Introdução à Química Atomística


A química atomística é um dos campos mais produtivos e variados entre os estudos que a química oferece para nós desde o início do século XX. Na prática, todas as reações químicas acontecem, de alguma forma, com influência da química atomística. Mas para não parecer que estamos exagerando e supervalorizando este campo de ensino da química, vamos utilizar alguns exemplos que ajudarão a entender a abrangência e as peculiaridades que este ramo dos estudos químicos oferecem para aqueles que se interessam pelas matérias envolvidas.

Quando falamos de química atomística, precisando nos valer de basicamente todos os conceitos da química, principalmente os que dizem respeito às reações químicas, às cadeias químicas e à tabela periódica, aos conceitos da física, principalmente referentes à energia, à força térmica e à temperatura, e à biologia como um todo, já que todos os seres vivos são formados a partir de reações químicas e de átomos.

Química Atomística

Átomo – a nossa matéria-prima

E já que falamos em átomos, é obrigatório que qualquer pessoa que se interesse pela química atomística entenda o que eles são e qual a sua função prática e teórica.

Pois bem, o conceito do átomo surgiu lá na Grécia antiga, quando dois filósofos conceberam a ideia de que existia algo que era indivisível dentro da lógica da vida humana. Este algo indivisível recebeu o nome de átomo, que significa em grego “o que não se divide”, ou seja, desde o começo, a ideia era identificar os átomos como o objeto mais simples da cadeia da vida, algo indivisível em seu núcleo.

Como você já deve ter percebido, usamos o tempo verbal do passado, ou seja, ERA para ser o elemento indivisível. Essa ideia foi utilizada até o início do século XX, quando um cientista que quase ninguém nunca ouviu falar chamado Albert Einstein provou que um átomo era sim algo que poderíamos dividir. E não só isso, ele foi além, descobrindo que as partículas que haviam dentro do átomo tinham energia que, caso fosse manuseada corretamente, teriam capacidade de mudar a estrutura de elementos, gerar força elétrica e, como vimos cerca de 40 anos depois desta descoberta, criar bombas atômicas.

Prótons, elétrons e nêutrons

Esta foi mais uma das descobertas de Einstein que mudou completamente a forma dos cientistas encararem o mundo, e sua descoberta acabou dando origem ao estudo de três elementos que existem dentro de um átomo:

• Prótons – são os elementos que ficam no núcleo do átomo. Eles têm carga elétrica positiva. Por estarem no centro, estão mais protegidos dos elementos externos dentro do átomo. É muito importante entender este conceito, pois com ele teremos base para continuar com explicações mais complexas que teremos lá na frente;

• Nêutrons – como o próprio nome sugere, eles têm carga elétrica neutra. Dentro de um átomo, este é o elemento mais encontrado, já que eles servem para preencher o átomo de maneira neutra. É como se os nêutrons fossem o isopor que colocamos dentro de uma caixa do correio para evitar que o material enviado estrague;

• Elétrons – os elétrons, como você já deve ter imaginado, têm a carga elétrica negativa. Ou seja, ele é o contrário dos prótons. Eles também ficam no meio do átomo, em volta ao seu núcleo, cheio de prótons. Os nêutrons trabalham de maneira integrada com os elétrons, sendo que os dois ficam constantemente em movimento, girando em torno dos prótons.

Agora que já entendemos os prótons, nêutrons e elétrons, para terminar a introdução à química atomística, basta você entender o seguinte: em alguns casos, um átomo se aproxima do outro, e para que não haja colisão, os próprios átomos têm um sistema de segurança que é o seguinte: partículas de elétrons, quando se aproximam de outras partículas de elétrons, se repelem, ou seja, é aquele velho ditado de que os semelhantes se repelem. E o ditado não continua falando que os opostos se atraem? Pois então, os prótons, de carga negativa, são o oposto dos elétrons, de carga positiva.

Assim, dentro de um átomo há uma constante tensão de aproximação entre os prótons e os elétrons, o que faz essa partícula indivisível continuar em constante movimento.

A química atomística na prática

Por fim, entendendo todos estes conceitos, finalizamos nossa introdução a respeito da química atomística. Porém, pode ser que os conceitos ainda não tenham ficado tão claros. Por isso, vamos dar um exemplo para você:

Imagine que você está com frio e precisa sair. Qual a solução para isso? Obviamente, colocar blusas. Agora pense que as suas jaquetas de couro são os elétrons. Não dá para colocar três jaquetas de couro pra sair, pois a sua mobilidade será afetada. Agora, se você colocar uma jaqueta de couro e uma camiseta, sua mobilidade ainda está garantida, correto? Mas imagine que você ainda sente frio. A solução não será colocar blusas de lã entre a jaqueta de couro e a camiseta? Essas blusas serão os nêutrons.

E é claro que você poderia se esquentar de outras formas, como abraçando outras pessoas, mas isso é um papo químico para outra ocasião.