Resumo sobre o Paralelismo


Sempre que passamos a estudar a forma como os textos são escritos e a maneira como os discursos são construídos e redigidos nos textos, temos de levar em conta que toda a produção textual deve apresentar certa fluidez, fazendo com que as ideias passem a se tornar mais claras, permitindo uma maior e mais facilitada compreensão.

Resumo sobre o Paralelismo

Alguns destes aspectos são quase invisíveis e a eles é dada pouca atenção em nosso dia-a-dia, mas ao nos dedicarmos a lhes dar atenção, percebemos como estes detalhes são importantes. Considerando que o texto deve apresentar coerência em relação ao seu conteúdo, e especialmente coesão entre todas as suas partes (palavras, orações, frases e parágrafos), é fundamental que essa construção seja feita de forma lógica. E é esta lógica na produção de um texto em prosa que atribuímos o nome de Paralelismo. Neste texto, você terá os conceitos, exemplos e um resumo sobre paralelismo.

O que é e como funciona o Paralelismo?

O Paralelismo é, portanto, a ordem lógica para a expressão das ideias dentro do texto. Ele se dá a partir do uso de palavras, orações e sentidos semelhantes para a construção dos discursos. Em um texto bem escrito, é possível que o paralelismo sequer seja percebido, no entanto, a falta desta característica pode ser facilmente percebida, pois a redação de textos sem paralelos acaba por causar estranhamento em qualquer falante que compreenda a língua, mesmo de forma superficial.

O paralelismo apresenta três ordens de execução, as quais apresentaremos neste resumo sobre paralelismo. São as ordens morfológica, sintática e semântica. A ordem morfológica diz respeito à classe gramatical das palavras utilizadas. Já a sintática se refere à maneira como cada oração é redigida. Já a semântica é referente à construção de sentido dentro das frases e dos textos.

O paralelismo de ordem morfológica prevê que para uma boa construção dos textos, as palavras de uma mesma oração devem pertencer à mesma classe gramatical para que haja coesão entre as partes, tornando o texto mais homogêneo e claro no momento da leitura. Sendo assim, é possível afirmar que ao se enumerar fatores de causa e efeito em uma determinada frase, não seria nada recomendável se utilizar substantivos e adjetivos como dados da mesma natureza, como se segue no exemplo demonstrado a seguir:

“Sua partida foi causada por tristezas, constrangimentos e fofoqueiros que nada mais queriam do que roubar seu emprego dentro da empresa”. Na frase ilustrada anteriormente, podemos perceber que a coesão dos substantivos “tristezas” e “constrangimentos” foi quebrada por uma palavra de classe gramatical distinta “fofoqueiros”, que é adjetivo. Para este caso, poderia ser melhor empregada na oração o substantivo “fofocas”. Perceba ainda que, mesmo o uso de “fofoqueiros” não faz com que a frase perca seu sentido ou perca força de argumentação, mas a falta de paralelismo representa uma ruptura na construção da ideia

Já no paralelismo de caráter sintático, que privilegia uma construção de texto através da disposição e da junção lógica das orações, podemos oferecer o seguinte exemplo que mostra como uma conjunção mal-empregada pode comprometer completamente o sentido pretendido com aquele discurso. “A obediência à lei representa não só um dever cívico e é fundamental para a manutenção da ordem pública e social”.

Veja que no exemplo acima, para fazer a ligação entre estas duas orações é utilizada de maneira errônea o conectivo “e”. No entanto, ao ler com atenção, é possível notar que as duas orações sobrescritas estabelecem entre si uma relação de adição, o que poderia ser melhor expressado pela conjunção aditiva “mas também”. Veja como ficaria a frase reconstruída:

“A obediência à lei representa não só um dever cívico, mas também é fundamental para a manutenção da ordem pública e social”. Neste resumo sobre paralelismo falamos ainda sobre a ordem semântica, que também deve ser observada no momento da construção de um texto. Acompanhe o exemplo abaixo para demonstrarmos o funcionamento do paralelismo semântico, ou seja, de construção de sentido.

“Quanto mais nos esforçarmos para lutar por nossos objetivos, mais nos aproximamos de alcançá-los”. Esta é uma frase em que se estabelece uma relação semântica de proporcionalidade direta. No entanto, esta relação só pode ser estabelecida pelo uso do advérbio “quanto”. Com a sua supressão, a frase perderia completamente sua construção de sentido.

“Mais nos esforçamos para lutar por nossos objetivos, mais nos aproximamos de alcançá-los”. Perceba que pouco importa se tal proporcionalidade é direta ou indireta, como disposto no exemplo a seguir.

“Quanto mais fumamos, menos vivemos”. A frase novamente teve uma construção de sentido completa, mesmo com a relação de antagonismo entre “mais” e “menos”, mas graças ao bom uso do advérbio.

Paralelismo e estilo

Neste resumo sobre paralelismo não afirmamos ser obrigatório o uso do paralelismo em todas as situações. Para alguns casos, a opção consciente por não se valer dessa ferramenta de construção textual pode ser uma boa estratégia para se imprimir um estilo próprio à escrita, deixando o texto com um aspecto mais peculiar. No entanto, para a norma culta e seu uso em contratos, documentos, artigos e outros, é necessário o uso de paralelismo na construção textual.