Cadeias Químicas, Nomenclatura de Compostos e Radicais


Cadeias Químicas

As cadeias químicas podem ser chamadas de cadeias carbônicas. Elas podem ser classificadas através de quatro questões, sendo elas: a disposição dos átomos de carbono, o tipo de ligação, o fechamento da cadeia atômica e a natureza dos átomos presentes na fórmula. Logo, os compostos químicos possuem nomenclaturas de acordo como radicais presentes na composição e os tipos de ligações, por exemplo.

Classificação das cadeias carbônicas

A disposição atômica na fórmula é normal ou ramificada:

Cadeia normal: Denomina-se cadeia linear ou reta e contém dois extremos.

Cadeia ramificada: Contém mais de dois extremos. Cada um deles possui ligação com o átomo carbono.

Os tipos de ligação entre os átomos de carbono podem ser saturados ou insaturados.

Ligações saturadas: Elas acontecem quando há apenas ligações simples entre esses átomos.

Ligações insaturadas: Elas ocorrem nos casos em que há, por exemplo, ligações duplas ou triplas entre os átomos de carbono.

As cadeias podem ter o fechamento aberto, fechado ou misto:

Aberto: É denominado alifático ou acíclico. Ele possui não possui anel aromático e contém dois ou mais extremos.

Fechado: É considerado cíclico, pois não contém algum extremo livre e forma um anel aromático ou outro tipo de ciclo atômico. As cadeias fechadas que não contêm anel benzênico são denominadas não aromáticas. Porém, as que contêm esse anel são chamadas de aromáticas.

Diante disso, as que têm um anel aromático são chamadas mononucleares. Já as que as têm mais de um anel, são denominadas polinucleares, como o naftaleno, que possui dois anéis aromáticos.

Misto: Contém o anel benzênico ou outro ciclo atômico, assim como possui a outra parte aberta com um ou mais extremos de átomos de carbono.

A natureza das fórmulas desses átomos é heterogênea ou homogênea:

Heterogênea: Ocorre quando há outro tipo de átomo entre dois de carbono, pelo menos.

Homogênea: Acontece quando não tem nenhum outro átomo entre a sequência de carbonos.

Nomenclatura dos compostos e dos radicais

O átomo carbono é um elemento químico tetravalente pode ser classificado em: primário, secundário, terciário e quaternário.

Primário: Cada átomo de carbono dos extremos está ligado a apenas um carbono da fórmula.

Secundário: Esse carbono possui ligações com outros dois da cadeia química.

Terciário: Este está ligado com três carbonos e se posiciona normalmente no meio da cadeia.

Quaternário: Neste caso, são quatro carbonos que se conectam com um que fica em uma posição central da cadeia carbônica.

De acordo com a União Internacional de Química Pura e Aplicada, a nomenclatura das cadeias químicas possuem os seguintes radicais, segundo o número de carbonos: MET, ET, PROP, BUT, PENT, HEX, HEPT, OCT, NON, DEC, UNDEC, DODEC.

As seguintes partes do meio das nomenclaturas indicam as ligações existentes entre os átomos de carbono: Para ligações simples, utilizamos o –NA. Nas ligações duplas, usamos o –EN. Em ligações triplas, o –IN . Já em duas ligações duplas, o –DIEN.

Os compostos químicos possuem funções orgânicas que contêm grupos funcionais. Eles têm propriedades que são comuns em vários compostos que possuem características semelhantes entre eles, respectivamente. Diante disso, são utilizados sufixos para cada função orgânica existente.

O sufixo –O é usado para os hidrocarbonetos. Eles contêm, basicamente, os átomos de carbono e hidrogênio.

O –OIÇO é utilizado para os casos em que temos um ácido carboxílico. Ele possui a fórmula R-COOH.

Já o sufixo –ONA é aplicado para as nomenclaturas de cetona. Ela ocorre quando o carbonilo liga dois radicais.

O –OL abrange os alcoóis. Eles contêm hidrocarbonetos e alguma hidroxila ligada neles.

O –AL é para os aldeídos. Eles possuem uma ligação dupla entre um átomo de carbono e um de oxigênio na composição.

Os radicais envolvem grupos de átomos com a valência livre em seus elétrons. Eles podem ser monovalentes ou bivalentes.

Os radicais monovalentes contêm apenas um elétron livre. Eles podem ser alquilas, alquinilas, alquenilas e arilas.

Os radicais bivalentes possuem dois elétrons livres na cadeia carbônica. Eles podem ser alquilenos ou alquilidenos.