Diluição de Soluções


A diluição de soluções é um procedimento comum no cotidiano. Nós mesmos costumamos fazê-lo em diversas situações. Imagine que você preparou um suco de laranja, mas exagerou no número de frutas, deixando a bebida muito concentrada. Então você adiciona água para deixá-la mais fraca. Você acabou de diluir. O mesmo acontece quando você adiciona gelo na bebida.

Diluição de Soluções

Outro exemplo de diluição de soluções é quando os pintores de paredes misturam uma quantia de água na tinta para ela render mais. Quando realizamos esse procedimento, o volume da solução irá aumentar. Por isso, ele é útil em diversas ocasiões. Agora vamos entender mais profundamente esse conceito.

Diluição de soluções

Para diminuir a concentração de uma solução, devemos adicionar um “solvente”, que pode ser a água em estado puro. Podemos dizer em termos claros que a diluição de soluções nada mais é do que a diminuição da concentração.

No entanto, é importante entender que não há mudança no soluto. Ou seja, se tenho uma solução inicial, com uma concentração qualquer, e adiciono nela um determinado solvente, a quantidade da substância presente no resultado final não muda. A quantidade de soluto será a mesma antes e depois da ação do solvente. Pegue o exemplo do suco de laranja: mesmo você tendo adicionado uma determinada quantia de água e mudado a concentração, a bebida não perdeu nenhum pouco da substância “laranja”. É correto dizer então que:

  • Quando a concentração cai, a solução se torna diluída.
  • A concentração final é menor que a inicial.

Observemos a fórmula para irmos a novos exemplos:
C = m¹/ V

Segundo ela, a concentração de uma solução é igual a massa do soluto sobre o volume da solução. Como a substância do soluto não irá mudar nos dois estágios do procedimento, podemos esclarecer isso com outra representação. Em relação ao soluto, então, é possível dizer que:
m¹i = m¹f

A fórmula acima diz que a massa do soluto inicial é igual a massa do soluto final. A fórmula que nos dá o produto da massa do soluto é:
m¹ = C x V

Ou seja, a massa do soluto é igual a concentração da solução vezes o seu volume. Como a quantidade da massa do soluto inicial é igual à do final, mesmo após o acréscimo da água, podemos dizer que:
C x Vi = C x Vf

Ou seja, a concentração vezes o volume inicial é igual à concentração vezes o volume final.

Mistura de soluções

Diferentemente dos primeiros exemplos, a mistura de soluções leva em conta uma ou mais substâncias. Elas não precisam ser necessariamente diferentes. Existem duas formas de abordar esse estudo. Na primeira, analisamos os casos em que os solutos não reagem entre si.

Imagine duas soluções iniciais: solução 1 (Si1) e solução 2 (Si2). O resultado da mistura que faremos delas irá dar origem à solução final (Sf). O volume do resultado, evidentemente, será muito maior, já que estamos adicionando uma quantia em outra quantia. Mas, como afirmamos anteriormente, os solutos não irão reagir no nosso resultado final. Nós podermos enxergar toda a matéria do soluto na Sf. Concluímos que:

  • Si1 irá ser conservada
  • Si2 irá ser conservada
  • Quantidade de soluto no resultado final será a pura adição dos dois solutos

Se é verdade que a concentração é igual a massa do soluto sobre o volume (C = m¹/ V ), podemos dizer que a massa do soluto é dada através da concentração vezes o volume. Vamos ver o caso do nosso exemplo:
Ci1 x Vi1 Ci2 x Vi2 = Cf x Vf

Traduzindo a fórmula acima: a primeira concentração inicial vezes o primeiro volume inicial mais a segunda concentração inicial vezes o segundo volume inicial é igual a concentração final vezes o volume final.

É preciso compreender, portanto, que a diluição funciona a partir da adição do solvente. No exemplo, é colocada a água para termos como resultado uma solução menos concentrada. Mas no caso das misturas de soluções, nem sempre o soluto é só a água. Por vezes há uma mistura, mesmo que não exista nenhuma reação. Temos como exemplo a água com sal, que, se misturada à outra água com sal, não haverá nenhuma reação, porque se trata da mesma substância.

Mas existe outro caso em que as substâncias adicionadas não são iguais, mas que, como no exemplo anterior, não sofrem reação. Imagine um recipiente cheio de água com cloreto de sódio. Ele é adicionado a outro, com água e brometo de sódio. Mesmo contendo substâncias diferentes em cada um, ambas possuem um íon em comum (no caso um cátion, que é o sódio). A partir da combinação, se houvesse alguma reação, daria uma solução final com cloreto de sódio e brometo de sódio. Ou seja, não consideramos uma reação, porque o produto final é igual o reagente.

Portanto, na mistura de soluções, não há reação em situações em que os solutos são iguais ou possuem partes da sua composição semelhantes um ao outro.