Período Composto por Subordinação: Orações Subordinadas Substantivas, Adjetivas e Adverbiais


As conjunções subordinativas fazem a conexão en­tre a oração principal e a subordinada, visto que uma depende da outra para a construção do sentido. Lembre-se de que a oração subordinada será sempre aquela que for introduzida por uma conjunção, independentemente de sua posição no período. Portanto, toda oração que exerce uma função sintática em relação à outra oração é chamada de oração subordinada, podendo ser classifica­da como substantiva, adjetiva ou adverbial.

Período Composto por Subordinação

Orações subordinadas substantivas

Perceba que a última oração do anúncio complementa a segunda estabelecendo uma relação de subordinação. Observe:
•         Primeira – “Com esse preço fica impossível para o seu vizinho”
•         Segunda – “evitar”
•         Terceira – “que você compre um Peugeot 307 SW”

Como quem evita, evita alguma coisa, a oração que complementa esse sentido está introduzida por uma con­junção subordinativa (que), cuja função sintática é de objeto direto da oração principal. As subordinadas substantivas exercem funções sintáticas em relação à oração principal: sujeito, objeto di­reto, objeto indireto, predicativo, complemento nominal e aposto.

Observe que todas as orações acima necessitam de um complemento, que é introduzido por uma conjunção, geralmente o que ou se. Para estabelecer uma conexão correta entre os sentidos das orações, é preciso que você tenha domínio dos conteúdos de regências verbal e no­minal, pois quando o verbo exigir a preposição ela deve vir anteposta à conjunção: Nunca duvide de que você é capaz!

As subordinadas substantivas classificam-se em:
•         subjetivas – função de sujeito;
•         objetivas diretas – função de objeto direto;
•         objetivas indiretas – função de objeto indireto;
•         predicativas – função de predicativo;
•         completivas nominais – função de complemen­to nominal;
•         apositivas – função de aposto.

Nessa mesma ordem estão as orações que você pre­encheu no exercício anterior, portanto preste atenção nas dicas:
•         subjetiva – o sujeito sempre está na oração su­bordinada, nunca na principal;
•         objetiva direta – liga-se à oração principal sem qualquer preposição;
•         objetiva indireta – liga-se à oração principal por meio de uma preposição, obrigatoriamente;
•         predicativa – aparece sempre com verbo de liga­ção;
•         completiva nominal – a subordinada complemen­ta o sentido de um nome e não de um verbo;
•         apositiva – a subordinada vem, geralmente, de­pois dos dois pontos.

Orações subordinadas adjetivas

Observe: a.    Premiaram os atores talentosos. b.   Premiaram os atores que têm talento. O exemplo a traz apenas uma oração, portanto é um período simples em que o adjetivo talentosos exerce a função sintática de adjunto adnominal. Em b há um pe­ríodo composto formado por duas orações. Observe que, nesse exemplo, a função sintática de adjunto adnominal não é mais exercida por um adjetivo, mas por uma ora­ção inteira. Essa oração denomina-se de subordinada adjetiva:
•         oração – porque apresenta verbo;
•         subordinada – porque exerce uma função sintá­tica em relação à oração principal;
•         adjetiva – porque exerce a função sintática de adjunto adnominal, própria do adjetivo.

Se as subordinadas substantivas e as subordinadas adjetivas são introduzidas pela palavra que, como dife­renciá-las? A palavra que pode ser conjunção ou prono­me relativo. As subordinadas adjetivas são sempre intro­duzidas por pronomes relativos: o qual, a qual, os quais, as quais, cujo, cuja e que. Na dúvida em saber se o que é conjunção ou pronome relativo, substitua-o por o qual (ou variações). Se com a troca for mantido o sentido, o que é pronome relativo, cuja função é retomar algum termo da oração anterior. Quanto à classificação, as adjetivas podem ser res­tritivas ou explicativas.

•    Restritivas – restringem o sentido do termo a que se referem. O aluno trouxe o livro que o professor pediu. Note que a segunda oração restringe o significado do nome livro. O aluno não trouxe um livro qualquer, e sim aquele que o professor pediu. Vale lembrar que a adjetiva restritiva não pode ficar isolada por vírgulas.

• Explicativas – esclarecem melhor o sentido do termo a que se referem, tomando-o num sentido mais amplo e explicando-o mais detalhadamen-te. A adjetiva explicativa é sempre separada por vírgulas. Os homens, que são seres racionais, merecem nos­so respeito. De acordo com esse enunciado, todos os homens merecem nosso respeito, já que a característica entre vír­gulas é atribuída a todos. Se as vírgulas fossem tiradas -Os homens que são seres racionais merecem nosso res­peito – o sentido seria: somente os homens que são se­res racionais é que merecem nosso respeito.

Orações subordinadas adverbiais

As subordinadas adverbiais exprimem uma circuns­tância relativa a um fato expresso na oração principal. Têm, portanto, função idêntica à do adjunto adverbial: Quando cheguei ao supermercado, as portas já es­tavam fechadas. Sempre aparecem introduzidas por conjunções subordinativas não-integrantes. Sua classificação é feita segun­do o sentido da circunstância adverbial que expressam.

Não é interessante apenas decorar as conjun­ções, você precisa entender as relações de sentido entre uma e outra. Observe, por exemplo, que a mes­ma conjunção pode ter mais de uma aplicação:
•         Ela abraçou o rapaz, como era seu costume. (conformativa)
•         Como era arrogante, poucos queriam sua ami­zade, (causal)
•         A menina pôs-se a rezar como se fosse uma beata, (comparativa)
•         Você terá sucesso desde que se esforce para isso. (condicional)
•         Estou sentindo essa tontura desde que me le­vantei, (temporal)