Modelo Atômico: John Dalton e Joseph John Thomson


A química é uma área complexa e muito explorada no mundo, seja na indústria alimentícia, de corantes, tintas, agrícola, entre tantas outras. Mas, para que tudo esse uso fosse preciso, primeiro foram necessárias uma série de teorias que precisavam ser comprovadas para que pudéssemos entendê-las como hoje.

Dizemos, então, que, na química, são essas teorias, demonstrações e pesquisas que fazem com que o ser humano possa entender as reações de tudo o que nos rodeia, sem que ao menos a gente perceba.

John Dalton e Joseph John Thomson

Entre os físicos e cientistas mais conhecidos na história da química estão Joseph John Thomson, Niels Bohr, Rutherford e John Danton. Cada um deles apresentou um modelo de átomo e possibilitou que o estudo nessa área fosse ainda mais aprofundado. Isso aconteceu porque essa curiosidade a respeitos da formação das matérias sempre foi muito presente, inclusive entre os filósofos, que acreditaram, de acordo com Leucipo e Demócrito, que toda a matéria era, na verdade, feita por uma quantidade de corpos que eles diziam indivisíveis, e que chamaram de átomos. A palavra grega significa exatamente isso: “a” quer dizer “não”, e “tomos”, “divisível”. Portanto, não divisível.

O modelo atômico de John Dalton

Tentando encontrar explicações sobre como os átomos poderiam ser, uma série de cientistas e físicos decidiu experimentar teorias que pudessem elucidar como seriam essas partículas indivisíveis capazes de formar as matérias.

O primeiro a elaborar essa teoria foi John Dalton, que afirmou que o átomo era na verdade uma pequena bola indivisível e maciça. Para chegar a tal conclusão, Dalton usou como base as Leis Ponderais de Lavoisier e Proust. Ele fez a utilização de diferentes círculos de diâmetros iguais que possuíam inscrições que representavam seus elementos químicos, que, claro, eram diferentes.

Com isso, ele concluiu que todas as substâncias são, portanto, formadas de uma série de minúsculas partículas que não podem nem ser distribuídas e nem criadas, e que ficam unidas por conta de uma série de forças denominadas de atração mútua.

No entanto, essas substâncias são formadas por apenas um tipo de átomo, sendo que, se a substância for simples, ela obrigatoriamente é formada por átomos simples, já se ela for composta será obrigatoriamente formada por átomos compostos – sendo que esses átomos compostos seriam capazes de se decompor durante o processo de reação química em átomos simples.

Dalton afirma, ainda, que os átomos de uma mesma substância, não importa a quantidade que ela possua, são totalmente idênticos entre eles, ou seja, possuem a mesma forma, massa, propriedades e tamanho, sem nenhuma exceção. E que, por isso, a soma de um átomo composto pode ser feita quando somamos as massas dos átomos simples que o constituem.

John Dalton criou toda essa teoria no ano de 1787, quando os instrumentos disponíveis ainda eram muito precários, mas ele foi o primeiro químico a dizer que as matérias eram formadas por partículas indivisíveis, e afirmava que essas partículas tinham carga elétrica neutra, eram homogêneas, maciças e indestrutíveis. Por isso, a ideia que temos hoje de que o átomo de Dalton era uma bola de gude.

O modelo atômico de Joseph John Thomson

Thomson era um importante físico inglês que realizava uma série de experimentos com gases. Em 1903, ele desenvolveu seu modelo de átomo que foi baseado em uma série de experiências de raios catódicos que ele chamou de elétrons. Para o físico, os átomos eram esferas de carga positiva que eram, na verdade, “recheadas” de outros elétrons de carga negativa.

O mais importante da Teoria de Thomson é que ele quebra a ideia de Dalton de que os átomos são indivisíveis e que possuem carga elétrica neutra. E, com isso, ele introduz a ideia de corrente elétrica, formação de íons, descargas elétricas em gases e eletrização por atrito.

Joseph John Thomson demonstrou, então, que, na verdade, os raios catódicos poderiam ser interpretados como feixes de algumas partículas carregadas que ele chamou de elétrons. No entanto, ele descobriu que essas partículas carregadas eram negativas de forma não proposital.

Com isso, o modelo atômico de Joseph John Thomson é, na verdade, uma esfera que os químicos apelidaram de pudim de ameixas, porque essa esfera possui os elétrons negativos incrustados dentro delas e distribuídos de forma mais ou menos organizada. Thomson ainda afirmava que esses elétrons estavam, na verdade, distribuídos ao redor dessa esfera positiva, e se movimentavam por ela em movimentos de órbitas.

Esses modelos atômicos são, na verdade, os primeiros a serem criados e testados no mundo da química e, por isso, com o tempo, outras teorias foram testadas e demonstradas ao longo dos anos, até que se chegou ao modelo atômico que conhecemos hoje.

Depois de Dalton e Thomson, outros cientistas realizaram estudos e teorias, como Rutheford e Bohr, que serão apresentados em outro artigo. É por isso que todos esses cientistas são conhecidos como os pais das teorias químicas e, até hoje, são usados como fonte de estudo e pesquisas em todo o mundo.