Verbo: Classificação, Conjugações e Formas Nominais


O Português é a quinta língua mais falada do mundo, mas suas peculiaridades são tantas que, no mundo, nosso português é conhecido como brasileiro. A Língua Portuguesa também é conhecida como carrasco pelos estudantes e, até mesmo, para quem está em busca de um cargo público ou de uma vaga na universidade. Mas toda a dificuldade encontrada se dá por suas classificações e tempos. Como no caso dos verbos.

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Verbos e suas estruturas

É entendido como verbo uma classe de palavras que são capazes de se flexionar em tempo, modo, voz, número e pessoa, e que indicam ações, fenômenos ou estados. Em suas estruturas, as formas verbais podem ainda se dividir em radical, tema e desinência número-pessoal.

1 – Radical: essa é a parte que dá o significado ao verbo, como, por exemplo:

andei; andavam; andaram. Nesse caso o radical do verbo é aquilo que não muda, o and.

2 – Terminação: conhecida como vogal temática é aquela que indica a que pertence o verbo, em geral são três essas vogais, a; e; i. (andar, correr, sorrir).

3 – Desinência número-pessoal: como o próprio nome já diz é a parte que revela a qual pessoa o verbo se designa e também se é singular ou plural.

Por exemplo: andavam (o m é a desinência número-pessoal e indica que o verbo está na 3ª pessoa do plural).

Já quanto a sua morfologia os verbos podem classificar-se em cinco diferentes classes: os abundantes, anômalos, irregulares, regulares e defectivos.

1 – Regulares são aqueles que ao conjugar se flexionam de acordo com seu próprio paradigma, como o verbo andar que fica Eu ando, Tu andas, Ele anda, Nós andamos…

2 – Irregulares são aqueles que se modificam na hora de flexionar, como o verbo caber, que ao ser conjugado se transforma em Eu caibo, Tu cabes, Ele Cabe…

3 – Abundantes são aqueles que possuem mais de duas maneiras de conjugação como Incluído e Incluso.

4 – Anômalos são aqueles que sofrem uma mudança radical na hora da conjugação que afetam até mesmo seu radical como os verbos Ser e Ir, que conjugamos: Sou e Vou.

5 – Defectivos são aqueles verbos que não possuem algumas conjugações: abolir que não possui a 3ª conjugação do presente do indicativo.

Já quanto ao modo a conjugação verbal, é quase uma armadilha para muita gente, mas simples de ser entendida, se você prestar atenção às regras e não se desesperar. Eles são importantes, pois são eles que assumem as diferentes formas possíveis pelo verbo em uma oração. Em nossa língua eles são três: Indicativo, Imperativo e Subjuntivo.

1 – Modo Imperativo: é aquele que indica uma ordem, um pedido. Um dos exemplos desse modo é: Sejam bons meninos e estudem com afinco.

No caso acima Sejam e estudem são dois exemplos do tempo imperativo já que eles dão a ideia de ordem e pedido respectivamente e servem para dar sentido à frase.

2 – Modo Indicativo: como o próprio nome já denuncia é aquele verbo que indica algo certo, como uma verdade ou realidade. Por exemplo: Eu estudo todos os dias.

No caso acima o verbo estudar indica uma realidade, o fato de a pessoa estudar todos os dias.

3 – Modo Subjuntivo: esse modo verbal serve para indicar algo no qual estamos em dúvida, uma hipótese ou até mesmo um desejo. Por exemplo, quando falamos: Se eles tivessem se apressado chegaríamos no horário.

Neste caso o verbo está indicando uma suposição e por isso está no modo subjuntivo.

Formas Nominais e Tempos Verbais

Com tantas regras e flexões, os verbos parecem os verdadeiros vilões da língua portuguesa, mas, na verdade, eles são os responsáveis por dar sentido às orações. Essa sua importância se reflete em suas imensas conjugações, flexões, formas e modos.

As formas nominais são aquelas nas quais o verbo pode também assumir funções de nome como advérbio, adjetivo e substantivo. As formas verbais são quatro: Infinitivo Impessoal, Infinitivo Pessoal, Particípio e Gerúndio.

1 – Gerúndio: nesse caso o verbo funcionará como advérbio ou, até mesmo, adjetivo, independente se o gerúndio está na forma composta ou simples.

2 – Infinitivo Impessoal: essa forma nominal pode se apresentar de duas formas, no passado ou no presente e também serve como substantivo. Ele, na verdade, é o verbo de um modo indefinido e até mesmo vago.

3 – Infinitivo Pessoal: essa forma verbal está relacionada a três pessoas no discurso, isso porque na 1ª e 3ª pessoas do singular elas não possuem uma terminação que é assumida também na forma do impessoal, mas nas outras pessoas eles são flexionados de formas diferentes. Isso acontece no verbo ter.

4 – Particípio: normalmente o particípio serve para indicar algo que já está terminado, uma ação que já foi concluída que também se flexiona como número, grau e gênero e quando mostra um estado ele assume na verdade a função de adjetivo verbal.

Já quando o assunto é os tempos verbais que no modo indicativo são divididos em Presente, Pretérito Perfeito e Infinitivo Impessoal. Já os tempos verbais derivados são o Presente do Subjuntivo, Imperativo Afirmativo, Imperativo Negativo, Pretérito mais-que-perfeito do indicativo, pretérito imperfeito do subjuntivo e Futuro do subjuntivo. Os derivados do Infinitivo Impessoal são o Futuro do presente do indicativo, Futuro do pretérito do indicativo e Pretérito Imperfeito do indicativo.