O que é IUPAC e suas Atividades


IUPAC é uma sigla em inglês que significa União Internacional de Química Pura e Aplicada. É um regime organizado e atualizado que serve para nomear compostos químicos ou descrever qualquer circunstância química em um estudo ou teoria. O órgão desenvolve e mantém essas nomeações como forma geral para substâncias orgânicas e inorgânicas e somente a instituição pode aprovar alterações, substituições ou quaisquer mudanças na área química.
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Objetivos e atividades

A organização possui um conselho formado por estudiosos da Química de todas as sociedades nacionais que trabalham com compostos químicos. Com validade para o mundo todo, esse regime é trabalhado em duas publicações: o Livro Azul e o Livro Vermelho. Os outros dois livros, Verde e Dourado, são usados para recomendação do uso das nomenclaturas dos símbolos químicos e informações técnicas, respectivamente.

Todos esses livros foram publicados com o intuito de que toda pessoa que estuda ou trabalha com compostos químicos não se confunda com termos ambíguos. Cada substância possui um único nome e deve ser usado, lido e escrito corretamente.

Outro objetivo é fornecer informações sobre o porquê de tal substância ser nomeada de tal forma. Sua estrutura, composição, processos e ligações devem ser algumas das notas expostas na IUPAC e que precisam ser de conhecimento de quem precisa trabalhar com essas nomenclaturas.

Caso uma substância química não atenda a essas informações transmitidas, é emitido um número, o CAS, que serve para nomear o nome do composto. Cada número se refere a somente um composto, porém não transmitem informações sobre a substância e sua composição. Cloreto de sódio, por exemplo, é descrito pelo número 7647-14-5 e pode ser designado à comida, mas o número 133-43-9 não pode, uma vez que o último é relativo ao cianeto de sódio.

Casos como o cloreto de sódio, que é o sal de cozinha, precisam pelo menos da informação da fórmula química. Embora um dos objetivos da IUPAC seja não causar confusão e transtorno aos nomes dos compostos, é possível que algumas vezes as pessoas tenham dificuldade em reparar diferenças entre duas substâncias. Daí a necessidade de quanto mais informações disponíveis de uma substância tiver, melhor será para detectar a diferença de uma e de outra.

Novamente com o caso do cloreto de sódio, pode-se detectar que ele é um composto inorgânico com nomenclatura NaCl. Outro detalhe pertinente é o arranjo dos átomos na estrutura molecular e suas especificações. Cloreto de sódio e cloreto de césio possuem algumas similaridades na hora de diferenciá-los, porém detalhes sobre a sua estrutura podem servir para notar a diferença. O cloreto de sódio possui uma estrutura de haleto enquanto o cloreto de césio possui nomenclatura somente de relevância teórica.

Devido a essas particularidades, muitos estudiosos preferem que o uso dos nomes informais para classificação. Uma vez que a numeração CAS serve para algumas substâncias e não para outras e os arranjos tridimensionais também só privilegiem alguns compostos, o uso do nome informal resume facilmente a nomenclatura de um composto químico.

Histórico

A IUPAC foi criada em meio a algumas convergências de opinião o método de nomeação das substâncias químicas. A preocupação em nomeá-las começou com Lavoisier no século XVIII, quando havia o questionamento se essas substâncias eram nomeadas por conta de sua estrutura ou por conta da alquimia.

Mas no ano de 1782, o químico Louis-Bernard Guyton de Morveau publicou alguns requerimentos para adoção de um método geral para nomear compostos químicos. Com a ajuda de outros cientistas franceses como o próprio Lavoisier, esse método durou até 1794, quando Louis-Bernard foi assassinado na guilhotina. Seu projeto então foi levado à frente por Berzellius que traduziu o método para o alemão.

Contudo, somente substâncias inorgânicas serviam para o método, excluindo as substâncias orgânicas. Mesmo com essa deficiência de nomenclaturas, o método continuou sendo usado no século XVIII e XIX, quando a quantidade de matéria orgânica cresceu.

Mesmo com algumas fórmulas e ferramentas teóricas servindo de apoio para o trabalho com matérias orgânicas, ainda faltava uma utilização correta para nomeá-las e classificá-las para facilitar estudos e trabalhos com esses compostos.

Em 1892, uma conferência internacional em Genebra, na Suíça, foi feita para discutir a necessidade de se adotar um sistema de nomenclatura vigente. Vários profissionais e estudiosos de inúmeras sociedades de química nacionais compareceram à conferência para analisar e votar em uma proposta de padronização universal e que gerasse benefícios para a sociedade acadêmica e profissional.

Em 1913, o Conselho Internacional de Associações de Sociedades de Química se reuniu para discutir as propostas levantadas, mas os eventos da Primeira Guerra Mundial interromperam os trabalhos.

Foi somente com o fim da Primeira Guerra, com a criação da União Internacional de Química Pura e Aplicada, a IUPAC, que se iniciou os trabalhos de nomenclatura para compostos orgânicos e inorgânicos bioquímicos em 1921. E desde lá, esse método vem sendo usado até os dias atuais.