Isomeria Espacial e Isomeria Óptica: Conceitos e Características


Isomeria Espacial e Isomeria Ótica

Isomeria se refere a substâncias diferentes que contêm a mesma composição molecular (iso = igual, mero = parte). O que difere uma de outra, fazendo inclusive com que tenham diferentes propriedades físicas, químicas e biológicas, é o modo como seus átomos estão organizados.

O estudo da isomeria a princípio pode ser dividido em dois: a isomeria plana e a isomeria espacial. A plana corresponde àquela que é reconhecida por suas fórmulas estruturais planas. Já a espacial é identificada pelas distinções nas suas fórmulas espaciais, uma vez que suas fórmulas planas são iguais entre si.

Neste texto, falaremos somente da isomeria espacial, que se subdivide em duas: a isomeria geométrica e a isomeria óptica. Continue ligado!

Isomeria geométrica

Sem mudar suas ligações com o carbono, os átomos se dispõem no espaço de pelo menos duas formas:

– Cis: quando as ramificações estão do mesmo lado.

– Trans: quando as ramificações estão em lados opostos.

Um exemplo de isômeros geométricos é o par de ácidos maleico (cis-butenodioico) e fumárico (trans-butenodioico).

Isomeria óptica

Este tipo de isomeria só pode ser detectado se as substâncias forem expostas a um feixe de luz polarizada, ou seja, a que passou por um polarizador, e agora vibra e a viaja numa só direção, ao contrário do que faz naturalmente. Portanto, é uma luz direcionada artificialmente para determinada direção ou objeto, o que torna plano o espaço no qual se move.

Ao serem atingidas por esta luz, as substâncias têm uma dentre as três reações a seguir:

– O átomo gira para a direita, fazendo a luz se desviar para a direita, portanto a substância é uma dextrógira.

– O átomo gira para a esquerda, fazendo a luz se desviar para a esquerda, portanto a substância é uma levógira.

– Nenhum átomo da substância reage à luz, portanto ela é uma substância opticamente inativa (SOI).

Um exemplo de isômeros ópticos é o par de ácidos l-láctico e d-lático.

Isso quer dizer que estas moléculas são assimétricas, por terem um carbono assimétrico, ou seja, com quatro valências diferentes. De forma prática, elas correspondem ao que vemos quando colocamos uma de nossas mãos diante de um espelho: a imagem se reflete de forma invertida, como se fosse a mão contrária. Assim, objeto e imagem não podem ser sobrepostos.

Por esta analogia, isômeros ópticos também podem ser chamados de quirais (palavra que vem do grego e que significa “mão”).

Se uma substância opticamente inativa for combinada com um isômero óptico (Substância Opticamente Ativa – SOA), a mistura, chamada racêmica, também não reagirá à luz.