Tipos de predicado, Complemento Nominal e Agente da Passiva


Tipos de predicado

O único termo indispensável de uma oração é o predicado, uma vez que o sujeito pode estar oculto, indeterminado e até mesmo inexistir. Observe as falas da tira acima: O amor é estranho. Ele chega quando a gente menos espera. Eu adoro cachorro-quente. São três períodos simples e, excluindo-se o sujeito, identifica-se o predicado de cada uma das orações. Quem é estranho? Quem chega quando a gente menos espera? Quem adora cachorro quente? O predicado é a declaração feita a respeito do sujeito. Separando o sujeito, todo o restante da oração é predicado, incluindo os adjuntos adverbiais, adnominais, complementos, etc. Dependendo da estrutura, o predicado pode ser verbal, nominal ou verbo-nominal.

Tipos de predicado

predicado verbal

•    Verbo intransitivo + circunstâncias
•    Verbo transitivo + complementos

verbo

As crianças brincavam alegre­mente no jardim. Ana apresentou seu namorado aos pais. Eu adoro cachorro-quente.

predicado nominal

predicativo

O amor é estranho. A quietude da casa parecia triste.

predicado verbo-nominal

• verbo + predicativo

A avó deixou o quarto abatida. Queria deixar os pais despreocu­pados.

Atenção! O verbo intransitivo não exige complementos, mas adjuntos adverbiais podem acompanhá-lo. Re­veja o exemplo.
As crianças brincavam alegremente no jardim.
SS                      VI             Adj. Adv. modo Adj. A d v. lugar

Os adjuntos poderiam ser retirados da oração sem prejuízo significativo ao sentido, pois o verbo -brincavam – tem significação completa. Ocorre apenas um acréscimo às circunstâncias em torno da ação verbal. Sempre que houver predicativo do objeto na oração, o predicado será verbo-nominal. O predicativo pode vir antecedido da preposição ou da palavra como. Exemplo: O rapaz considerava a avó como uma megera.

Termos integrantes da oração

Complemento Nominal

Assim como os verbos, alguns nomes também po­dem exigir um complemento e, justamente por comple­tarem o sentido de um nome, esse termo recebe o nome de complemento nominal. A estrutura assemelha-se à do objeto indireto, pois é sempre regido por preposição; no entanto, o objeto com­pleta o sentido de um verbo e o complemento nominal, o de um substantivo, adjetivo ou advérbio. A palavra medo é um substantivo que exige comple­mento: quem tem medo, tem medo de alguma coisa. Por­tanto, a palavra ou expressão que completa o sentido de medo é classificada como complemento nominal. Os substantivos que exigem complemento nominal, geralmente, são derivados de verbos.

Atenção!
O complemento nominal pode ter como núcleo
•    um substantivo. Tem amor pela profissão;
•    um pronome. O patrão sentia muita amizade por nós;
•    um numeral. Essa conversa será boa para os dois;
•    uma expressão ou oração. Sentia falta daquele dia-a-dia,

O substantivo que exige complemento é sempre abstraio e, geralmente, derivado de um verbo: Confio em sua honestidade / Tenho confiança em sua honestidade. O complemento nominal também pode ser representado por pronomes oblíquos. A caça o jurídica saiu-lhe favorável. O complemento nominal costuma corres­ponder ao alvo de nossos sentimentos, dese­jos e necessidades; seria como ter a intenção de fazer alguma coisa, ter o desejo de algo, sentir confiança em alguém, etc.

Agente da passiva

É o termo que, na voz passiva, realiza a ação ex­pressa pelo verbo. Sempre será regido pela preposição por e, raras vezes, pela preposição de.

MUDANÇA DA VOZ ATIVA PARA A VOZ PASSIVA

Voz ativa: O caminhão atropelou as la­tas de lixo.
Voz passiva analítica: As latas de lixo foram atro­peladas pelo caminhão.
Voz passiva sintética: Atropelam-se latas de lixo.

A voz passiva analítica é formada pelo verbo auxili­ar ser (mais raramente o estar) seguido do particípio do verbo principal, que sempre deverá concordar com o sujeito paciente em gênero e número. Para o verbo admitir flexão de voz é ne­cessário que ele seja VTD ou VTDI. O objeto direto da voz ativa passará a su­jeito da passiva (sujeito paciente). Agente da passiva é aquele que realmen­te pratica a ação ligando-se ao verbo por
meio de preposição.

Nem sempre o agente da passiva vem ex­presso na oração. Roubaram a bicicleta, (sujeito indetermi­nado). A bicicleta foi roubada, (sujeito paciente: a bicicleta). Na voz passiva sintética, o sujeito paciente vem, geralmente, após o verbo e o agente da passiva não vem expresso na oração. Quebraram a porta, (voz ativa). A porta foi quebrada, (voz passiva analítica). Quebrou-se a porta, (voz passiva sintética).