrante: introduz orações subordinadas subs­tantivas. Perguntou se o cachorro não era dele.
•    condicional: introduz oração subordinada adver­bial condicional. Se tivesse dito que o cachorro não era seu, eu não o teria deixado entrar, (equivale a caso).

Partícula integrante do verbo: Acompanha verbos pronominais, isto é, aqueles que são conjugados com os pronomes. “Se despediu, efusivo como chegara…”

Quando pronome, o se desempenha funções sintáticas de:
•         sujeito: O dono da casa deixou-se enganar pelas aparências.
•         objeto direto: O cão (…) se embarafustou casa adentro.
•         objeto indireto: Ele deu-se o direito de entrar sem ser convidado.
•         índice de indeterminação do sujeito: Tratava-se simplesmente de um cãozinho de rua.

Lembre-se de que construções frasais como essa do exemplo só são possíveis em textos literários, quando o autor usa a licença poética e faz períodos que, muitas vezes, contrariam as normas gramati­cais. De acordo com a língua culta, a frase é: “Des­pediu-se, efusivo como chegara…”

Partícula explicativa ou de realce: Não é essencial para o sentido da frase. “E, por fim, o visitante se foi.” Acompanha o verbo na voz passiva. Acompanharam-se disfarçadamente as peripécias do cachorro. (Equivale a: as peripécias do cachorro foram acompanhadas).

Pronome reflexivo: Equivale a a si mesmo. O cão (…) se embarafustou casa adentro. (= a si mesmo).